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Melanoma vulvovaginal com recidiva em vigência de tratamento clínico
Melanoma vulvovaginal com recidiva em vigência de tratamento clínico
FERRO, Julia; LIMA, Laís Antunes de; NABARROS, Luiza Alves; RIZZARDO, Marinna Poletto; DONATO, Luciane; VILLAROEL, Rodrigo Ughini
Artigo:
Introdução: menos de 1% dos melanomas acometem a vulva, apesar disso 10% de todos os cânceres de vulva são melanomas. A clínica é ampla e o estadiamento varia do melanoma vulvar para o vaginal. O prognóstico é reservado quando comparado ao do melanoma cutâneo. Método: relata-se o caso de uma paciente de 64anos, branca e menopáusica há 11anos que procurou atendimento por sangramento vaginal. Refere intensa exposição solar durante 26anos. Ao exame especular viu-se pequena lesão vaginal que na biópsia evidenciou neoplasia de células redondas com imunohistoquímica comprovando melanoma. Realizou cirurgia excisional, tendo a patologia da peça evidenciado melanoma do tipo nodular, nível IV de Clark, Breslow 12mm, presença de ulceração, alto número de mitoses, margens livres e sem metástase linfonodal. Realizou tratamento com alfa-interferona e acompanhamento ambulatorial durante 6meses. Após esse período, teve episódios de sangramento vaginal, hematoquezia, diarreia, dor ao evacuar, astenia e emagrecimento. Ao exame, linfonodomegalia em região inguinal esquerda e exteriorização de lesão vegetante e friável no canal vaginal com invasão do reto por contiguidade. Tomografia mostrou recidiva vulvovaginal com infiltração da região retal distal, metástases pulmonares e linfonodomegalia para aórtica esquerda. A literatura demonstra que melanoma proveniente do trato urogenital feminino ocorre 95% das vezes na vulva e 3% na vagina. Podem ocorrer prurido, sangramento vaginal, leucorreia, dispareunia e presença de massa. O estadiamento do melanoma vulvar se faz pelo sistema TNM, sendo o tamanho avaliado pelo estadiamento de Clark e Breslow; já o dos vaginais ainda não tem sistema adequado, sendo avaliada a extensão do tumor. O tratamento inicial para o melanoma vulvovaginal é cirúrgico. Em tumores irressecáveis, considera-se a radioterapia combinada com quimioterapia e imunoterapia. A taxa de sobrevida em 5anos do melanoma vulvar é de 24 a 77%, já do melanoma vaginal é de 5 a 25%. Resultados: melanomas vulvovaginais são raros e ainda não têm estudos suficientes para estabelecer padrão adequado de diagnóstico, estadiamento e tratamento, oferecendo prognóstico reservado. Conclusão: pela raridade da doença e pela escassez de dados, reforça-se a necessidade da adesão das pacientes a estudos clínicos. Devido ao caráter agressivo da doença, é imprescindível que haja avanço nos tratamentos existentes, buscando melhorar a qualidade de vida das pacientes e o prognóstico da doença.
Introdução: menos de 1% dos melanomas acometem a vulva, apesar disso 10% de todos os cânceres de vulva são melanomas. A clínica é ampla e o estadiamento varia do melanoma vulvar para o vaginal. O prognóstico é reservado quando comparado ao do melanoma cutâneo. Método: relata-se o caso de uma paciente de 64anos, branca e menopáusica há 11anos que procurou atendimento por sangramento vaginal. Refere intensa exposição solar durante 26anos. Ao exame especular viu-se pequena lesão vaginal que na biópsia evidenciou neoplasia de células redondas com imunohistoquímica comprovando melanoma. Realizou cirurgia excisional, tendo a patologia da peça evidenciado melanoma do tipo nodular, nível IV de Clark, Breslow 12mm, presença de ulceração, alto número de mitoses, margens livres e sem metástase linfonodal. Realizou tratamento com alfa-interferona e acompanhamento ambulatorial durante 6meses. Após esse período, teve episódios de sangramento vaginal, hematoquezia, diarreia, dor ao evacuar, astenia e emagrecimento. Ao exame, linfonodomegalia em região inguinal esquerda e exteriorização de lesão vegetante e friável no canal vaginal com invasão do reto por contiguidade. Tomografia mostrou recidiva vulvovaginal com infiltração da região retal distal, metástases pulmonares e linfonodomegalia para aórtica esquerda. A literatura demonstra que melanoma proveniente do trato urogenital feminino ocorre 95% das vezes na vulva e 3% na vagina. Podem ocorrer prurido, sangramento vaginal, leucorreia, dispareunia e presença de massa. O estadiamento do melanoma vulvar se faz pelo sistema TNM, sendo o tamanho avaliado pelo estadiamento de Clark e Breslow; já o dos vaginais ainda não tem sistema adequado, sendo avaliada a extensão do tumor. O tratamento inicial para o melanoma vulvovaginal é cirúrgico. Em tumores irressecáveis, considera-se a radioterapia combinada com quimioterapia e imunoterapia. A taxa de sobrevida em 5anos do melanoma vulvar é de 24 a 77%, já do melanoma vaginal é de 5 a 25%. Resultados: melanomas vulvovaginais são raros e ainda não têm estudos suficientes para estabelecer padrão adequado de diagnóstico, estadiamento e tratamento, oferecendo prognóstico reservado. Conclusão: pela raridade da doença e pela escassez de dados, reforça-se a necessidade da adesão das pacientes a estudos clínicos. Devido ao caráter agressivo da doença, é imprescindível que haja avanço nos tratamentos existentes, buscando melhorar a qualidade de vida das pacientes e o prognóstico da doença.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-xiiicgcm-1457303545
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
FERRO, Julia; LIMA, Laís Antunes de; NABARROS, Luiza Alves; RIZZARDO, Marinna Poletto; DONATO, Luciane; VILLAROEL, Rodrigo Ughini; "Melanoma vulvovaginal com recidiva em vigência de tratamento clínico", p-190-192.
In: In Anais do 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica [=Blucher Medical Proceedings, n.7, v.2].
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-xiiicgcm-1457303545
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TY - CONF T1 - Melanoma vulvovaginal com recidiva em vigência de tratamento clínico JO - Blucher Medical Proceedings VL - 2 IS - 7 SP - 190 EP - 192 PY - 2016 T2 - 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica AU - , , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1457303545 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/melanoma-vulvovaginal-com-recidiva-em-vigncia-de-tratamento-clnico-23526 KW - ER -
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Julia FERRO, Laís Antunes de LIMA, Luiza Alves NABARROS, Marinna Poletto RIZZARDO, Luciane DONATO, Rodrigo Ughini VILLAROEL, Melanoma vulvovaginal com recidiva em vigência de tratamento clínico, Blucher Medical Proceedings, Volume 2, 2016, Pages 190-192, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1457303545 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/melanoma-vulvovaginal-com-recidiva-em-vigncia-de-tratamento-clnico-23526) Palavras-chave:: ;