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Informação Visual no Julgamento da Marcha Atlética: Uma abordagem dinâmica influenciada pela tecnologia e pelo comportamento do usuário.
Informação Visual no Julgamento da Marcha Atlética: Uma abordagem dinâmica influenciada pela tecnologia e pelo comportamento do usuário.
Ferst, Nilton Cesar; Rodrigues, Sérgio Tosi
Artigo:
1. Introdução Este trabalho apresenta uma abordagem sobre tecnologia e comportamento do usuário para design visual e informação. Os dados de rastreamento ocular oferecidos pela tecnologia eye tracking possibilita uma abordagem dinâmica de como as pessoas se relacionam com as informações e interfaces, não limitada ao relato verbal sobre essa interação. Este tipo de abordagem compõe uma “oportunidade para expandir as fronteiras da pesquisa em design, promovendo discussões multidisciplinares” (Petreca, 2016, p.07), com os equipamentos tecnológicos que permitem novas formas de registro de sensações e percepções. O rastreamento ocular (Figura 1) é um método que registra os movimentos dos olhos do usuário para entender seu foco visual e pontos de interesse, extraindo informações comportamentais, como a fixação, que é o período no qual o olho permanece relativamente estacionário, focalizado em um ponto específico da cena visual. 2. Objetivo _x000c_ O objetivo deste estudo foi caracterizar a utilidade da tecnologia eye-tracking para dados coletados em estudos experimentais nas áreas de ergonomia cognitiva e design de informação. 3. Método Dez árbitros de atletismo, sendo 5 novatos e 5 experientes tiveram seus dados oculares registrados durante o julgamento da marcha atlética, apresentada através de 40 vídeos contendo atletas marchando, sendo que 20 deles de modo não permitido e 20 deles de modo permitido pelas regras da modalidade. Os dados de um dos vídeos em cada condição de marcha, na qual as respostas de todos os árbitros foram correta, foram selecionados para análise. Em cada tentativa, o tempo até a resposta foi registrado. Uma análise de variância multivariada (Manova) foi realizada, tendo como nível de experiência (novatos, experientes) e condição da marcha (marcha permitida, marcha não permitida) foram considerados como fatores, sendo que o segundo fator foi tratado como medida repetida. As variáveis dependentes da análise foram número de fixações, tempo médio de resposta e média da duração da fixação. . 4. Resultados Os resultados são preliminares e apresentam os dados de um vídeo de cada condição de marcha (permitida ou não permitida pelas regras da modalidade) utilizada no estudo experimental. A MANOVA não revelou diferença entre os grupos, Wilks Lambda=0,780, F(3,14) = 1,316, p> 0,05. Quando os atletas marchavam de modo permitido, os árbitros utilizaram em média 10 (DP = 4,7) fixações para a tomada de decisão, com duração média das fixações de 568 (DP = 163) ms. e com a média do tempo para a resposta de 5,9 (DP = 2,6) s.; quando os atletas marchavam de modo não permitido , os árbitros utilizaram em média 9,7 (DP = 2,4) fixações para a tomada de decisão, com duração média das fixações de 547 (DP = 169) ms. e com a média do tempo para a resposta de 5,3 (DP = 2) s. Diferentemente do observado no presente estudo, Zhi e Liu (2024) verificaram que árbitros experientes superaram os novatos em acurácia do julgamento e tempo de resposta ao tomar decisões durante cenários de marcha atlética. Comparados aos novatos, os especialistas mostraram durações das fixações mais longas, com um maior número de fixações. 5. Conclusão Cada árbitro gastou aproximadamente 600 ms para julgar e responder ao padrão de marcha dos atletas, realizando em torno de 10 fixações no perído, com duração média de 557 ms cada fixação, independentemente de seu nível de experiência e da condição da marcha presente nos estímulos visuais de vídeo. Vale enfatizar que dados de rastreamento ocular oferecem um melhor acesso à organização dos elementos visuais obtido pelos usuários; o eye tracking proporciona uma evolução do design de uma prática baseada em intuição para uma abordagem baseada em evidências, limitando a suposição e melhorando a eficácia dos estudos experimentais. A interação entre a materialidade do design, na sua essência de organização e forma, e os dados de eye tracking parecem revelar a interação real sob investigação.
1. Introdução Este trabalho apresenta uma abordagem sobre tecnologia e comportamento do usuário para design visual e informação. Os dados de rastreamento ocular oferecidos pela tecnologia eye tracking possibilita uma abordagem dinâmica de como as pessoas se relacionam com as informações e interfaces, não limitada ao relato verbal sobre essa interação. Este tipo de abordagem compõe uma “oportunidade para expandir as fronteiras da pesquisa em design, promovendo discussões multidisciplinares” (Petreca, 2016, p.07), com os equipamentos tecnológicos que permitem novas formas de registro de sensações e percepções. O rastreamento ocular (Figura 1) é um método que registra os movimentos dos olhos do usuário para entender seu foco visual e pontos de interesse, extraindo informações comportamentais, como a fixação, que é o período no qual o olho permanece relativamente estacionário, focalizado em um ponto específico da cena visual. 2. Objetivo _x000c_ O objetivo deste estudo foi caracterizar a utilidade da tecnologia eye-tracking para dados coletados em estudos experimentais nas áreas de ergonomia cognitiva e design de informação. 3. Método Dez árbitros de atletismo, sendo 5 novatos e 5 experientes tiveram seus dados oculares registrados durante o julgamento da marcha atlética, apresentada através de 40 vídeos contendo atletas marchando, sendo que 20 deles de modo não permitido e 20 deles de modo permitido pelas regras da modalidade. Os dados de um dos vídeos em cada condição de marcha, na qual as respostas de todos os árbitros foram correta, foram selecionados para análise. Em cada tentativa, o tempo até a resposta foi registrado. Uma análise de variância multivariada (Manova) foi realizada, tendo como nível de experiência (novatos, experientes) e condição da marcha (marcha permitida, marcha não permitida) foram considerados como fatores, sendo que o segundo fator foi tratado como medida repetida. As variáveis dependentes da análise foram número de fixações, tempo médio de resposta e média da duração da fixação. . 4. Resultados Os resultados são preliminares e apresentam os dados de um vídeo de cada condição de marcha (permitida ou não permitida pelas regras da modalidade) utilizada no estudo experimental. A MANOVA não revelou diferença entre os grupos, Wilks Lambda=0,780, F(3,14) = 1,316, p> 0,05. Quando os atletas marchavam de modo permitido, os árbitros utilizaram em média 10 (DP = 4,7) fixações para a tomada de decisão, com duração média das fixações de 568 (DP = 163) ms. e com a média do tempo para a resposta de 5,9 (DP = 2,6) s.; quando os atletas marchavam de modo não permitido , os árbitros utilizaram em média 9,7 (DP = 2,4) fixações para a tomada de decisão, com duração média das fixações de 547 (DP = 169) ms. e com a média do tempo para a resposta de 5,3 (DP = 2) s. Diferentemente do observado no presente estudo, Zhi e Liu (2024) verificaram que árbitros experientes superaram os novatos em acurácia do julgamento e tempo de resposta ao tomar decisões durante cenários de marcha atlética. Comparados aos novatos, os especialistas mostraram durações das fixações mais longas, com um maior número de fixações. 5. Conclusão Cada árbitro gastou aproximadamente 600 ms para julgar e responder ao padrão de marcha dos atletas, realizando em torno de 10 fixações no perído, com duração média de 557 ms cada fixação, independentemente de seu nível de experiência e da condição da marcha presente nos estímulos visuais de vídeo. Vale enfatizar que dados de rastreamento ocular oferecem um melhor acesso à organização dos elementos visuais obtido pelos usuários; o eye tracking proporciona uma evolução do design de uma prática baseada em intuição para uma abordagem baseada em evidências, limitando a suposição e melhorando a eficácia dos estudos experimentais. A interação entre a materialidade do design, na sua essência de organização e forma, e os dados de eye tracking parecem revelar a interação real sob investigação.
Palavras-chave: Informação Visual, Marcha Atlética, Ergonomia, Eye-Tracking, Tomada de decisão Informação Visual, Marcha Atlética, Ergonomia, Eye-Tracking, Tomada de decisão
DOI: 10.5151/1JPPD-0132
Referências bibliográficas
- [1] PETRECA, Bruna Beatriz. Reflexões sobre o design de experiências materiais 32 nos contextos físico e digital. DATJournal. V.1, issue 2. 2016.
- [2] ZHI, Huijing; LIU, Yang. A Study of Gaze Behavior for Decision-Making of Race-Walking Referees in the Multi-Person Scenarios. Studies of Psychology and Behavior. Vol. 22, Issue 1: 130-136. 2024.
Como citar:
Ferst, Nilton Cesar; Rodrigues, Sérgio Tosi; "Informação Visual no Julgamento da Marcha Atlética: Uma abordagem dinâmica influenciada pela tecnologia e pelo comportamento do usuário.", p-343-345.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0132
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TY - CONF T1 - Informação Visual no Julgamento da Marcha Atlética: Uma abordagem dinâmica influenciada pela tecnologia e pelo comportamento do usuário. JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 343 EP - 345 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0132 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/informacao-visual-no-julgamento-da-marcha-atletica-uma-abordagem-dinamica-influenciada-pela-tecnologia-e-pelo-comportamento-do-usuario KW - Informação Visual, Marcha Atlética, Ergonomia, Eye-Tracking, Tomada de decisão ER -
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Nilton Cesar Ferst, Sérgio Tosi Rodrigues, Informação Visual no Julgamento da Marcha Atlética: Uma abordagem dinâmica influenciada pela tecnologia e pelo comportamento do usuário., Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 343-345, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0132 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/informacao-visual-no-julgamento-da-marcha-atletica-uma-abordagem-dinamica-influenciada-pela-tecnologia-e-pelo-comportamento-do-usuario) Palavras-chave:: Informação Visual, Marcha Atlética, Ergonomia, Eye-Tracking, Tomada de decisão;