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Ensino Híbrido: Design e Inclusão
Ensino Híbrido: Design e Inclusão
Cardoso Lourenço, Natália; de Souza, Aline Francisca
Artigo:
1. Introdução Mudanças sociais e tecnológicas ampliaram a demanda por práticas alinhadas à cultura digital e à equidade. O ensino híbrido integra experiências presenciais e online e pode favorecer flexibilidade, engajamento e desenvolvimento de competências (COSTA et al., 2021; LI et al., 2023). Contudo, seu potencial inclusivo depende de infraestrutura, inclusão digital e formação docente, ainda desiguais entre contextos (HABITZREITER et al., 2022; PALMEIRA, 2023). Persiste lacuna na sistematização de evidências que articulem ensino híbrido, acessibilidade e design educacional, incluindo o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) (FIATCOSKI; GÓES, 2021). 2. Objetivos Analisar o ensino híbrido como estratégia inovadora, com foco em inclusão digital, acessibilidade e desenvolvimento de competências, por revisão bibliográfica. 3. Metodologia Revisão bibliográfica qualitativa nacional e internacional (2020–2024) no Portal CAPES e Google Acadêmico, com descritores: ensino híbrido, tecnologia educacional, inclusão digital, acessibilidade e formação docente. Incluíram-se estudos sobre práticas híbridas vinculadas à inclusão, acessibilidade, competências e design educacional. Excluíram-se estudos duplicados e sem aderência ao tema. Após triagem e leitura, selecionaram-se nove estudos. A síntese ocorreu por análise temática envolvendo autonomia, inclusão digital, formação docente, acessibilidade, DUA. 4. Desenvolvimento O ensino híbrido pode fortalecer autonomia e dinamicidade ao articular ambientes físicos e digitais (BRITO, 2020). A efetividade, porém, depende de acesso à tecnologia, suporte institucional e preparo docente para planejar experiências acessíveis (GUERRERO-QUIÑONEZ et al., 2023; HABITZREITER et al., 2022). O design educacional e o DUA contribuem para reduzir barreiras ao prever alternativas de participação e acompanhamento (FIATCOSKI; GÓES, 2021), mas persistem desafios de infraestrutura e fragilidades formativas, exigindo investimento e políticas de apoio (AZEVEDO et al., 2024). 5. Resultados Os estudos indicam ampliação de engajamento, acesso e competências digitais quando há intencionalidade pedagógica e estratégias de acessibilidade (LI et al., 2023; SOARES et al., 2023). O DUA aparece como recurso promissor, condicionado à formação docente e à disponibilidade de recursos tecnológicos. Os achados dialogam com o ODS 4 ao reforçar educação de qualidade e com equidade. 6. Considerações Finais O ensino híbrido é relevante para flexibilidade e inclusão, mas requer articulação entre tecnologia, planejamento pedagógico e formação docente. Recomenda-se aprofundar estudos comparativos sobre acessibilidade, permanência e resultados formativos.
1. Introdução Mudanças sociais e tecnológicas ampliaram a demanda por práticas alinhadas à cultura digital e à equidade. O ensino híbrido integra experiências presenciais e online e pode favorecer flexibilidade, engajamento e desenvolvimento de competências (COSTA et al., 2021; LI et al., 2023). Contudo, seu potencial inclusivo depende de infraestrutura, inclusão digital e formação docente, ainda desiguais entre contextos (HABITZREITER et al., 2022; PALMEIRA, 2023). Persiste lacuna na sistematização de evidências que articulem ensino híbrido, acessibilidade e design educacional, incluindo o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) (FIATCOSKI; GÓES, 2021). 2. Objetivos Analisar o ensino híbrido como estratégia inovadora, com foco em inclusão digital, acessibilidade e desenvolvimento de competências, por revisão bibliográfica. 3. Metodologia Revisão bibliográfica qualitativa nacional e internacional (2020–2024) no Portal CAPES e Google Acadêmico, com descritores: ensino híbrido, tecnologia educacional, inclusão digital, acessibilidade e formação docente. Incluíram-se estudos sobre práticas híbridas vinculadas à inclusão, acessibilidade, competências e design educacional. Excluíram-se estudos duplicados e sem aderência ao tema. Após triagem e leitura, selecionaram-se nove estudos. A síntese ocorreu por análise temática envolvendo autonomia, inclusão digital, formação docente, acessibilidade, DUA. 4. Desenvolvimento O ensino híbrido pode fortalecer autonomia e dinamicidade ao articular ambientes físicos e digitais (BRITO, 2020). A efetividade, porém, depende de acesso à tecnologia, suporte institucional e preparo docente para planejar experiências acessíveis (GUERRERO-QUIÑONEZ et al., 2023; HABITZREITER et al., 2022). O design educacional e o DUA contribuem para reduzir barreiras ao prever alternativas de participação e acompanhamento (FIATCOSKI; GÓES, 2021), mas persistem desafios de infraestrutura e fragilidades formativas, exigindo investimento e políticas de apoio (AZEVEDO et al., 2024). 5. Resultados Os estudos indicam ampliação de engajamento, acesso e competências digitais quando há intencionalidade pedagógica e estratégias de acessibilidade (LI et al., 2023; SOARES et al., 2023). O DUA aparece como recurso promissor, condicionado à formação docente e à disponibilidade de recursos tecnológicos. Os achados dialogam com o ODS 4 ao reforçar educação de qualidade e com equidade. 6. Considerações Finais O ensino híbrido é relevante para flexibilidade e inclusão, mas requer articulação entre tecnologia, planejamento pedagógico e formação docente. Recomenda-se aprofundar estudos comparativos sobre acessibilidade, permanência e resultados formativos.
Palavras-chave: Ensino híbrido; inclusão; acessibilidade; tecnologia; formação docente. Ensino híbrido; inclusão; acessibilidade; tecnologia; formação docente.
DOI: 10.5151/1JPPD-0057
Referências bibliográficas
- [1] AZEVEDO, C. M. de S. et al. Ensino híbrido: uma alternativa pedagógica para o século XXI. Lumen et Virtus, [S. l.], v. 15, n. 43, p. 7850–7862, 2024. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/1928.
- [2] BRITO, M. S. A. A singularidade pedagógica do ensino híbrido. EaD em Foco, [S. l.], v. 10, e948, 2020. DOI: 10.18264/eadf.v10i1948.
- [3] COSTA, E. D. et al. Os desafios do ensino híbrido no ensino remoto. Revista Educação Pública, [S. l.], v. 21, n. 38, 19 out. 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/38/os-desafios-do-ensino-hibrido-no-ensino-remoto.
- [4] FIATCOSKI, D. A. S.; GÓES, A. R. T. Desenho Universal para Aprendizagem e Tecnologias Digitais na Educação Matemática Inclusiva. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 34, p. 1–24, 2021. DOI: 10.5902/1984686X55111.
- [5] GUERRERO-QUIÑONEZ, A. J. et al. Hybrid education: current challenges. Ibero-American Journal of Education & Society Research, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 276–279, 2023. DOI: 10.56183/iberoeds.v3i1.629.
- [6] HABITZREITER, T. T. et al. Ensino híbrido: possibilidades e desafios. Revista Conexão, [S. l.], n. 10, 2022. Disponível em: https://revistas.uceff.edu.br/conexao/article/view/527.
- [7] LI, K. C. et al. Evaluation of hybrid learning and teaching practices: the perspective of academics. Sustainability, Basel, v. 15, art. 6780, 2023. DOI: 10.3390/su15086780.
- [8] PALMEIRA, J. dos S. A importância do ensino híbrido: desafios e oportunidades. 2023. 23 f. TCC (Especialização em Práticas Pedagógicas para a Educação Profissional e Tecnológica) — Instituto Federal do Espírito Santo, Linhares, 2023. Disponível em: https://repositorio.ifes.edu.br/server/api/core/bitstreams/7ef74746-6a6a-4081-baf9-cdccd02dfaa3/content.
- [9] SOARES, D. G. de S.; VALADARES, P. G.; CARAPETO, S. M. de O. Ensino híbrido: desafios e possibilidades da práxis docente na contemporaneidade. Revista de Educação, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 1–15, 2023.
Como citar:
Cardoso Lourenço, Natália; de Souza, Aline Francisca; "Ensino Híbrido: Design e Inclusão", p-153-155.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0057
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Natália Cardoso Lourenço, Aline Francisca de Souza, Ensino Híbrido: Design e Inclusão, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 153-155, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0057 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/ensino-hibrido-design-e-inclusao) Palavras-chave:: Ensino híbrido; inclusão; acessibilidade; tecnologia; formação docente.;