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DE MOCHILA NAS COSTAS E COM O “PÉ NA ESTRADA”: A MOBILIDADE PENDULAR DE ESTUDANTES DE NÍVEL SUPERIOR DA REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA
DE MOCHILA NAS COSTAS E COM O “PÉ NA ESTRADA”: A MOBILIDADE PENDULAR DE ESTUDANTES DE NÍVEL SUPERIOR DA REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA
Farias, Luiz Antonio Chaves de; Lima, William de Mendonça
Artigo Completo:
Ao mesmo tempo em que a Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), relativamente a outras Regiões Metropolitanas (RMs) do Estado de São Paulo, possui um amplo e diversificado mercado de trabalho, fomentado, principalmente, pelas atividades, portuárias, industriais e de turismo. No entanto, no campo da educação de nível superior ainda se recinte de ofertas mais vastas. Esse quadro se repercute em complementariedades socioespaciais estabelecidas intra e interregionalmente, sob o ponto de vista da mobilidade pendular para fins de estudo na região. Em outras palavras, há um grande contingente populacional, mais de 42% de que cursava o nível superior em 2010, que necessitava deslocar-se para outros municípios no sentido de acessar este serviço. Tais deslocamentos aconteciam tanto nos limites da RMBS - onde quase totalidade desse volume se destinava para Santos - como para outras regiões metropolitanas, como a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) que recebia um volume considerável desses fluxos, principalmente dos municípios mais afastados do core metropolitano (Bertioga, Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá). Em face do quadro descrito acima, o objetivo proposto aqui é analisar os movimentos pendulares para fins de estudo na RMBS, sob o ponto de vista de sua espacialidade, condicionantes e consequências sociais para quem o faz ou não. No sentido de viabilizar essa empreitada foram utilizadas as seguintes fontes de dados: o Censo Demográfico de 2010, a pesquisa de vulnerabilidade (pesquisa amostral representativa para a RMBS realizada em 2007 pelo NEPO) e o Censo da Educação Superior de 2010. Antecede à apresentação destes resultados, encontrados na última parte deste artigo, duas importantes seções: a primeira, que traz uma discussão teórica acerca da definição e dos diferentes enfoques sobre mobilidade pendular, bem como sua relevância na construção do espaço de vida dos indivíduos a partir das relações espaciais desenvolvidas cotidianamente. Na segunda seção foi desenvolvida uma discussão acerca da urbanização e dinâmica sociodemográfica da RMBS, aspectos que auxiliam na compreensão dos deslocamentos pendulares com fins de estudos na região.
Ao mesmo tempo em que a Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), relativamente a outras Regiões Metropolitanas (RMs) do Estado de São Paulo, possui um amplo e diversificado mercado de trabalho, fomentado, principalmente, pelas atividades, portuárias, industriais e de turismo. No entanto, no campo da educação de nível superior ainda se recinte de ofertas mais vastas. Esse quadro se repercute em complementariedades socioespaciais estabelecidas intra e interregionalmente, sob o ponto de vista da mobilidade pendular para fins de estudo na região. Em outras palavras, há um grande contingente populacional, mais de 42% de que cursava o nível superior em 2010, que necessitava deslocar-se para outros municípios no sentido de acessar este serviço. Tais deslocamentos aconteciam tanto nos limites da RMBS - onde quase totalidade desse volume se destinava para Santos - como para outras regiões metropolitanas, como a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) que recebia um volume considerável desses fluxos, principalmente dos municípios mais afastados do core metropolitano (Bertioga, Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá). Em face do quadro descrito acima, o objetivo proposto aqui é analisar os movimentos pendulares para fins de estudo na RMBS, sob o ponto de vista de sua espacialidade, condicionantes e consequências sociais para quem o faz ou não. No sentido de viabilizar essa empreitada foram utilizadas as seguintes fontes de dados: o Censo Demográfico de 2010, a pesquisa de vulnerabilidade (pesquisa amostral representativa para a RMBS realizada em 2007 pelo NEPO) e o Censo da Educação Superior de 2010. Antecede à apresentação destes resultados, encontrados na última parte deste artigo, duas importantes seções: a primeira, que traz uma discussão teórica acerca da definição e dos diferentes enfoques sobre mobilidade pendular, bem como sua relevância na construção do espaço de vida dos indivíduos a partir das relações espaciais desenvolvidas cotidianamente. Na segunda seção foi desenvolvida uma discussão acerca da urbanização e dinâmica sociodemográfica da RMBS, aspectos que auxiliam na compreensão dos deslocamentos pendulares com fins de estudos na região.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/xgtmigracao-08
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Como citar:
Farias, Luiz Antonio Chaves de; William de Mendonça Lima; "DE MOCHILA NAS COSTAS E COM O “PÉ NA ESTRADA”: A MOBILIDADE PENDULAR DE ESTUDANTES DE NÍVEL SUPERIOR DA REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA", p-119-138.
In: .
São Paulo: Blucher,
2017.
ISSN 23592990,
DOI 10.5151/xgtmigracao-08
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Luiz Antonio Chaves de Farias, William de Mendonça Lima, DE MOCHILA NAS COSTAS E COM O “PÉ NA ESTRADA”: A MOBILIDADE PENDULAR DE ESTUDANTES DE NÍVEL SUPERIOR DA REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA, Blucher Social Sciences Proceedings, Volume 3, 2017, Pages 119-138, ISSN 23592990, http://dx.doi.org/10.5151/xgtmigracao-08 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/de-mochila-nas-costas-e-com-o-p-na-estrada-a-mobilidade-pendular-de-estudantes-de-nvel-superior-da-regio-metropolitana-da-baixada-santista-27583) Palavras-chave:: ;