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Hantavirose: importância do diagnóstico clínico e do manejo ambiental
Hantavirose: importância do diagnóstico clínico e do manejo ambiental
Bassani, D.C.H.; Chaves, J.; Tabile, P.M.; Krummenauer, E.C.; Machado, J.A.; Carneiro, M.
Resumo:
a hantavirose é uma zoonose que se distribui mundialmente, sendo o seu agente causador um arbovírus da família Bunyaviridae, gênero Hantavírus. A sua transmissão está altamente relacionada ao íntimo contato com roedores. Sabe-se que o diagnóstico diferencial com outras patologias - dengue, leptospirose, influenza, parainfluenza, febre amarela e pneumonia - é mandatório pela necessidade de um diagnóstico correto para uma conduta clínica adequada, bem como para o controle ambiental. O objetivo do estudo foi descrever o perfil do paciente com hantavirose, a fim de proporcionar o aprimoramento do diagnóstico clínico. Método: estudo de casos de hantavirose de 2007 a 2013 que necessitaram de internação hospitalar na cidade de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul (RS). Resultados: de um total de 67 casos suspeitos de hantavirose, 6 (9,0%) casos foram confirmados, sendo em média de um caso por ano. A maioria era do sexo masculino (83,3%). Não houve uma faixa etária predominante. A procedência de 83,3% dos casos confirmados era da cidade do estudo, sendo todos da zona rural. Em 83,3% dos pacientes observou-se febre e plaquetopenia. A presença de dispneia foi de 50%. A insuficiência respiratória ocorreu em 33,3% dos pacientes. Em 16,7% dos casos observou-se petéquias, tosse seca e mialgia generalizada. Para 33,3% dos indivíduos do estudo foi utilizado suporte respiratório por ventilação não invasiva e drogas cardiotônicas vasoativas. Todos os pacientes necessitaram de tratamento em unidade intensiva. O índice de letalidade dos casos de hantavirose apresentou-se em 33,3%. Conclusões: observou-se que os pacientes diagnosticados com hantavirose foram predominantemente homens, provenientes da zona rural. Em decorrência de ser uma doença de manifestações clínicas inespecíficas, é necessária uma padronização de solicitação de sorologia para os casos suspeitos. A vigilância epidemiológica, a história e a investigação clínica, bem como o manejo ambiental são fundamentais para detectar precocemente os casos de hantavirose, a fim de realizar o controle ambiental e reduzir a incidência da doença.
a hantavirose é uma zoonose que se distribui mundialmente, sendo o seu agente causador um arbovírus da família Bunyaviridae, gênero Hantavírus. A sua transmissão está altamente relacionada ao íntimo contato com roedores. Sabe-se que o diagnóstico diferencial com outras patologias - dengue, leptospirose, influenza, parainfluenza, febre amarela e pneumonia - é mandatório pela necessidade de um diagnóstico correto para uma conduta clínica adequada, bem como para o controle ambiental. O objetivo do estudo foi descrever o perfil do paciente com hantavirose, a fim de proporcionar o aprimoramento do diagnóstico clínico. Método: estudo de casos de hantavirose de 2007 a 2013 que necessitaram de internação hospitalar na cidade de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul (RS). Resultados: de um total de 67 casos suspeitos de hantavirose, 6 (9,0%) casos foram confirmados, sendo em média de um caso por ano. A maioria era do sexo masculino (83,3%). Não houve uma faixa etária predominante. A procedência de 83,3% dos casos confirmados era da cidade do estudo, sendo todos da zona rural. Em 83,3% dos pacientes observou-se febre e plaquetopenia. A presença de dispneia foi de 50%. A insuficiência respiratória ocorreu em 33,3% dos pacientes. Em 16,7% dos casos observou-se petéquias, tosse seca e mialgia generalizada. Para 33,3% dos indivíduos do estudo foi utilizado suporte respiratório por ventilação não invasiva e drogas cardiotônicas vasoativas. Todos os pacientes necessitaram de tratamento em unidade intensiva. O índice de letalidade dos casos de hantavirose apresentou-se em 33,3%. Conclusões: observou-se que os pacientes diagnosticados com hantavirose foram predominantemente homens, provenientes da zona rural. Em decorrência de ser uma doença de manifestações clínicas inespecíficas, é necessária uma padronização de solicitação de sorologia para os casos suspeitos. A vigilância epidemiológica, a história e a investigação clínica, bem como o manejo ambiental são fundamentais para detectar precocemente os casos de hantavirose, a fim de realizar o controle ambiental e reduzir a incidência da doença.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-062
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
Bassani, D.C.H.; Chaves, J.; Tabile, P.M.; Krummenauer, E.C.; Machado, J.A.; Carneiro, M.; "Hantavirose: importância do diagnóstico clínico e do manejo ambiental", p-65-65.
In: .
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-062
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TY - CONF T1 - Hantavirose: importância do diagnóstico clínico e do manejo ambiental JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 5 SP - 65 EP - 65 PY - 2014 T2 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar AU - , , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-II-cbmh-062 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/hantavirose-importncia-do-diagnstico-clnico-e-do-manejo-ambiental-13381 KW - ER -
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D.C.H. Bassani, J. Chaves, P.M. Tabile, E.C. Krummenauer, J.A. Machado, M. Carneiro, Hantavirose: importância do diagnóstico clínico e do manejo ambiental, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 65-65, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-II-cbmh-062 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/hantavirose-importncia-do-diagnstico-clnico-e-do-manejo-ambiental-13381) Palavras-chave:: ;