Blucher Biochemistry Proceedings
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Fermentação em Estado Sólido da torta de mamona (Ricinus communis) para obtenção de ração animal
Fermentação em Estado Sólido da torta de mamona (Ricinus communis) para obtenção de ração animal
Barreto, Maysa Silva; Amorim, Graziella Marques; Godoy, Mateus Gomes de; Freire, Denise Maria Guimarães
Resumo:
A torta de mamona, produzida a partir da extração do óleo das sementes, é um coproduto rico em nutrientes, porém possui compostos tóxicos e antinutriconais, como a ricina e ácido fítico respectivamente. A destoxificação pode ser realizada por um processo biológico denominado Fermentação em Estado Sólido (FES), o qual utiliza um substrato como nutriente e suporte para o crescimento de microrganismos, como o fungo filamentoso Penicillium simplicissimum. Essa torta pode ser valorada e utilizada como um componente de ração animal. Para tal aplicação, torna-se imprescindível analisar a composição química-nutricional da torta bem como verificar a presença de compostos antinutricionais. A determinação de proteínas das amostras foi obtida pelo método Kjeldahl, utilizando ácido sulfúrico concentrado e a extração da fração lipídica foi realizada em aparelho de Soxhlet, com éter de petróleo como solvente de extração. As análises de Fibras em Detergente Neutro (FDN) e Fibras em Detergente Ácido (FDA) foram quantificadas pelo método de Van Soest. O teor ácido fítico, um antinutriente, quelante de minerais, foi determinado por cromatografia de troca aniônica. Os altos teores proteicos foram observados em 24h de fermentação (49%). Os lipídios foram avaliados e a torta in natura (23,1g de lipídeos/100g de torta) obteve uma redução de 98% ao final da fermentação em 96h. Os resultados obtidos de FDN para as amostras fermentadas e in natura se mantiveram em média em torno de 64%, enquanto que para FDA em média 52,2%. Os valores obtidos do teor de ácido fítico ficaram abaixo de 5,8g/100g, para todas as amostras analisadas. Os resultados obtidos apontam para um possível uso da torta como componente de ração para ruminantes, devido a altos valores proteicos, baixo teor de ácido fítico e também pela redução significativa de lipídios após a fermentação pois apesar de serem fonte de energia são passiveis de rancificação.
A torta de mamona, produzida a partir da extração do óleo das sementes, é um coproduto rico em nutrientes, porém possui compostos tóxicos e antinutriconais, como a ricina e ácido fítico respectivamente. A destoxificação pode ser realizada por um processo biológico denominado Fermentação em Estado Sólido (FES), o qual utiliza um substrato como nutriente e suporte para o crescimento de microrganismos, como o fungo filamentoso Penicillium simplicissimum. Essa torta pode ser valorada e utilizada como um componente de ração animal. Para tal aplicação, torna-se imprescindível analisar a composição química-nutricional da torta bem como verificar a presença de compostos antinutricionais. A determinação de proteínas das amostras foi obtida pelo método Kjeldahl, utilizando ácido sulfúrico concentrado e a extração da fração lipídica foi realizada em aparelho de Soxhlet, com éter de petróleo como solvente de extração. As análises de Fibras em Detergente Neutro (FDN) e Fibras em Detergente Ácido (FDA) foram quantificadas pelo método de Van Soest. O teor ácido fítico, um antinutriente, quelante de minerais, foi determinado por cromatografia de troca aniônica. Os altos teores proteicos foram observados em 24h de fermentação (49%). Os lipídios foram avaliados e a torta in natura (23,1g de lipídeos/100g de torta) obteve uma redução de 98% ao final da fermentação em 96h. Os resultados obtidos de FDN para as amostras fermentadas e in natura se mantiveram em média em torno de 64%, enquanto que para FDA em média 52,2%. Os valores obtidos do teor de ácido fítico ficaram abaixo de 5,8g/100g, para todas as amostras analisadas. Os resultados obtidos apontam para um possível uso da torta como componente de ração para ruminantes, devido a altos valores proteicos, baixo teor de ácido fítico e também pela redução significativa de lipídios após a fermentação pois apesar de serem fonte de energia são passiveis de rancificação.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/biochem-vsimbbtec-22149
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
Barreto, Maysa Silva; Amorim, Graziella Marques; Godoy, Mateus Gomes de; Freire, Denise Maria Guimarães; "Fermentação em Estado Sólido da torta de mamona (Ricinus communis) para obtenção de ração animal", p-365-365.
In: In Anais do V Simpósio de Bioquímica e Biotecnologia - VSIMBBTEC [=Blucher Biochemistry Proceedings]..
São Paulo: Blucher,
2015.
ISSN 23595043,
DOI 10.5151/biochem-vsimbbtec-22149
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TY - CONF T1 - Fermentação em Estado Sólido da torta de mamona (Ricinus communis) para obtenção de ração animal JO - Blucher Biochemistry Proceedings VL - 1 IS - 2 SP - 365 EP - 365 PY - 2015 T2 - V SIMPÓSIO DE BIOQUÍMICA E BIOTECNOLOGIA AU - , , , SN - 23595043 DO - http://dx.doi.org/10.5151/biochem-vsimbbtec-22149 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/fermentao-em-estado-slido-da-torta-de-mamona-ricinus-communis-para-obteno-de-rao-animal-21889 KW - ER -
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Maysa Silva Barreto, Graziella Marques Amorim, Mateus Gomes de Godoy, Denise Maria Guimarães Freire, Fermentação em Estado Sólido da torta de mamona (Ricinus communis) para obtenção de ração animal, Blucher Biochemistry Proceedings, Volume 1, 2015, Pages 365-365, ISSN 23595043, http://dx.doi.org/10.5151/biochem-vsimbbtec-22149 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/fermentao-em-estado-slido-da-torta-de-mamona-ricinus-communis-para-obteno-de-rao-animal-21889) Palavras-chave:: ;