Blucher Medical Proceedings
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Avaliação do escore HOSPITAL como preditor de mortalidade e reinternação em pacientes admitidos em enfermaria clínica em um hospital universitário
Avaliação do escore HOSPITAL como preditor de mortalidade e reinternação em pacientes admitidos em enfermaria clínica em um hospital universitário
KLEIN, William Damian Perdonsini; ROSA, Vander José Dall’ Aqua da; MOREIRA, Carolina Perez; WESTPHAL, Verônica; MILTERSTEINER, Diego da Rosa
Artigo:
Introdução: O escore HOSPITAL, capaz de identificar potenciais pacientes com risco de reinternações precoces, é composto por sete variáveis independentes e classifica os pacientes em baixo, médio e alto risco (Donzé, 2013; Allaudeen, 2011). A pontuação obtida está relacionada diretamente com a chance de reinternar em 30 dias (Donzé, 2013). Metodologia: O presente estudo testou o escore HOSPITAL como preditor de mortalidade e reinternação nos pacientes de um hospital universitário do sul do Brasil. Estudo de coorte retrospectivo. A amostra do estudo foi consecutiva, abrangendo todos os pacientes clínicos adultos internados entre 01 de maio de 2013 a 28 de fevereiro de 2014. De forma retrospectiva, foram analisados sódio e hemoglobina antes da alta, neoplasia, internação eletiva, número de admissões hospitalares no último ano, tempo de internação e realização de procedimento invasivo dos prontuários de 2494 pacientes, sendo incluídos no estudo 372. Os dados foram transcritos por dupla digitação em planilha do Excel e analisados pelo método qui-quadrado utilizando o programa Prism 6. Resultados: Dos 372 pacientes estudados, a taxa de mortalidade total em até 90 dias após a alta hospitalar foi de 11,2% e a de reinternação em 30 e 90 dias foi 10,75%e 23,12%, respectivamente. Em relação à análise do escore HOSPITAL, os dados de mortalidade por escore (alto, médio e baixo risco), não se conseguiu diferenciar de maneira estatisticamente significativa os pacientes com maior risco de mortalidade. Por outro lado, o escore pode diferenciar de maneira estatisticamente significativa, comparável aos dados da literatura, a chance do paciente necessitar de reinternação em 30 dias (P<0.0005, RR = 1.86 [IC 95% 1.082 – 3.209]), comparando pacientes de baixo risco com os de alto risco. Conclusão: Mortes e readmissões hospitalares são onerosas para o sistema de saúde e resultam em impacto emocional importante. Apesar do escore HOSPITAL não apresentar relação como preditor de mortalidade após a alta hospitalar, o mesmo demonstrou ser uma ferramenta de fácil aplicação com validade estatística significativa para identificar os pacientes mais susceptíveis a reinternarem precocemente. Com isso, torna-se possível instituir medidas de acompanhamento após alta e concentrar recursos para realizar intervenções de cuidados de transição mais intensas para os pacientes de alto risco capazes de reduzir, no montante final, os gastos com readmissões (Metzger, 2012; Bendassat, 2000; Umesh, 2012).
Introdução: O escore HOSPITAL, capaz de identificar potenciais pacientes com risco de reinternações precoces, é composto por sete variáveis independentes e classifica os pacientes em baixo, médio e alto risco (Donzé, 2013; Allaudeen, 2011). A pontuação obtida está relacionada diretamente com a chance de reinternar em 30 dias (Donzé, 2013). Metodologia: O presente estudo testou o escore HOSPITAL como preditor de mortalidade e reinternação nos pacientes de um hospital universitário do sul do Brasil. Estudo de coorte retrospectivo. A amostra do estudo foi consecutiva, abrangendo todos os pacientes clínicos adultos internados entre 01 de maio de 2013 a 28 de fevereiro de 2014. De forma retrospectiva, foram analisados sódio e hemoglobina antes da alta, neoplasia, internação eletiva, número de admissões hospitalares no último ano, tempo de internação e realização de procedimento invasivo dos prontuários de 2494 pacientes, sendo incluídos no estudo 372. Os dados foram transcritos por dupla digitação em planilha do Excel e analisados pelo método qui-quadrado utilizando o programa Prism 6. Resultados: Dos 372 pacientes estudados, a taxa de mortalidade total em até 90 dias após a alta hospitalar foi de 11,2% e a de reinternação em 30 e 90 dias foi 10,75%e 23,12%, respectivamente. Em relação à análise do escore HOSPITAL, os dados de mortalidade por escore (alto, médio e baixo risco), não se conseguiu diferenciar de maneira estatisticamente significativa os pacientes com maior risco de mortalidade. Por outro lado, o escore pode diferenciar de maneira estatisticamente significativa, comparável aos dados da literatura, a chance do paciente necessitar de reinternação em 30 dias (P<0.0005, RR = 1.86 [IC 95% 1.082 – 3.209]), comparando pacientes de baixo risco com os de alto risco. Conclusão: Mortes e readmissões hospitalares são onerosas para o sistema de saúde e resultam em impacto emocional importante. Apesar do escore HOSPITAL não apresentar relação como preditor de mortalidade após a alta hospitalar, o mesmo demonstrou ser uma ferramenta de fácil aplicação com validade estatística significativa para identificar os pacientes mais susceptíveis a reinternarem precocemente. Com isso, torna-se possível instituir medidas de acompanhamento após alta e concentrar recursos para realizar intervenções de cuidados de transição mais intensas para os pacientes de alto risco capazes de reduzir, no montante final, os gastos com readmissões (Metzger, 2012; Bendassat, 2000; Umesh, 2012).
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-xiiicgcm-1458528006
Referências bibliográficas
- [1] Donzé J, Aujesky D, Williams D, Schnipper JL. Potentially avoidable 30-day hospital readmissions in medical patients: derivation and validation of a prediction model. JAMA Intern Med. 2013; 173:632-638.
- [2] Allaudeen N, Vidyarthi A, Maselli J, Auerbach A. Redefining readmission risk factors for general medicine patients. J Hosp Med. 2011; 6:54-60.
- [3] Metzger J, Lorincz C. Preventing Hospital Readmissions: The first test case for continuity of care. Global Institute for Emerging Healthcare Practices. July 2012.
- [4] Brasil. Ministério da Saúde, ConselhoNacional das SecretariasMunicipais de Saúde. O SUS de A aZ :garantindosaúdenosmunicípios. 3.ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009. 480 p.
- [5] Bendassat J, Taragin M. Hospital readmissions as a measure of quality of health care: advatagens and limitations. Arch Intern Med. 2000 Apr; 160(8):1074-81
- [6] Umesh N, Khot. Exploring the Risk of Unintended Consequences of Quality Improvement Efforts. J Am Coll of Cardiol 2012;60:813-2.
Como citar:
KLEIN, William Damian Perdonsini; ROSA, Vander José Dall’ Aqua da; MOREIRA, Carolina Perez; WESTPHAL, Verônica; MILTERSTEINER, Diego da Rosa; "Avaliação do escore HOSPITAL como preditor de mortalidade e reinternação em pacientes admitidos em enfermaria clínica em um hospital universitário", p-87-92.
In: In Anais do 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica [=Blucher Medical Proceedings, n.7, v.2].
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-xiiicgcm-1458528006
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William Damian Perdonsini KLEIN, Vander José Dall’ Aqua da ROSA, Carolina Perez MOREIRA, Verônica WESTPHAL, Diego da Rosa MILTERSTEINER, Avaliação do escore HOSPITAL como preditor de mortalidade e reinternação em pacientes admitidos em enfermaria clínica em um hospital universitário, Blucher Medical Proceedings, Volume 2, 2016, Pages 87-92, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1458528006 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/avaliao-do-escore-hospital-como-preditor-de-mortalidade-e-reinternao-em-pacientes-admitidos-em-enfermaria-clnica-em-um-hospital-universitrio-23498) Palavras-chave:: ;