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Demandas Psicológicas de Pacientes Pediátricos em Quimioterapia Sequencial.
Demandas Psicológicas de Pacientes Pediátricos em Quimioterapia Sequencial.
Azevedo, Priscilla Caroliny Reis de; Lage, Ana Maria Vieira; Maia, Anice Holanda Nunes; Damasceno, Brenna Paula; Shioga, Júlia Evangelista Mota; Lima, Maria Juliana Vieira
Resumo:
Introdução: a Quimioterapia é o recurso mais utilizado no combate ao câncer infanto-juvenil. no entanto, se configura como um processo ambivalente, pois ao mesmo tempo em que possibilita a cura, por outro lado representa sofrimento, haja vista seus efeitos colaterais. Estudos a respeito dessa fase demonstram que a rotina do tratamento quimioterápico altera rapidamente a vida cotidiana dos pacientes e de seus acompanhantes, trazendo consigo fatores ansiogênicos, como: internação intermitente, afastamento dos amigos e da escola, procedimentos invasivos, restrição alimentar, alopécia, dentre outros. Aspectos que podem gerar sérias consequências psicológicas envolvendo fantasias em torno da terapêutica, da doença e de si mesmo, que podem ocasionar prejuízos ao tratamento ou o abandono do mesmo. Objetivos: Caracterizar as demandas psicológicas que surgem em pacientes durante as sessões de quimioterapia seqüencial em um centro de tratamento do câncer infanto-juvenil. Metodologia: Foi realizado um estudo exploratório transversal descritivo, com abordagem qualitativa, a partir dos registros de intervenção psicológica, no setor supracitado, durante nove meses situados entre o período de maio 2012 a abril 2013. Empregou-se estatística descritiva para os dados quantitativos do perfil sócio-assistencial e análise de conteúdo temática para os dados qualitativos dos registros das intervenções. Resultados: Foram realizados 230 atendimentos e verificou-se que 58,4% dos pacientes são do sexo masculino entre 11 e 18 anos (35,1%) e 66,1% são procedentes do interior do estado. no que se refere à demanda dos pacientes, constatou-se que 82% consistiram em estabelecer contato e/ou realizar atividades lúdicas e apenas 18% representaram demanda por atendimento psicológico. Além disso, foi averiguado que 80,3% das intervenções se configuraram como acolhimento e 19,7% como alguma das seguintes intervenções: psicoterapia de apoio, psicoeducação, interconsulta e intervenção lúdica. Conclusões: a unidade de Quimioterapia Sequencial caracteriza-se como um ambiente estressor, consequentemente, os pacientes sentem-se mais ansiosos devido aos fatores citados acima e, principalmente à ociosidade. Essa situação pode justificar a predominância da demanda por estabelecimento de contato e/ou intervenção lúdica, constatada no estudo. Os resultados suscitam discussão a respeito de uma postura mais humanizada e menos patologizante dos profissionais que convivem com esses pacientes, uma vez que, diferente do que pode-se imaginar diante do ambiente aversivo da unidade referida, os pacientes apresentaram, em sua maioria, estabilidade emocional, justificando a predominância do acolhimento sobre os outros tipos de intervenção, uma vez que através do acolhimento pode-se mediar estratégias de enfrentamento e adaptação do paciente ao câncer e a essa fase do tratamento, além de fortalecer o vínculo entre o paciente e o profissional do serviço, o que pode ampliar a rede de apoio do sujeito.
Introdução: a Quimioterapia é o recurso mais utilizado no combate ao câncer infanto-juvenil. no entanto, se configura como um processo ambivalente, pois ao mesmo tempo em que possibilita a cura, por outro lado representa sofrimento, haja vista seus efeitos colaterais. Estudos a respeito dessa fase demonstram que a rotina do tratamento quimioterápico altera rapidamente a vida cotidiana dos pacientes e de seus acompanhantes, trazendo consigo fatores ansiogênicos, como: internação intermitente, afastamento dos amigos e da escola, procedimentos invasivos, restrição alimentar, alopécia, dentre outros. Aspectos que podem gerar sérias consequências psicológicas envolvendo fantasias em torno da terapêutica, da doença e de si mesmo, que podem ocasionar prejuízos ao tratamento ou o abandono do mesmo. Objetivos: Caracterizar as demandas psicológicas que surgem em pacientes durante as sessões de quimioterapia seqüencial em um centro de tratamento do câncer infanto-juvenil. Metodologia: Foi realizado um estudo exploratório transversal descritivo, com abordagem qualitativa, a partir dos registros de intervenção psicológica, no setor supracitado, durante nove meses situados entre o período de maio 2012 a abril 2013. Empregou-se estatística descritiva para os dados quantitativos do perfil sócio-assistencial e análise de conteúdo temática para os dados qualitativos dos registros das intervenções. Resultados: Foram realizados 230 atendimentos e verificou-se que 58,4% dos pacientes são do sexo masculino entre 11 e 18 anos (35,1%) e 66,1% são procedentes do interior do estado. no que se refere à demanda dos pacientes, constatou-se que 82% consistiram em estabelecer contato e/ou realizar atividades lúdicas e apenas 18% representaram demanda por atendimento psicológico. Além disso, foi averiguado que 80,3% das intervenções se configuraram como acolhimento e 19,7% como alguma das seguintes intervenções: psicoterapia de apoio, psicoeducação, interconsulta e intervenção lúdica. Conclusões: a unidade de Quimioterapia Sequencial caracteriza-se como um ambiente estressor, consequentemente, os pacientes sentem-se mais ansiosos devido aos fatores citados acima e, principalmente à ociosidade. Essa situação pode justificar a predominância da demanda por estabelecimento de contato e/ou intervenção lúdica, constatada no estudo. Os resultados suscitam discussão a respeito de uma postura mais humanizada e menos patologizante dos profissionais que convivem com esses pacientes, uma vez que, diferente do que pode-se imaginar diante do ambiente aversivo da unidade referida, os pacientes apresentaram, em sua maioria, estabilidade emocional, justificando a predominância do acolhimento sobre os outros tipos de intervenção, uma vez que através do acolhimento pode-se mediar estratégias de enfrentamento e adaptação do paciente ao câncer e a essa fase do tratamento, além de fortalecer o vínculo entre o paciente e o profissional do serviço, o que pode ampliar a rede de apoio do sujeito.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10778
Como citar:
Azevedo, Priscilla Caroliny Reis de; Lage, Ana Maria Vieira; Maia, Anice Holanda Nunes; Damasceno, Brenna Paula; Shioga, Júlia Evangelista Mota; Lima, Maria Juliana Vieira; "Demandas Psicológicas de Pacientes Pediátricos em Quimioterapia Sequencial.", p-338-338.
In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-cihhs-10778
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TY - CONF T1 - Demandas Psicológicas de Pacientes Pediátricos em Quimioterapia Sequencial. JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 2 SP - 338 EP - 338 PY - 2014 T2 - Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde AU - , , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10778 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/demandas-psicolgicas-de-pacientes-peditricos-em-quimioterapia-sequencial-9751 KW - ER -
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Priscilla Caroliny Reis de Azevedo, Ana Maria Vieira Lage, Anice Holanda Nunes Maia, Brenna Paula Damasceno, Júlia Evangelista Mota Shioga, Maria Juliana Vieira Lima, Demandas Psicológicas de Pacientes Pediátricos em Quimioterapia Sequencial., Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 338-338, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10778 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/demandas-psicolgicas-de-pacientes-peditricos-em-quimioterapia-sequencial-9751) Palavras-chave:: ;