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Ensino do Design no Brasil – o Colégio Industrial de Artes Gráficas – Senai - SP
Ensino do Design no Brasil – o Colégio Industrial de Artes Gráficas – Senai - SP
Soares, Rodrigo Venturini; Costa, Eduardo Augusto
Artigo:
1. Introdução Em 1988, um grupo de 25 instituições de Ensino Superior responsáveis por ministrar os cursos de Desenho Industrial no Brasil se reuniu em um workshop intitulado “O ensino do design nos anos 90” e apresentou, ao final do evento, um documento que veio a ser conhecido como a Carta de Canasvieiras. A Carta trazia 32 propostas com o intuito de corrigir os rumos do ensino do design no país e possibilitar a melhoria na formação dos alunos. Entre as propostas, duas delas diziam respeito ao ensino do design no 2º grau; a primeira proposição, determinava que o uso das denominações Design, Desenho Industrial, Comunicação Visual, Desenho de Produto e Projeto de Produto ficavam restritas ao 3º grau de ensino, tendo como justificativa “evitar uma falsa habilitação ao 2º grau” e possíveis dúvidas quanto à qualificação profissional exigida para a função. A quarta proposição, propunha que fosse encaminhado ao MEC recomendações que incentivassem a criação e o aperfeiçoamento dos cursos técnicos do 2º grau, para habilitarem seus alunos nas técnicas de representação e detalhamento de projetos sob a supervisão de designers, deixando claro que esses cursos de nível médio não habilitavam o aluno a desenvolver projetos. Como contraponto à Carta de Canasvieiras (1988), esta pesquisa buscou analisar o ensino do design nas escolas técnicas profissionais. O foco da pesquisa foram os primeiros dez anos (1971-1981) do Curso Técnico em Artes Gráficas do Colégio Industrial de Artes Gráficas de São Paulo (atual Escola Senai Theobaldo De Nigris), fundado pelo Senai em 1971, e sua habilitação profissional em Produção Visual Gráfica. A questão central que esta pesquisa buscou esclarecer foi: • Os alunos do Curso Técnico em Artes Gráficas, na sua habilitação profissional em Produção Visual Gráfica, desenvolviam projetos de design gráfico? 2. Fundamentação Para chegar à resposta dessa questão, investigou-se os antecedentes políticos, econômicos e ideológicos que levaram à criação da Lei Orgânica do Ensino Industrial e do Senai em 1942, por Getúlio Vargas, ao surgimento do Departamento Regional do Senai em São Paulo e à criação da Escola de Artes Gráficas, que posteriormente viria a ser chamada de Escola Senai Felício Lanzara, a primeira escola voltada para a área gráfica do Senai. A pesquisa apresentou a concepção do Colégio Industrial de Artes Gráficas do Senai, o papel importante de Odetto Guersoni na criação da escola e sua influência na matriz curricular do curso, a parceria feita pelo Senai com a ACIMGA, que trouxe professores italianos para ensinarem as artes gráficas na nova escola. Por fim, o estudo trouxe informações sobre a matriz curricular do Curso Técnico em Artes Gráficas e as mudanças que ocorreram em seu currículo durante sua primeira década de existência, além de esclarecimentos sobre a Habilitação Profissional de Produção Visual Gráfica oferecida pelo curso. A pesquisa sobre a Disciplina de Produção Visual Gráfica teve como principal objetivo esclarecer se os alunos dessas aulas desenvolviam projetos gráficos inéditos. Para que isso fosse esclarecido, foram realizadas consultas a documentos escolares que traziam informações sobre as atividades que eram desenvolvidas nas oficinas pelos alunos, entrevistas com alunos e professores da época em que esta pesquisa estava focando, ou seja, de 1971 a 1981, e fotos e imagens que pudessem ajudar a expor o que os alunos realizavam nas aulas. 3. Conclusão O resultado dessa investigação foi a comprovação de que os alunos da Habilitação de Produção Gráfica da Escola Senai Theobaldo De Nigris, antigo Colégio Industrial de Artes Gráficas, desenvolviam atividades projetuais inéditas durante as suas aulas, situação corroborada por meio de entrevistas feitas com professores e alunos, capas da Revista ABIGRAF e imagens de projetos gráficos apresentados nas exposições realizadas pela escola. (Figura1).
1. Introdução Em 1988, um grupo de 25 instituições de Ensino Superior responsáveis por ministrar os cursos de Desenho Industrial no Brasil se reuniu em um workshop intitulado “O ensino do design nos anos 90” e apresentou, ao final do evento, um documento que veio a ser conhecido como a Carta de Canasvieiras. A Carta trazia 32 propostas com o intuito de corrigir os rumos do ensino do design no país e possibilitar a melhoria na formação dos alunos. Entre as propostas, duas delas diziam respeito ao ensino do design no 2º grau; a primeira proposição, determinava que o uso das denominações Design, Desenho Industrial, Comunicação Visual, Desenho de Produto e Projeto de Produto ficavam restritas ao 3º grau de ensino, tendo como justificativa “evitar uma falsa habilitação ao 2º grau” e possíveis dúvidas quanto à qualificação profissional exigida para a função. A quarta proposição, propunha que fosse encaminhado ao MEC recomendações que incentivassem a criação e o aperfeiçoamento dos cursos técnicos do 2º grau, para habilitarem seus alunos nas técnicas de representação e detalhamento de projetos sob a supervisão de designers, deixando claro que esses cursos de nível médio não habilitavam o aluno a desenvolver projetos. Como contraponto à Carta de Canasvieiras (1988), esta pesquisa buscou analisar o ensino do design nas escolas técnicas profissionais. O foco da pesquisa foram os primeiros dez anos (1971-1981) do Curso Técnico em Artes Gráficas do Colégio Industrial de Artes Gráficas de São Paulo (atual Escola Senai Theobaldo De Nigris), fundado pelo Senai em 1971, e sua habilitação profissional em Produção Visual Gráfica. A questão central que esta pesquisa buscou esclarecer foi: • Os alunos do Curso Técnico em Artes Gráficas, na sua habilitação profissional em Produção Visual Gráfica, desenvolviam projetos de design gráfico? 2. Fundamentação Para chegar à resposta dessa questão, investigou-se os antecedentes políticos, econômicos e ideológicos que levaram à criação da Lei Orgânica do Ensino Industrial e do Senai em 1942, por Getúlio Vargas, ao surgimento do Departamento Regional do Senai em São Paulo e à criação da Escola de Artes Gráficas, que posteriormente viria a ser chamada de Escola Senai Felício Lanzara, a primeira escola voltada para a área gráfica do Senai. A pesquisa apresentou a concepção do Colégio Industrial de Artes Gráficas do Senai, o papel importante de Odetto Guersoni na criação da escola e sua influência na matriz curricular do curso, a parceria feita pelo Senai com a ACIMGA, que trouxe professores italianos para ensinarem as artes gráficas na nova escola. Por fim, o estudo trouxe informações sobre a matriz curricular do Curso Técnico em Artes Gráficas e as mudanças que ocorreram em seu currículo durante sua primeira década de existência, além de esclarecimentos sobre a Habilitação Profissional de Produção Visual Gráfica oferecida pelo curso. A pesquisa sobre a Disciplina de Produção Visual Gráfica teve como principal objetivo esclarecer se os alunos dessas aulas desenvolviam projetos gráficos inéditos. Para que isso fosse esclarecido, foram realizadas consultas a documentos escolares que traziam informações sobre as atividades que eram desenvolvidas nas oficinas pelos alunos, entrevistas com alunos e professores da época em que esta pesquisa estava focando, ou seja, de 1971 a 1981, e fotos e imagens que pudessem ajudar a expor o que os alunos realizavam nas aulas. 3. Conclusão O resultado dessa investigação foi a comprovação de que os alunos da Habilitação de Produção Gráfica da Escola Senai Theobaldo De Nigris, antigo Colégio Industrial de Artes Gráficas, desenvolviam atividades projetuais inéditas durante as suas aulas, situação corroborada por meio de entrevistas feitas com professores e alunos, capas da Revista ABIGRAF e imagens de projetos gráficos apresentados nas exposições realizadas pela escola. (Figura1).
Palavras-chave: Ensino Profissional; Design Gráfico; Senai; Técnico em Artes Gráficas; Produção Visual Gráfica. Ensino Profissional; Design Gráfico; Senai; Técnico em Artes Gráficas; Produção Visual Gráfica.
DOI: 10.5151/1JPPD-0103
Referências bibliográficas
- [1] ALBERTI, Verena. Manual de história oral. 3 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2013, 384 p.
- [2] Senai-SP. Plano escolar da Escola Senai Theobaldo De Nigris. São Paulo, 1977.
- [3] Senai-SP. Plano Escolar 1977: currículos e programas. São Paulo., 1977
- [4] SILVA, João Baptista Salles da. Bases adotadas pelo Senai para o planejamento do Colégio Industrial de Artes Gráficas. In: SEMANA TECNOLÓGICA DE ARTES GRÁFICAS, 1., 1971. Anais [...]. São Paulo: Senai-SP, 1971.
- [5] WORKSHOP O ENSINO DO DESIGN NOS ANOS 90, 1., 1988, Florianópolis, SC. Carta de Canasvieiras. Florianópolis, SC, 1988
Como citar:
Soares, Rodrigo Venturini; Costa, Eduardo Augusto; "Ensino do Design no Brasil – o Colégio Industrial de Artes Gráficas – Senai - SP", p-266-268.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0103
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TY - CONF T1 - Ensino do Design no Brasil – o Colégio Industrial de Artes Gráficas – Senai - SP JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 266 EP - 268 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0103 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/ensino-do-design-no-brasil-o-colegio-industrial-de-artes-graficas-senai-sp KW - Ensino Profissional; Design Gráfico; Senai; Técnico em Artes Gráficas; Produção Visual Gráfica. ER -
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Rodrigo Venturini Soares, Eduardo Augusto Costa, Ensino do Design no Brasil – o Colégio Industrial de Artes Gráficas – Senai - SP, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 266-268, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0103 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/ensino-do-design-no-brasil-o-colegio-industrial-de-artes-graficas-senai-sp) Palavras-chave:: Ensino Profissional; Design Gráfico; Senai; Técnico em Artes Gráficas; Produção Visual Gráfica.;