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Implementação BIM em Empresas de Pequeno Porte
Implementação BIM em Empresas de Pequeno Porte
Maia, Heloíse Cunha; Silva, Késia Alves da; Matias, Nelson Tavares
Artigo:
1. O que é BIM? Diante da necessidade de aprimorar a gestão de projetos e obras, o Building Information Modelling (BIM) tem revolucionado as práticas do setor AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção), não se restringindo a um modelo 3D, mas sim, um conjunto integrado de pessoas, processos e tecnologias. Por meio de modelos virtuais ricos em informações parametrizadas, o BIM pode antecipar eventos, detectar interferências físicas e avaliar as melhores estratégias de projeto, elevando a qualidade das construções e reduzindo custos e prazos. Uma implementação bem sucedida exige que o planejamento esteja alinhado com os objetivos organizacionais e com metas realistas, pois a implementação BIM apresenta ganhos significativos em eficiência, qualidade e competitividade, desde que a mudança seja conduzida de forma estruturada. Ao longo da pesquisa, identificou-se uma dificuldade na compreensão da dimensão do BIM, bem como na obtenção de materiais objetivos sobre como iniciar sua implementação em empresas que não contarão com consultoria. Ficou claro que não basta apenas treinar a equipe e adquirir softwares, como se fosse algo tão simples quanto apertar um botão. É necessário que todos os profissionais da empresa, realizem uma verdadeira mudança de mentalidade. Somente dessa forma será viável adotar uma metodologia eficaz no fluxo de trabalho, representando o primeiro passo para organizar as atividades com o uso do BIM. O BIM exige uma transformação na atuação da empresa e requer uma estratégia cuidadosamente planejada. Ter clareza sobre os processos internos é essencial para alinhar toda a equipe em torno dos objetivos da empresa. Os colaboradores deverão entender como seus trabalhos individuais contribuem para o sucesso, ampliando a motivação para o trabalho colaborativo. Para uma empresa AEC de pequeno porte que ainda não estruturou seu modelo de negócio e deseja implementar a metodologia BIM, compreender seu valor e seus diferenciais competitivos no mercado é importante, pois a definição dos objetivos da empresa deve preceder a implementação do BIM. A realização de um mapeamento minucioso e detalhado dos processos atuais da empresa serve para identificar as expectativas relacionadas à implementação do BIM. Esse levantamento fornecerá informações e análises valiosas sobre a empresa. Com esse conhecimento, será possível desenvolver um plano de ação e definir o escopo da implementação BIM (Figura 1). Um dos principais desafios no início da implementação do BIM é a queda temporária de produtividade, frequentemente acompanhada por custos elevados. É importante lembrar que cada empresa é única e deve atuar dentro de suas capacidades pessoais, técnicas e financeiras. Caso não seja possível realizar grandes investimentos, aproveite ao máximo os recursos disponíveis, priorizando uma abordagem gradual e estratégica, pois o BIM apresenta benefícios mesmo com usos parciais. A produção de projetos utilizando a metodologia BIM exige não apenas habilidades técnicas específicas da área, mas também o domínio dos softwares necessários, o que demanda competências variadas de um profissional. Isso pode representar um desafio para a empresa, que, muitas vezes, pode não contar com esse perfil profissional em sua equipe. Uma solução sugerida pela ABDI (2017) é bastante relevante nesse ponto, a alocação de um profissional júnior, com bom conhecimento de software, mas pouca experiência em processos construtivos, para trabalhar em conjunto com um profissional experiente em construção, porém menos familiarizado com os novos softwares. Dessa forma, as competências necessárias são combinadas para o desenvolvimento do modelo. Além disso, é recomendável reduzir a complexidade nesse estágio, evitando a inclusão de informações parametrizadas no modelo, pois isso exige um conhecimento mais aprofundado. Em resumo as boas práticas da implementação incluem atividades como (ENAP, 2024): mapeamento dos processos com identificação das informações críticas; definição dos requisitos para o contratante de acordo com a ABNT NBR 19650; definição dos papéis e responsabilidades; planejamento e definição de um ROADMAP; definição dos casos de usos BIM a serem implantados; padronização segundo a ABNT NBR 15965; critérios de qualificação BIM dos proponentes; trabalho em arquivos abertos (IFC) com controle de versionamento; compartilhamento de informações via CDE. Persista, pois os valores de retorno sobre o investimento são quase universalmente positivos e as empresas que aferiram esses resultados relataram que superaram suas expectativas iniciais (Sacks et al., 2021).
1. O que é BIM? Diante da necessidade de aprimorar a gestão de projetos e obras, o Building Information Modelling (BIM) tem revolucionado as práticas do setor AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção), não se restringindo a um modelo 3D, mas sim, um conjunto integrado de pessoas, processos e tecnologias. Por meio de modelos virtuais ricos em informações parametrizadas, o BIM pode antecipar eventos, detectar interferências físicas e avaliar as melhores estratégias de projeto, elevando a qualidade das construções e reduzindo custos e prazos. Uma implementação bem sucedida exige que o planejamento esteja alinhado com os objetivos organizacionais e com metas realistas, pois a implementação BIM apresenta ganhos significativos em eficiência, qualidade e competitividade, desde que a mudança seja conduzida de forma estruturada. Ao longo da pesquisa, identificou-se uma dificuldade na compreensão da dimensão do BIM, bem como na obtenção de materiais objetivos sobre como iniciar sua implementação em empresas que não contarão com consultoria. Ficou claro que não basta apenas treinar a equipe e adquirir softwares, como se fosse algo tão simples quanto apertar um botão. É necessário que todos os profissionais da empresa, realizem uma verdadeira mudança de mentalidade. Somente dessa forma será viável adotar uma metodologia eficaz no fluxo de trabalho, representando o primeiro passo para organizar as atividades com o uso do BIM. O BIM exige uma transformação na atuação da empresa e requer uma estratégia cuidadosamente planejada. Ter clareza sobre os processos internos é essencial para alinhar toda a equipe em torno dos objetivos da empresa. Os colaboradores deverão entender como seus trabalhos individuais contribuem para o sucesso, ampliando a motivação para o trabalho colaborativo. Para uma empresa AEC de pequeno porte que ainda não estruturou seu modelo de negócio e deseja implementar a metodologia BIM, compreender seu valor e seus diferenciais competitivos no mercado é importante, pois a definição dos objetivos da empresa deve preceder a implementação do BIM. A realização de um mapeamento minucioso e detalhado dos processos atuais da empresa serve para identificar as expectativas relacionadas à implementação do BIM. Esse levantamento fornecerá informações e análises valiosas sobre a empresa. Com esse conhecimento, será possível desenvolver um plano de ação e definir o escopo da implementação BIM (Figura 1). Um dos principais desafios no início da implementação do BIM é a queda temporária de produtividade, frequentemente acompanhada por custos elevados. É importante lembrar que cada empresa é única e deve atuar dentro de suas capacidades pessoais, técnicas e financeiras. Caso não seja possível realizar grandes investimentos, aproveite ao máximo os recursos disponíveis, priorizando uma abordagem gradual e estratégica, pois o BIM apresenta benefícios mesmo com usos parciais. A produção de projetos utilizando a metodologia BIM exige não apenas habilidades técnicas específicas da área, mas também o domínio dos softwares necessários, o que demanda competências variadas de um profissional. Isso pode representar um desafio para a empresa, que, muitas vezes, pode não contar com esse perfil profissional em sua equipe. Uma solução sugerida pela ABDI (2017) é bastante relevante nesse ponto, a alocação de um profissional júnior, com bom conhecimento de software, mas pouca experiência em processos construtivos, para trabalhar em conjunto com um profissional experiente em construção, porém menos familiarizado com os novos softwares. Dessa forma, as competências necessárias são combinadas para o desenvolvimento do modelo. Além disso, é recomendável reduzir a complexidade nesse estágio, evitando a inclusão de informações parametrizadas no modelo, pois isso exige um conhecimento mais aprofundado. Em resumo as boas práticas da implementação incluem atividades como (ENAP, 2024): mapeamento dos processos com identificação das informações críticas; definição dos requisitos para o contratante de acordo com a ABNT NBR 19650; definição dos papéis e responsabilidades; planejamento e definição de um ROADMAP; definição dos casos de usos BIM a serem implantados; padronização segundo a ABNT NBR 15965; critérios de qualificação BIM dos proponentes; trabalho em arquivos abertos (IFC) com controle de versionamento; compartilhamento de informações via CDE. Persista, pois os valores de retorno sobre o investimento são quase universalmente positivos e as empresas que aferiram esses resultados relataram que superaram suas expectativas iniciais (Sacks et al., 2021).
Palavras-chave: Building Information Modelling; Implantação; Implementação; BIM Building Information Modelling; Implantação; Implementação; BIM
DOI: 10.5151/1JPPD-0017
Referências bibliográficas
- [1] AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL. Processo de projeto BIM: Coletânea Guias BIM ABDI-MDIC. Brasília: ABDI, 2017. vol.1. ISBN 978-85-61323-43-1.
- [2] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15965. Sistema de classificação da informação. Rio de Janeiro, 2011.
- [3] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 19650. Organização da informação acerca de trabalhos da construção. Rio de Janeiro, 2022.
- [4] SACKS, Rafael et al. Manual de BIM: Um Guia de Modelagem da Informação da Construção para Arquitetos, Engenheiros, Gerentes, Construtores e Incorporadores. Tradução: Alexandre Salvaterra, Francisco Araújo Scheer. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2021.
Como citar:
Maia, Heloíse Cunha; Silva, Késia Alves da; Matias, Nelson Tavares; "Implementação BIM em Empresas de Pequeno Porte", p-47-49.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0017
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TY - CONF T1 - Implementação BIM em Empresas de Pequeno Porte JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 47 EP - 49 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0017 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/implementacao-bim-em-empresas-de-pequeno-porte KW - Building Information Modelling; Implantação; Implementação; BIM ER -
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Heloíse Cunha Maia, Késia Alves da Silva, Nelson Tavares Matias, Implementação BIM em Empresas de Pequeno Porte, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 47-49, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0017 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/implementacao-bim-em-empresas-de-pequeno-porte) Palavras-chave:: Building Information Modelling; Implantação; Implementação; BIM;