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A chave das epígrafes: notas para um leitura de Rousseau
A chave das epígrafes: notas para um leitura de Rousseau
Artigo:
Nosso trabalho, uma releitura do artigo "La Clef épigraphique", de Daniel Neicken, apresenta uma abordagem do percurso rousseauísta a partir das epígrafes de algumas obras do filósofo. Enquanto Neicken sustenta a análise do homem e da legitimidade política do pacto social na obra de Rousseau a partir das citações de Vírgilio - Foederis aequas dicamus lege - e Aristóteles - Non in depravatis, sed in his quae bene secundum naturam se habent considerandum est quid sit naturale - constante respectivamente no início do Discours sur l''origine de l''inégalité e Du Contrat Social ou principes du droit politique, queremos demonstrar que da epígrafe do Discours sur les sciences et les arts àquela do Rousseau, Juge de Jean-Jacques, encontramos não somente a inscrição da máxima, mas o anúncio de uma carreira intelectual assinalada, simultaneamente, pela herança da tradição clássica e jusnaturalista, a pretensão da sua crítica e a constatação de um estranhamento que faz Rousseau acreditar-se escritor para além do seu século. Assim, procuraremos sustentar que recorrendo ao exame das sentenças presentes nas abertura dos textos de Rousseau, contemplamos na utilização das epígrafes não somente o mero recurso retórico e decorativo, mas chaves e subsídios fundamentais para compreender o pensamento e a vida do filósofo.
Nosso trabalho, uma releitura do artigo "La Clef épigraphique", de Daniel Neicken, apresenta uma abordagem do percurso rousseauísta a partir das epígrafes de algumas obras do filósofo. Enquanto Neicken sustenta a análise do homem e da legitimidade política do pacto social na obra de Rousseau a partir das citações de Vírgilio - Foederis aequas dicamus lege - e Aristóteles - Non in depravatis, sed in his quae bene secundum naturam se habent considerandum est quid sit naturale - constante respectivamente no início do Discours sur l''origine de l''inégalité e Du Contrat Social ou principes du droit politique, queremos demonstrar que da epígrafe do Discours sur les sciences et les arts àquela do Rousseau, Juge de Jean-Jacques, encontramos não somente a inscrição da máxima, mas o anúncio de uma carreira intelectual assinalada, simultaneamente, pela herança da tradição clássica e jusnaturalista, a pretensão da sua crítica e a constatação de um estranhamento que faz Rousseau acreditar-se escritor para além do seu século. Assim, procuraremos sustentar que recorrendo ao exame das sentenças presentes nas abertura dos textos de Rousseau, contemplamos na utilização das epígrafes não somente o mero recurso retórico e decorativo, mas chaves e subsídios fundamentais para compreender o pensamento e a vida do filósofo.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/phipro-sofia-005
Referências bibliográficas
- [1] NEICKEN, Daniel. "La Clef épigraphique", Disponível em : http://rousseaustudies.free.fr/. Acesso em 28/10/2012.
- [2] FICHTE. Verificação das afirmações de Rousseau. Revista Discurso, p. 09-18. tradução Rubens Rodrigues Torres F. Vol. 01, São Paulo, 1970.
- [3] PRADO JÚNIOR, Bento. A retórica de Rousseau e outros ensaios. São Paulo: Cosacnaify, 2008.
- [4] ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social, ensaio sobre a origem das línguas. São Paulo: Nova Cultural, 1999a. (Os pensadores).
- [5] ______. Discurso sobre a origem e os fundamentos das desigualdade entre os homens, Discurso sobre as ciências e as artes. São Paulo: Nova Cultural, 1999b.
- [6] ______. Carta a Cristophe de Beaumont e outros escritos sobre a religião e a moral. Organização José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2005.
- [7] _______. Le Contrat Social condamne a Genéve. Conclusions de M. le procureur général Henri-Robert Tronchin, sur le Contrat social et /''Emile de Rousseau. (BRISAC, 1896).
- [8] _______. Rousseau, Juge de Jean-Jacques. Bibliotèque de Genève, 1780.
Como citar:
Lucena, André Queiroz de; "A chave das epígrafes: notas para um leitura de Rousseau", p-33-40.
In: Anais da VIII Semana de Orientação Filosófica e Acadêmica [= Blucher Philosophy Proceedings, n.1, v.1].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23586567,
DOI 10.5151/phipro-sofia-005
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TY - CONF T1 - A chave das epígrafes: notas para um leitura de Rousseau JO - Blucher Philosophy Proceedings VL - 1 IS - 1 SP - 33 EP - 40 PY - 2014 T2 - VIII Semana de Orientação Filosófica e Acadêmica AU - SN - 23586567 DO - http://dx.doi.org/10.5151/phipro-sofia-005 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/a-chave-das-epgrafes-notas-para-um-leitura-de-rousseau-9931 KW - ER -
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André Queiroz de Lucena, A chave das epígrafes: notas para um leitura de Rousseau, Blucher Philosophy Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 33-40, ISSN 23586567, http://dx.doi.org/10.5151/phipro-sofia-005 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/a-chave-das-epgrafes-notas-para-um-leitura-de-rousseau-9931) Palavras-chave:: ;