Blucher Medical Proceedings
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A teratogenicidade da Ondansetrona
A teratogenicidade da Ondansetrona
Cabral , Iasmin Barbosa Proto; Timpone , Larissa de Assis; Roque, Gabriel Magalhães; Sousa, Thayser Nayarah Estanislau
Revisão de Literatura:
"INTRODUÇÃO: A gravidez tem como principais sintomas (principalmente durante oprimeiro trimestre): náuseas e vômitos. Com isso, a ondansetrona tem sidobastante prescrita. Mas ao longo de sua aceitação, passou por vários estudossobre o risco de teratogenicidade cardíaca no primeiro trimestre gestacional,sendo a maioria deles inconclusivo. Porém, com novas pesquisas, surgiram novosquestionamentos para certificar sua segurança. OBJETIVOS: O objetivo destetrabalho é revisar sistematicamente a literatura médica sobre a potencialteratogenicidade da ondansetrona. MÉTODO: Foi feita uma revisão sistemática daliteratura, pelas plataformas LILACS, SCIELO e PUBMED, utilizando osdescritores “Ondansetron”, “Pregnancy” e “Congenital Malformation”, sendoselecionados artigos em português e inglês, dos últimos 8 anos, quecorrelacionavam teratogenicidade e ondansetrona, e excluídos os que não forampublicados em revistas indexadas e que falavam de demais fármacos, resultandoem 23 artigos, dos quais foram usados os 9 que atendiam aos critérios deinclusão e exclusão. RESULTADOS: Foi visto que a ondansetrona é um potenteantiemético que age por meio do antagonismo da serotonina e bloqueio dosreceptores 5-HT e que ela tem sido usada em gestantes, apesar de poucosestudos comprovarem sua segurança ao feto. Como agravante, é durante oprimeiro trimestre de gestação que mais se faz necessário o tratamento comantieméticos, coincidindo com o período de organogênese, no qual o feto é maissuscetível a efeitos teratogênicos. Um estudo mostrou que, de 1.233 gestantesexpostas à ondansetrona, 36 neonatos apresentaram malformações e que houve umconsiderável aumento no risco de parto prematuro. Outros estudos mostraram queas principais anomalias relacionadas são a fissura labiopalatina emalformações cardíacas, sendo o defeito de septo ventricular a mais comum.Contudo, existem outras condições associadas ao uso de antieméticos nagravidez que podem ser influenciadores da teratogenia, como a perda de peso, adesidratação e o uso de outros fármacos em associação à ondansetrona. Dessaforma, recomendam que o uso da ondansetrona nas primeiras dez semanas degestação seja evitado e estabelecem a ondansetrona como terceira linha notratamento, sendo usada apenas em casos refratários. CONCLUSÃO: Portanto o usoda Ondansetrona no primeiro trimestre de gestação deve ser avaliado quanto aorisco-benefício e deve-se optar por outras classes de fármacos sem relatos deteratogenia."
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Palavras-chave:
DOI: 10.5151/cesmed2021-8
Referências bibliográficas
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Como citar:
Cabral , Iasmin Barbosa Proto; Timpone , Larissa de Assis ; Roque, Gabriel Magalhães; Thayser Nayarah Estanislau Sousa; "A teratogenicidade da Ondansetrona", p-22-24.
In: Anais do V Congresso de Escolas Médicas.
São Paulo: Blucher,
2021.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/cesmed2021-8
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Iasmin Barbosa Proto Cabral, Larissa de Assis Timpone, Gabriel Magalhães Roque, Thayser Nayarah Estanislau Sousa, A teratogenicidade da Ondansetrona, Blucher Medical Proceedings, Volume 7, 2021, Pages 22-24, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/cesmed2021-8 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/a-teratogenicidade-da-ondansetrona-36733) Palavras-chave:: ;