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Como a cor pode revigorar o ambiente construído? A percepção de moradores sobre fachadas populares após intervenção do poder público
How can color reinvigorate the built environment? Residents’ perception of popular facades after government intervention
Adeodato, Maria Carolina Leitão; Costa Filho, Lourival Lopes
Artigo:
Este artigo investiga a experiência visual de moradores de comunidades populares quanto ao uso da cor nas fachadas de suas residências, a partir da atuação do Programa Mais Vida nos Morros (2016), em Recife (PE). Fundamentada na Ergonomia do Ambiente Construído e na Percepção Ambiental, a pesquisa aplicada, exploratória e qualitativa foi realizada na comunidade Alto Nossa Senhora de Fátima, utilizando entrevistas estruturadas para coletar dados, interpretados a partir de gráficos de colunas, barras e setores. As cores preferidas para o uso foram verde, associado à esperança, e branco, à praticidade e ao baixo custo. Essas escolhas revelaram-se subjetivas e emocionais, com forte vínculo à identidade e ao pertencimento. Mesmo sem autonomia total sobre as tintas, muitos moradores desejaram ousar nas cores. Não foram identificadas correlações diretas entre variáveis sociodemográficas e preferências por cor, mas emergiu um repertório simbólico compartilhado. Ainda se apurou que a cor, além da estética, qualifica o espaço urbano, fortalecendo o bem-estar e a valorização simbólica de territórios populares.
This article investigates the visual experience of residents of low-income communities regarding the use of color on the facades of their residences, based on the actions of the Mais Vida nos Morros Program (2016) in Recife, Pernambuco. Based on Ergonomics of the Built Environment and Environmental Perception, the applied, exploratory, and qualitative research was conducted in the Alto Nossa Senhora de Fátima community, using structured interviews to collect data, interpreted from column, bar, and sector graphs. The preferred colors to use were green, associated with hope, and white, associated with practicality and low cost. These choices proved to be subjective and emotional, with a strong link to identity and belonging. Even without total autonomy over the paints, many residents wanted to be bold with colors. No direct correlations were identified between sociodemographic variables and color preferences, but a shared symbolic repertoire emerged. It was also found that color, in addition to aesthetics, qualifies the urban space, strengthening the well-being and symbolic appreciation of low-income territories.
Palavras-chave: cor; fachadas populares; percepção ambiental; ergonomia do ambiente construído color; popular facades; environmental perception; ergonomics of the built environment
DOI: 10.5151/ergodesign2025-0031
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Como citar:
Adeodato, Maria Carolina Leitão; Costa Filho, Lourival Lopes; "Como a cor pode revigorar o ambiente construído? A percepção de moradores sobre fachadas populares após intervenção do poder público", p-400-409.
In: Anais do 20º ERGODESIGN & USIHC - 2025.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/ergodesign2025-0031
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Maria Carolina Leitão Adeodato, Lourival Lopes Costa Filho, Como a cor pode revigorar o ambiente construído? A percepção de moradores sobre fachadas populares após intervenção do poder público, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 400-409, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/ergodesign2025-0031 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/como-a-cor-pode-revigorar-o-ambiente-construido-a-percepcao-de-moradores-sobre-fachadas-populares-apos-intervencao-do-poder-publico) Palavras-chave:: cor; fachadas populares; percepção ambiental; ergonomia do ambiente construído;