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Ergonomia do ambiente construído em prédios de retrofit: aplicando o método de Evidence Based Design
Ergonomia do ambiente construído em prédios de retrofit: aplicando o método de Evidence Based Design
Soares, Liege Dias Lannes; Correa, Celina Maria Britto
Artigo:
Trata-se de um projeto de tese em estágio inicial no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas/RS. Ao final do primeiro ano do doutoramento em Arquitetura e Urbanismo, encontra-se em andamento o desenvolvimento da Revisão Sistemática de Literatura (RSL) que fundamentará a pesquisa. O estudo estrutura-se em três eixos teóricos: preservação do patrimônio arquitetônico do século XIX; ergonomia do ambiente construído; e a aplicação do método de Evidency Based Design, que serão relacionados sobre a perspectiva de aplicações teóricas e práticas em prédios que sofrearam retrofit para um novo uso. O propósito da pesquisa ocorre pela ação sustentável que representa o reuso de edificações pré-existentes, pois a revitalização traz benefícios econômicos, sociais e ambientais. Economicamente, reduz custos ao aproveitar a estrutura e a infraestrutura urbana já disponíveis, encurtando prazos de execução e acelerando o retorno de investimentos. Socialmente, preserva a memória coletiva e o valor simbólico, reforça a identidade do lugar e, ainda, contribui para a revitalização de áreas degradadas ou prédios ociosos. Ambientalmente, evita a geração de resíduos, diminui a extração de matérias-primas e as emissões de CO2, além de otimizar o uso do solo. Assim, o reaproveitamento de prédios existentes alia preservação e sustentabilidade, fortalecendo a requalificação do ambiente construído. Pelotas, localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul, possui um expressivo patrimônio arquitetônico, resultante de um período de intenso desenvolvimento econômico e cultural, concentrado em áreas de reconhecido valor histórico e urbano. A requalificação desses imóveis para novos usos, por meio de processos de retrofit, possibilita a ocupação de espaços inutilizados e a inserção de atividades contemporâneas, conciliando a preservação da memória arquitetônica com demandas atuais. Tal estratégia fortalece a economia local e amplia o potencial turístico da região. O patrimônio edificado, em sua maioria constituído por construções do século XIX, preserva valores históricos e culturais que, segundo Braga (2003), devem ser respeitados em qualquer intervenção. O retrofit, definido por Douglas (2006, apud Wong, 2017) como a reconstrução destinada a incorporar novas tecnologias, é amplamente empregado para manter a vitalidade de edificações preservadas. Rocha (2002) ressalta que tais adaptações requerem um equilíbrio cuidadoso entre a preservação e a funcionalidade, assegurando que o valor histórico seja mantido, ao mesmo tempo em que se viabiliza o uso pleno do espaço. A motivação para este estudo decorre da integração entre o interesse pela preservação do patrimônio edificado e a investigação de soluções ergonômicas que promovam satisfação e bem-estar aos usuários em edificações adaptadas a novos usos. Essas adaptações, comuns em processos de retrofit, exigem atenção a aspectos como acessibilidade, fluxos de circulação e conforto ambiental, elementos essenciais para assegurar funcionalidade sem comprometer o valor histórico e cultural. O interesse pela temática vincula-se à formação em Arquitetura e à experiência docente nos cursos de Design do Instituto Federal Sul-rio-grandense – Campus Pelotas, contexto no qual se desenvolvem atividades voltadas à interação entre espaço interior, usabilidade e experiência do usuário, fortalecendo a conexão entre prática acadêmica, pesquisa aplicada e qualificação do ambiente construído. A pesquisa parte da constatação de que projetos de retrofit nem sempre contemplam, de forma sistemática as necessidades ergonômicas contemporâneas. Iida e Guimarães (2016), Panero (2015) e Gurgel (2007) ressaltam que conforto térmico, acústico e lumínico, assim como acessibilidade e mobiliário adequado, impactam diretamente a qualidade de uso dos espaços. Cambiaghi (2007) e Souza (2016) destacam a complexidade de compatibilizar a acessibilidade universal com a preservação, especialmente diante de restrições impostas por legislações e normativas. A contribuição deste trabalho consiste em investigar experiências prévias, práticas estudadas e referências consolidadas, de forma a aplicá-las em projetos e construções que priorizem o bem-estar dos usuários. O objetivo é desenvolver um modelo conceitual de ergonomia física e ambiental aplicável a projetos de interiores em prédios preservados, tendo o Evidence Based Design (EBD) como metodologia central (Lima, 2014; Rego, 2012). Para alcançar esse objetivo, o estudo abrangerá a realização de uma Revisão Sistemática de Literatura sobre ergonomia, retrofit e Evidence Based Design (EBD), a análise da integração entre arquitetura preservada e parâmetros ergonômicos e o registro de soluções aplicadas em casos reais. Essas etapas subsidiarão a elaboração de um manual de soluções baseadas em evidências, destinado a orientar intervenções que conciliem preservação patrimonial, funcionalidade e bem-estar dos usuários.
Trata-se de um projeto de tese em estágio inicial no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas/RS. Ao final do primeiro ano do doutoramento em Arquitetura e Urbanismo, encontra-se em andamento o desenvolvimento da Revisão Sistemática de Literatura (RSL) que fundamentará a pesquisa. O estudo estrutura-se em três eixos teóricos: preservação do patrimônio arquitetônico do século XIX; ergonomia do ambiente construído; e a aplicação do método de Evidency Based Design, que serão relacionados sobre a perspectiva de aplicações teóricas e práticas em prédios que sofrearam retrofit para um novo uso. O propósito da pesquisa ocorre pela ação sustentável que representa o reuso de edificações pré-existentes, pois a revitalização traz benefícios econômicos, sociais e ambientais. Economicamente, reduz custos ao aproveitar a estrutura e a infraestrutura urbana já disponíveis, encurtando prazos de execução e acelerando o retorno de investimentos. Socialmente, preserva a memória coletiva e o valor simbólico, reforça a identidade do lugar e, ainda, contribui para a revitalização de áreas degradadas ou prédios ociosos. Ambientalmente, evita a geração de resíduos, diminui a extração de matérias-primas e as emissões de CO2, além de otimizar o uso do solo. Assim, o reaproveitamento de prédios existentes alia preservação e sustentabilidade, fortalecendo a requalificação do ambiente construído. Pelotas, localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul, possui um expressivo patrimônio arquitetônico, resultante de um período de intenso desenvolvimento econômico e cultural, concentrado em áreas de reconhecido valor histórico e urbano. A requalificação desses imóveis para novos usos, por meio de processos de retrofit, possibilita a ocupação de espaços inutilizados e a inserção de atividades contemporâneas, conciliando a preservação da memória arquitetônica com demandas atuais. Tal estratégia fortalece a economia local e amplia o potencial turístico da região. O patrimônio edificado, em sua maioria constituído por construções do século XIX, preserva valores históricos e culturais que, segundo Braga (2003), devem ser respeitados em qualquer intervenção. O retrofit, definido por Douglas (2006, apud Wong, 2017) como a reconstrução destinada a incorporar novas tecnologias, é amplamente empregado para manter a vitalidade de edificações preservadas. Rocha (2002) ressalta que tais adaptações requerem um equilíbrio cuidadoso entre a preservação e a funcionalidade, assegurando que o valor histórico seja mantido, ao mesmo tempo em que se viabiliza o uso pleno do espaço. A motivação para este estudo decorre da integração entre o interesse pela preservação do patrimônio edificado e a investigação de soluções ergonômicas que promovam satisfação e bem-estar aos usuários em edificações adaptadas a novos usos. Essas adaptações, comuns em processos de retrofit, exigem atenção a aspectos como acessibilidade, fluxos de circulação e conforto ambiental, elementos essenciais para assegurar funcionalidade sem comprometer o valor histórico e cultural. O interesse pela temática vincula-se à formação em Arquitetura e à experiência docente nos cursos de Design do Instituto Federal Sul-rio-grandense – Campus Pelotas, contexto no qual se desenvolvem atividades voltadas à interação entre espaço interior, usabilidade e experiência do usuário, fortalecendo a conexão entre prática acadêmica, pesquisa aplicada e qualificação do ambiente construído. A pesquisa parte da constatação de que projetos de retrofit nem sempre contemplam, de forma sistemática as necessidades ergonômicas contemporâneas. Iida e Guimarães (2016), Panero (2015) e Gurgel (2007) ressaltam que conforto térmico, acústico e lumínico, assim como acessibilidade e mobiliário adequado, impactam diretamente a qualidade de uso dos espaços. Cambiaghi (2007) e Souza (2016) destacam a complexidade de compatibilizar a acessibilidade universal com a preservação, especialmente diante de restrições impostas por legislações e normativas. A contribuição deste trabalho consiste em investigar experiências prévias, práticas estudadas e referências consolidadas, de forma a aplicá-las em projetos e construções que priorizem o bem-estar dos usuários. O objetivo é desenvolver um modelo conceitual de ergonomia física e ambiental aplicável a projetos de interiores em prédios preservados, tendo o Evidence Based Design (EBD) como metodologia central (Lima, 2014; Rego, 2012). Para alcançar esse objetivo, o estudo abrangerá a realização de uma Revisão Sistemática de Literatura sobre ergonomia, retrofit e Evidence Based Design (EBD), a análise da integração entre arquitetura preservada e parâmetros ergonômicos e o registro de soluções aplicadas em casos reais. Essas etapas subsidiarão a elaboração de um manual de soluções baseadas em evidências, destinado a orientar intervenções que conciliem preservação patrimonial, funcionalidade e bem-estar dos usuários.
Palavras-chave: patrimônio histórico; evidence based design; ergonomia patrimônio histórico; evidence based design; ergonomia
DOI: 10.5151/ergodesign2025-0102
Referências bibliográficas
- [1] BRAGA, Márcia (Org.). Conservação e restauro: arquitetura. Rio de Janeiro: Ed. Rio, 2003.
- [2] CAMBIAGHI, Silvana. Desenho universal: métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas. São Paulo: Senac, 2007.
- [3] GURGEL, M. Projetando espaços: design de interiores. São Paulo: Senac, 2007.
- [4] IIDA, Itiro; GUIMARÃES, L. B. M. Ergonomia: projeto e produção. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2016.
- [5] LIMA, L. P. Proposta de um modelo conceitual de referência para o uso integrado de evidências no processo de projeto de edificações. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014.
- [6] PANERO, Julius. Dimensionamento humano para espaços interiores. 1. ed. São Paulo: Gustavo Gili, 2015.
- [7] REGO, D. P. S. A arquitetura como instrumento medicinal. Dissertação (Mestrado) – Técnico Lisboa, Lisboa, 2012.
- [8] ROCHA, Luiz Antônio. Intervenção e reutilização – o uso possível e o impacto das decisões. Revista Ciência e Letra, Porto Alegre, p. 231-240, jan./jun. 2002.
- [9] SOUZA, Emilha de. Análise do conflito preservação e acessibilidade motora em edificações acauteladas. Trabalho de Conclusão de Curso – Instituto Federal de Minas Gerais, Ouro Preto, 2016.
- [10] WONG, Liliane. Adaptive reuse: extending the lives of building. Berlim: Andreas Müller, 2017.
Como citar:
Soares, Liege Dias Lannes; Correa, Celina Maria Britto; "Ergonomia do ambiente construído em prédios de retrofit: aplicando o método de Evidence Based Design", p-1322-1324.
In: Anais do 20º ERGODESIGN & USIHC - 2025.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/ergodesign2025-0102
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TY - CONF T1 - Ergonomia do ambiente construído em prédios de retrofit: aplicando o método de Evidence Based Design JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 2 SP - 1322 EP - 1324 PY - 2026 T2 - 20º ERGODESIGN & USIHC 2025 AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/ergodesign2025-0102 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/ergonomia-do-ambiente-construido-em-predios-de-retrofit-aplicando-o-metodo-de-evidence-based-design KW - patrimônio histórico; evidence based design; ergonomia ER -
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Liege Dias Lannes Soares, Celina Maria Britto Correa, Ergonomia do ambiente construído em prédios de retrofit: aplicando o método de Evidence Based Design, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 1322-1324, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/ergodesign2025-0102 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/ergonomia-do-ambiente-construido-em-predios-de-retrofit-aplicando-o-metodo-de-evidence-based-design) Palavras-chave:: patrimônio histórico; evidence based design; ergonomia;