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A Inserção Precoce na Atenção Primária e a Formação Humanizada: o Ensino Médico no Estado do Acre
A Inserção Precoce na Atenção Primária e a Formação Humanizada: o Ensino Médico no Estado do Acre
Chaves, Marcos Masceno; Gonçalves, Jauane Vilela Santos; Silva, Karla Layse dos Santos; Marques, Daniel Teixeira; Silva, Suziany Dantas da; Silveira, Rodrigo Pinheiro
Resumo:
INTRODUÇÂO: As Diretrizes Curriculares Nacionais propõem um perfil de profissional da saúde com uma formação geral, crítica e reflexiva e que utilize metodologias de ensino-aprendizagem centradas no estudante, em diferentes cenários. Há uma forte discussão acerca dessa reforma curricular nos cursos de Medicina, os quais devem privilegiar a medicina preventiva, humanística e, portanto, o contato desde o início da graduação de seus discentes com a Atenção Primária à Saúde (APS). OBJETIVOS: Relatar a experiência da vivência na comunidade dos estudantes de medicina a partir do primeiro ano de graduação. MÉTODOS: para inserção precoce dos acadêmicos de medicina na Atenção Primária, o curso de graduação tem vínculo com quatro módulos de saúde, nos quais são distribuídos grupos de 6 a 10 estudantes, que, dentre outras atuações, realizam visitas domiciliares semanais. Essas atividades, que permitiram uma primeira vinculação entre estudantes e comunidade, estão relacionadas às disciplinas de Medicina da Família e Medicina Comunitária, ministradas no primeiro e no segundo semestre, respectivamente, e os grupos de alunos acompanhados na comunidade por preceptores médicos do próprio módulo de saúde. RESULTADOS: Percebem-se, na visão dos discente, ganhos e entraves. Ganharam os acadêmicos com a oportunidade de vivenciar e aprender sobre a APS, sobre o SUS e de pôr em prática os saberes aprendidos em sala de aula, principalmente no tocante ao morfofuncional. Além disso, esse tipo de experiência propicia a formação de médicos mais humanos e preocupados com os problemas sociais existentes na comunidade, juntamente com uma co-responsabilização por sua resolução. Também ganharam as famílias e a comunidade, pois, após a realização de um diagnóstico situacional, foi possível a realização de projetos de intervenção, normalmente em grupos, que tinham como foco sobretudo o empoderamento dos participantes. Ademais, percebeu-se que as visitas periódicas dos acadêmicos promoveram um aumento do vínculo entre a comunidade e as equipes de saúde. Destaca-se como fator limitante o fato de que algumas famílias visitadas esperavam algum tipo de consulta ou tratamento medicamentoso e pelo fato dos acadêmicos terem pouca ou nenhuma prática semiológica e farmacológica, foram algumas vezes reduzidos ou desacreditados, tanto pelas famílias como por alguns agentes comunitários de saúde, o que talvez seja resquício do predomínio do modelo biomédico de outrora. CONCLUSÕES: o conhecimento adquirido durante a vivência certamente vai além do currículo acadêmico. Provocou-se o diálogo mútuo entre serviço, academia e comunidade, e, apesar dos obstáculos ainda enfrentados, entende-se que pelos significativos ganhos, experiências como esta deveriam estender-se a todos os estudantes da área da saúde, não só a título de aprendizado, mas também para desenvolver a criticidade e o despertar da importância da medicina preventiva, com a conseqüente formação de profissionais mais humanizados.
INTRODUÇÂO: As Diretrizes Curriculares Nacionais propõem um perfil de profissional da saúde com uma formação geral, crítica e reflexiva e que utilize metodologias de ensino-aprendizagem centradas no estudante, em diferentes cenários. Há uma forte discussão acerca dessa reforma curricular nos cursos de Medicina, os quais devem privilegiar a medicina preventiva, humanística e, portanto, o contato desde o início da graduação de seus discentes com a Atenção Primária à Saúde (APS). OBJETIVOS: Relatar a experiência da vivência na comunidade dos estudantes de medicina a partir do primeiro ano de graduação. MÉTODOS: para inserção precoce dos acadêmicos de medicina na Atenção Primária, o curso de graduação tem vínculo com quatro módulos de saúde, nos quais são distribuídos grupos de 6 a 10 estudantes, que, dentre outras atuações, realizam visitas domiciliares semanais. Essas atividades, que permitiram uma primeira vinculação entre estudantes e comunidade, estão relacionadas às disciplinas de Medicina da Família e Medicina Comunitária, ministradas no primeiro e no segundo semestre, respectivamente, e os grupos de alunos acompanhados na comunidade por preceptores médicos do próprio módulo de saúde. RESULTADOS: Percebem-se, na visão dos discente, ganhos e entraves. Ganharam os acadêmicos com a oportunidade de vivenciar e aprender sobre a APS, sobre o SUS e de pôr em prática os saberes aprendidos em sala de aula, principalmente no tocante ao morfofuncional. Além disso, esse tipo de experiência propicia a formação de médicos mais humanos e preocupados com os problemas sociais existentes na comunidade, juntamente com uma co-responsabilização por sua resolução. Também ganharam as famílias e a comunidade, pois, após a realização de um diagnóstico situacional, foi possível a realização de projetos de intervenção, normalmente em grupos, que tinham como foco sobretudo o empoderamento dos participantes. Ademais, percebeu-se que as visitas periódicas dos acadêmicos promoveram um aumento do vínculo entre a comunidade e as equipes de saúde. Destaca-se como fator limitante o fato de que algumas famílias visitadas esperavam algum tipo de consulta ou tratamento medicamentoso e pelo fato dos acadêmicos terem pouca ou nenhuma prática semiológica e farmacológica, foram algumas vezes reduzidos ou desacreditados, tanto pelas famílias como por alguns agentes comunitários de saúde, o que talvez seja resquício do predomínio do modelo biomédico de outrora. CONCLUSÕES: o conhecimento adquirido durante a vivência certamente vai além do currículo acadêmico. Provocou-se o diálogo mútuo entre serviço, academia e comunidade, e, apesar dos obstáculos ainda enfrentados, entende-se que pelos significativos ganhos, experiências como esta deveriam estender-se a todos os estudantes da área da saúde, não só a título de aprendizado, mas também para desenvolver a criticidade e o despertar da importância da medicina preventiva, com a conseqüente formação de profissionais mais humanizados.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10284
Como citar:
Chaves, Marcos Masceno; Gonçalves, Jauane Vilela Santos; Silva, Karla Layse dos Santos; Marques, Daniel Teixeira; Silva, Suziany Dantas da; Silveira, Rodrigo Pinheiro; "A Inserção Precoce na Atenção Primária e a Formação Humanizada: o Ensino Médico no Estado do Acre", p-51-51.
In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-cihhs-10284
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Marcos Masceno Chaves, Jauane Vilela Santos Gonçalves, Karla Layse dos Santos Silva, Daniel Teixeira Marques, Suziany Dantas da Silva, Rodrigo Pinheiro Silveira, A Inserção Precoce na Atenção Primária e a Formação Humanizada: o Ensino Médico no Estado do Acre, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 51-51, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10284 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/a-insero-precoce-na-ateno-primria-e-a-formao-humanizada-o-ensino-mdico-no-estado-do-acre-9472) Palavras-chave:: ;