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Expressionismo No Cinema: O Gesto Como Alegoria
Expressionismo No Cinema: O Gesto Como Alegoria
Artigo:
Acreditamos que a atuação do ator no cinema expressionista alemão assumiu caráter alegórico, marcados por gestos estilizados cuja tensão, concentradas nas mãos e no arfar, deram forma aos tipos tiranos e autômatos apontados por Siegfried Kracauer em seu De Caligari a Hitler. Partimos da análise das atuações de Conrad Veidt nos filmes O Gabinete do Dr. Caligari e As Mãos de Orlac; e também da leitura de Walter Benjamin e Kracauer, tomando por base o conceito de alegoria do primeiro e os de fenômeno de superfície e culto da evasão do segundo. Dentro da análise de fenômenos descontínuos até então desprezados pela alta cultura que está presente na obra dos dois filósofos, Benjamin apresenta seu conceito de alegoria dentro de seu estudo sobre o Drama Trágico do Barroco alemão (Unsprung des deutschen Trauerspiel) do século XVII como contraponto ao até então predomínio do símbolo classicista; e dentro dessa linha, acabou se tornando um conceito chave para o entendimento das vanguardas. Nesse sentido, a alegoria do autômato se torna emblemática para o desenvolvimento da pesquisa. Primeiro, por se tratar de um tipo presente no cinema de estética expressionista, sempre em contraposição com os tipos tiranos; segundo, porque na concepção de Benjamin, o autômato é o homem que perdeu a experiência e representa os seres que vagueiam na sociedade industrial, movimentando-se de forma mecânica numa completa ausência de sentido. E dessa forma, ao apresentar a Weltschauuung barroca próxima da expressionista, acreditamos que a alegoria seja o ponto de intersecção entre a atuação teatral expressionista e a assimilação de sua forma pela então emergente indústria cultural. Assim, a alegoria do autômato, dentro do estilizado gestual expressionista seria um fenômeno de superfície que, no cinema, teria um significado de culto da evasão apontado por Kracauer em seu artigo Cinema, 1928 e que, posteriormente, seria desenvolvido em seu livro De Caligari a Hitler, de 1947.
Acreditamos que a atuação do ator no cinema expressionista alemão assumiu caráter alegórico, marcados por gestos estilizados cuja tensão, concentradas nas mãos e no arfar, deram forma aos tipos tiranos e autômatos apontados por Siegfried Kracauer em seu De Caligari a Hitler. Partimos da análise das atuações de Conrad Veidt nos filmes O Gabinete do Dr. Caligari e As Mãos de Orlac; e também da leitura de Walter Benjamin e Kracauer, tomando por base o conceito de alegoria do primeiro e os de fenômeno de superfície e culto da evasão do segundo. Dentro da análise de fenômenos descontínuos até então desprezados pela alta cultura que está presente na obra dos dois filósofos, Benjamin apresenta seu conceito de alegoria dentro de seu estudo sobre o Drama Trágico do Barroco alemão (Unsprung des deutschen Trauerspiel) do século XVII como contraponto ao até então predomínio do símbolo classicista; e dentro dessa linha, acabou se tornando um conceito chave para o entendimento das vanguardas. Nesse sentido, a alegoria do autômato se torna emblemática para o desenvolvimento da pesquisa. Primeiro, por se tratar de um tipo presente no cinema de estética expressionista, sempre em contraposição com os tipos tiranos; segundo, porque na concepção de Benjamin, o autômato é o homem que perdeu a experiência e representa os seres que vagueiam na sociedade industrial, movimentando-se de forma mecânica numa completa ausência de sentido. E dessa forma, ao apresentar a Weltschauuung barroca próxima da expressionista, acreditamos que a alegoria seja o ponto de intersecção entre a atuação teatral expressionista e a assimilação de sua forma pela então emergente indústria cultural. Assim, a alegoria do autômato, dentro do estilizado gestual expressionista seria um fenômeno de superfície que, no cinema, teria um significado de culto da evasão apontado por Kracauer em seu artigo Cinema, 1928 e que, posteriormente, seria desenvolvido em seu livro De Caligari a Hitler, de 1947.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/phipro-sofia-023
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Como citar:
Vale, Luciano Nunes do; "Expressionismo No Cinema: O Gesto Como Alegoria", p-176-184.
In: Anais da VIII Semana de Orientação Filosófica e Acadêmica [= Blucher Philosophy Proceedings, n.1, v.1].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23586567,
DOI 10.5151/phipro-sofia-023
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Luciano Nunes do Vale, Expressionismo No Cinema: O Gesto Como Alegoria, Blucher Philosophy Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 176-184, ISSN 23586567, http://dx.doi.org/10.5151/phipro-sofia-023 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/expressionismo-no-cinema-o-gesto-como-alegoria-9949) Palavras-chave:: ;