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Manejo de pacientes geriátricos transgêneros
Manejo de pacientes geriátricos transgêneros
JUNIOR, Alexandre Ricardo Farret; SOUZA, Mariana Menegon de; MOREIRA, Leonardo Bosi; HEINE, Miriam; WEBER, Cristian Koch
Artigo:
INTRODUÇÃO: A disforia de gênero (DG) é uma condição na qual o indivíduo não se identifica com o gênero de nascimento biológico [1]. Houve uma inclusão e disponibilidade do tratamento para DG no Sistema Único de Saúde desde 2008, aumentando a população total de indivíduos atendidos no Brasil [2]. OBJETIVO: Revisar informações para manejo clínico do paciente idoso transgênero ou em terapia de redesignação de sexo. MÉTODO: Revisão sistemática de 298 artigos encontrados no Pubmed através da estratégia PICO, sendo incluidos 8 artigos para compor as referências. Os critérios de inclusão foram disponibilidade de acesso ao artigo, estudos com população de transgêneros idosos e estudos com relevância para prática clínica. RESULTADOS: O manejo do paciente idoso transgênero deve ser abordado nos seguintes aspectos: cuidado psicossocial, buscando-se trabalhar a isolação, a vergonha, a ausência de suporte [3] e a perspectiva em relação ao envelhecimento e ao processo de redesignação de gênero [4]. Além disso, é irrefutável garantir atendimento respeitoso não-binário devido aos históricos de abuso e discriminação nos sistemas de saúde [5]; cuidado hormonal, pois as perdas hormonais são naturais no processo de senilidade e intensificam a DG, sendo a perda de testosterona um fator de risco para depressão e doenças cardiovasculares. O uso de reposição hormonal nesse grupo de pacientes deve ser intensamente monitorado, pois o metabolismo dos idosos tende a ser mais lentificado, apresentando-se como um desafio na prática clínica [6]; cuidado especial, pois há estudos que associam o abuso de hormônios com desenvolvimento de câncer de próstata [7], prolactinoma [8]. CONCLUSÃO: O manejo de pacientes geriátricos transgêneros é um desafio duplo para a prática clínica. A equipe de saúde enfrenta o processo natural de envelhecimento somado à disforia de gênero. É preciso ressaltar que ainda não há preparo suficiente para lidar com esse grupo na ausência de uma equipe multidisciplinar e de centros de referência, que envolvam aspectos biopsicossociais do paciente e de sua rede de apoio. O profissional deve se informar sobre as particularidades dos pacientes, incluindo conhecimento sobre a reposição hormonal. De tal maneira, caminha-se, respeitosamente, para uma melhor qualidade de vida dessa minoria.
INTRODUÇÃO: A disforia de gênero (DG) é uma condição na qual o indivíduo não se identifica com o gênero de nascimento biológico [1]. Houve uma inclusão e disponibilidade do tratamento para DG no Sistema Único de Saúde desde 2008, aumentando a população total de indivíduos atendidos no Brasil [2]. OBJETIVO: Revisar informações para manejo clínico do paciente idoso transgênero ou em terapia de redesignação de sexo. MÉTODO: Revisão sistemática de 298 artigos encontrados no Pubmed através da estratégia PICO, sendo incluidos 8 artigos para compor as referências. Os critérios de inclusão foram disponibilidade de acesso ao artigo, estudos com população de transgêneros idosos e estudos com relevância para prática clínica. RESULTADOS: O manejo do paciente idoso transgênero deve ser abordado nos seguintes aspectos: cuidado psicossocial, buscando-se trabalhar a isolação, a vergonha, a ausência de suporte [3] e a perspectiva em relação ao envelhecimento e ao processo de redesignação de gênero [4]. Além disso, é irrefutável garantir atendimento respeitoso não-binário devido aos históricos de abuso e discriminação nos sistemas de saúde [5]; cuidado hormonal, pois as perdas hormonais são naturais no processo de senilidade e intensificam a DG, sendo a perda de testosterona um fator de risco para depressão e doenças cardiovasculares. O uso de reposição hormonal nesse grupo de pacientes deve ser intensamente monitorado, pois o metabolismo dos idosos tende a ser mais lentificado, apresentando-se como um desafio na prática clínica [6]; cuidado especial, pois há estudos que associam o abuso de hormônios com desenvolvimento de câncer de próstata [7], prolactinoma [8]. CONCLUSÃO: O manejo de pacientes geriátricos transgêneros é um desafio duplo para a prática clínica. A equipe de saúde enfrenta o processo natural de envelhecimento somado à disforia de gênero. É preciso ressaltar que ainda não há preparo suficiente para lidar com esse grupo na ausência de uma equipe multidisciplinar e de centros de referência, que envolvam aspectos biopsicossociais do paciente e de sua rede de apoio. O profissional deve se informar sobre as particularidades dos pacientes, incluindo conhecimento sobre a reposição hormonal. De tal maneira, caminha-se, respeitosamente, para uma melhor qualidade de vida dessa minoria.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-xiiicgcm-1458522386
Referências bibliográficas
- [1] GÓMEZ-GIL, E.; ZUBIAURRE-ELORZA, L.; DE ANTONIO, IE.; GUILLAMON, A.; SALAMERO, M. Determinants of quality of life in Spanish transsexuals attending a gender unit before genital sex reassignment surgery. In: Qual Life Res. Espanha, 2013. 23:671–678.
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Como citar:
JUNIOR, Alexandre Ricardo Farret; SOUZA, Mariana Menegon de; MOREIRA, Leonardo Bosi; HEINE, Miriam; Cristian Koch Weber; "Manejo de pacientes geriátricos transgêneros", p-105-108.
In: In Anais do 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica [=Blucher Medical Proceedings, n.7, v.2].
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-xiiicgcm-1458522386
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TY - CONF T1 - Manejo de pacientes geriátricos transgêneros JO - Blucher Medical Proceedings VL - 2 IS - 7 SP - 105 EP - 108 PY - 2016 T2 - 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica AU - , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1458522386 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/manejo-de-pacientes-geritricos-transgneros-23502 KW - ER -
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Alexandre Ricardo Farret JUNIOR, Mariana Menegon de SOUZA, Leonardo Bosi MOREIRA, Miriam HEINE, Cristian Koch WEBER, Manejo de pacientes geriátricos transgêneros, Blucher Medical Proceedings, Volume 2, 2016, Pages 105-108, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1458522386 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/manejo-de-pacientes-geritricos-transgneros-23502) Palavras-chave:: ;