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AGRESSÃO ÀS MULHERES ENTRE 2009 E 2017: UM PANORAMA NACIONAL
AGRESSÃO ÀS MULHERES ENTRE 2009 E 2017: UM PANORAMA NACIONAL
Montalvão, More Torres; Hohl , Luisa Teixeira; Vieira, Ana Kelly Mendes; Reis, Fernanda Toscano Braga; Guerra, Heloísa Silva
Trabalho Epidemiológico:
**INTRODUÇÃO:** A desigualdade de gênero não é recente na história, estando presente em muitas culturas no mundo. A violência de qualquer tipo, contra mulheres, tem sido vista pela sociedade de forma natural e presente no cotidiano. De tal modo, a violência institucional torna-a submetida ao descaso e ao preconceito daqueles que deveriam proteger seus direitos. **OBJETIVO:** Apresentar o perfil da violência contra mulher no Brasil. MÉTODOS: Estudo descritivo, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), onde utilizou-se a “violência doméstica, sexual e/ou outras violências”, código CID-10 Y09, no período de 2009 a 2017, e ainda as variáveis faixa etária, raça, escolaridade e região de origem. **RESULTADOS:** No período analisado ocorreram 1.091.264 notificações de violência contra mulher no Brasil, havendo um aumento exponencial de notificações durante este intervalo de tempo, passando de 26.563 registros em 2009 para 220.559 em 2017. A maior prevalência foi na região Sudeste (50,1%), seguida das regiões Sul (19,7%) e Nordeste (15,6%). Quanto à raça, a maior prevalência foi entre brancas (41,2%), pardas (34,4%) e pretas (7,9%). Tais dados sugerem uma subnotificação dos casos, visto que a literatura aponta as negras como principais vítimas de agressão em todas faixas etárias, revelando uma “invisibilidade da violência” nessa população. As mulheres com ensino fundamental incompleto representaram 15,0% dos registros, e as com ensino médio completo 11,3%. A hipótese é que o limitado acesso ao estudo, constitui fator predisponente às violências de gênero, sendo maior a chance de sofrerem agressão. Considerando a faixa etária, 23,5% dos registros foram entre 20 e 29 anos, 19,4% de 30 a 39 e 13,8% de 15 a 19 anos; todavia ao especificar o tipo de agressão tais indicadores se modificam. Do total de notificações, 65,6% foram de caráter físico e 16,9% sexual, somando cerca de 82% de todas as agressões. Meninas de 10 a 14 anos foram as que mais sofreram abuso sexual e mulheres de 20 a 29 anos as que mais sofreram violência física. **CONCLUSÕES:** Apesar do aumento dos registros nos últimos anos no Brasil, ainda há uma subnotificação dos casos, expondo que o enfrentamento à violência contra mulheres é um importante desafio para a saúde pública, reforçando a necessidade da implementação de políticas públicas intersetoriais que rompam barreiras de gênero e priorizem a educação para as mulheres, fortalecendo a vigilância e com foco na prevenção desse agravo.
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Palavras-chave:
DOI: 10.5151/cesmed2021-10
Referências bibliográficas
- [1] 1- ASSIS, S.A.B. Mulheres Artistas: narrativas, poéticas, subversões e protestos do feminino na arte contemporânea paraense. 2012. 2- AVANÇOS legais e institucionais no combate à violência contra a mulher são destaques do Governo. Governo do Brasil. 25 de nov. de 2019. Disponível em: < https://www.gov.br/pt-br/noticias/assistencia-social/2019/11/leis-mais-duras-contra-agressor-e-de-acolhimento-a-mulher-marcam-ano>. Acesso em 20/06/2020. 3- BAIGORRIA, Judizeli et al. Prevalência e fatores associados da violência sexual contra a mulher: revisão sistemática. Revista de Salud Pública, v. 19, p. 818-826, 2017. 4- BARUFALDI, Laura Augusta et al. Violência de gênero: comparação da mortalidade por agressão em mulheres com e sem notificação prévia de violência. Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, p. 2929-2938, 2017. 5- BRASIL, Ministério da Saúde. Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Disponível em: <http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203&id=29878153>. Acesso em: 12/10/2019. 6- SHIRO, Brasiliana Iconografia. 2017. Disponível em: https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/19346/inspection-de-negresses-nouvellement-debarquees-de-lafrique-homme-daffaires-de-mrs-quickly-les-modernes-mr-quickly-et-dolly. Acesso em 20/06/2020. 7- SILVA, S.G. Preconceito e discriminação: as bases da violência contra a mulher. Psicologia Ciência e Profissão, v. 30, n. 3, p. 556-571, 2010.
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Como citar:
Montalvão, More Torres ; Hohl , Luisa Teixeira; Vieira, Ana Kelly Mendes; Reis, Fernanda Toscano Braga ; Guerra, Heloísa Silva; "AGRESSÃO ÀS MULHERES ENTRE 2009 E 2017: UM PANORAMA NACIONAL", p-25-27.
In: Anais do V Congresso de Escolas Médicas.
São Paulo: Blucher,
2021.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/cesmed2021-10
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TY - CONF T1 - AGRESSÃO ÀS MULHERES ENTRE 2009 E 2017: UM PANORAMA NACIONAL JO - Blucher Medical Proceedings VL - 7 IS - 1 SP - 25 EP - 27 PY - 2021 T2 - V Congresso de Escolas Médicas AU - , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/cesmed2021-10 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/agresso-s-mulheres-entre-2009-e-2017-um-panorama-nacional-36735 KW - ER -
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More Torres Montalvão, Luisa Teixeira Hohl, Ana Kelly Mendes Vieira, Fernanda Toscano Braga Reis, Heloísa Silva Guerra, AGRESSÃO ÀS MULHERES ENTRE 2009 E 2017: UM PANORAMA NACIONAL, Blucher Medical Proceedings, Volume 7, 2021, Pages 25-27, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/cesmed2021-10 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/agresso-s-mulheres-entre-2009-e-2017-um-panorama-nacional-36735) Palavras-chave:: ;