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Método Sistêmico para Design de Ambientes Multissensoriais: Integrando Neurociência, Psicologia, Arquitetura e Design Thinking
Método Sistêmico para Design de Ambientes Multissensoriais: Integrando Neurociência, Psicologia, Arquitetura e Design Thinking
Siqueira, Dayana Guimarães de; Faria, José Ricardo Flores
Artigo:
1. Contextualização e Justificativa A pandemia COVID-19 evidenciou a urgência de repensar os espaços de morar, expondo vulnerabilidades no bem-estar físico, emocional e cognitivo dos habitantes. O Brasil já registrava altos índices de ansiedade e depressão, quadro que se agravou na pandemia, com aumento expressivo nos casos (UERJ, 2020; UFRGS, 2020). Historicamente, designers e arquitetos têm respondido a desafios de saúde pública — como a reação da arquitetura modernista à tuberculose no século XIX. A Neurociência Cognitiva e Comportamental (NCC) e a Psicologia Ambiental (PA) ampliam esse entendimento, revelando como o espaço influencia emoções, comportamento, saúde mental. Assim, é imperativo uma prática projetual integrada, centrada no usuário e fundamentada em evidências científicas, capaz de conceber ambientes emocionalmente responsivos. 2. Fundamentação Teórica e Objetivos A pesquisa fundamentou-se na integração entre Design, Arquitetura, Neuroarquitetura e PA, investigando como o ambiente de morar afeta emoções, cognição e comportamento. Analisou-se o impacto dos fatores ambientais nos sistemas sensoriais e a experiência emocional, com base no Design Baseado em Evidências (EBD). Estudos indicam que ambientes projetados com foco no bem- estar humano reduzem o estresse, favorecem a saúde mental e ampliam o desempenho cognitivo (Ulrich, 1984; Kellert et al., 2008; Browning et al., 2014). O objetivo geral foi desenvolver um método sistêmico integrando essas áreas na concepção de ambientes multissensoriais e responsivos, fundamentado no Design Thinking (DT) e EBD. Os objetivos específicos incluíram analisar impactos emocionais do ambiente de morar, identificar como estímulos sensoriais moldam percepções e emoções, correlacionar fatores ambientais e respostas comportamentais, adaptar o DT à arquitetura multissensorial e propor ferramentas conceituais integradas aplicáveis à prática projetual. 3. Metodologia Pesquisa exploratória, transdisciplinar e aplicada, guiada pelas cinco fases do DT: empatia, definição, ideação, prototipagem e teste (Brown, 2018). A abordagem foi adaptada para incorporar princípios da NCC, PA e EBD, enfatizando a empatia e o mapeamento de necessidades emocionais e sensoriais. O fluxo metodológico organiza o processo desde o levantamento de dados até a formulação de diretrizes projetuais, resultando em um sistema conceitual de apoio à prática profissional. O briefing emocional desenvolvido traduz informações emocionais e cognitivas em critérios de projeto, promovendo decisões mais assertivas e humanizadas. 4. Resultados e Contribuições A pesquisa resultou em um método sistêmico estruturado no DT e EBD, abrangendo desde o briefing emocional até a avaliação pós-ocupação. Como produto conceitual, foram elaboradas ferramentas integradas (em processo de proteção intelectual) para mapeamento de necessidades sensoriais e emocionais, formulação de diretrizes projetuais e avaliação de desempenho dos espaços. Essas ferramentas compõem a base conceitual para um sistema digital de apoio ao design, destinado a orientar profissionais na criação de ambientes centrados no usuário. 5. Considerações Finais O estudo propõe um novo referencial metodológico para o Design e a Arquitetura, consolidando integração entre ciência e prática projetual. Ao articular DT e EBD sob perspectiva multissensorial, contribui para ambientes que promovem bem-estar emocional, cognitivo e social, reafirmando o potencial do design como agente de transformação, promovendo uma arquitetura que acolhe, estimula e favorece a saúde integral.
1. Contextualização e Justificativa A pandemia COVID-19 evidenciou a urgência de repensar os espaços de morar, expondo vulnerabilidades no bem-estar físico, emocional e cognitivo dos habitantes. O Brasil já registrava altos índices de ansiedade e depressão, quadro que se agravou na pandemia, com aumento expressivo nos casos (UERJ, 2020; UFRGS, 2020). Historicamente, designers e arquitetos têm respondido a desafios de saúde pública — como a reação da arquitetura modernista à tuberculose no século XIX. A Neurociência Cognitiva e Comportamental (NCC) e a Psicologia Ambiental (PA) ampliam esse entendimento, revelando como o espaço influencia emoções, comportamento, saúde mental. Assim, é imperativo uma prática projetual integrada, centrada no usuário e fundamentada em evidências científicas, capaz de conceber ambientes emocionalmente responsivos. 2. Fundamentação Teórica e Objetivos A pesquisa fundamentou-se na integração entre Design, Arquitetura, Neuroarquitetura e PA, investigando como o ambiente de morar afeta emoções, cognição e comportamento. Analisou-se o impacto dos fatores ambientais nos sistemas sensoriais e a experiência emocional, com base no Design Baseado em Evidências (EBD). Estudos indicam que ambientes projetados com foco no bem- estar humano reduzem o estresse, favorecem a saúde mental e ampliam o desempenho cognitivo (Ulrich, 1984; Kellert et al., 2008; Browning et al., 2014). O objetivo geral foi desenvolver um método sistêmico integrando essas áreas na concepção de ambientes multissensoriais e responsivos, fundamentado no Design Thinking (DT) e EBD. Os objetivos específicos incluíram analisar impactos emocionais do ambiente de morar, identificar como estímulos sensoriais moldam percepções e emoções, correlacionar fatores ambientais e respostas comportamentais, adaptar o DT à arquitetura multissensorial e propor ferramentas conceituais integradas aplicáveis à prática projetual. 3. Metodologia Pesquisa exploratória, transdisciplinar e aplicada, guiada pelas cinco fases do DT: empatia, definição, ideação, prototipagem e teste (Brown, 2018). A abordagem foi adaptada para incorporar princípios da NCC, PA e EBD, enfatizando a empatia e o mapeamento de necessidades emocionais e sensoriais. O fluxo metodológico organiza o processo desde o levantamento de dados até a formulação de diretrizes projetuais, resultando em um sistema conceitual de apoio à prática profissional. O briefing emocional desenvolvido traduz informações emocionais e cognitivas em critérios de projeto, promovendo decisões mais assertivas e humanizadas. 4. Resultados e Contribuições A pesquisa resultou em um método sistêmico estruturado no DT e EBD, abrangendo desde o briefing emocional até a avaliação pós-ocupação. Como produto conceitual, foram elaboradas ferramentas integradas (em processo de proteção intelectual) para mapeamento de necessidades sensoriais e emocionais, formulação de diretrizes projetuais e avaliação de desempenho dos espaços. Essas ferramentas compõem a base conceitual para um sistema digital de apoio ao design, destinado a orientar profissionais na criação de ambientes centrados no usuário. 5. Considerações Finais O estudo propõe um novo referencial metodológico para o Design e a Arquitetura, consolidando integração entre ciência e prática projetual. Ao articular DT e EBD sob perspectiva multissensorial, contribui para ambientes que promovem bem-estar emocional, cognitivo e social, reafirmando o potencial do design como agente de transformação, promovendo uma arquitetura que acolhe, estimula e favorece a saúde integral.
Palavras-chave: Design Thinking, Neuroarquitetura, Design Baseado em Evidências, Psicologia Ambiental, Ambiente de Morar Design Thinking, Neuroarquitetura, Design Baseado em Evidências, Psicologia Ambiental, Ambiente de Morar
DOI: 10.5151/1JPPD-0010
Referências bibliográficas
- [1] BROWN, Tim. Design Thinking: Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018
- [2] BROWNING, W. D.; RYAN, C. O.; CLANCY, J. O. 14 Patterns of Biophilic Design: Improving health & well-being in the built environment. New York: Terrapin Bright Green, 2014
- [3] KELLERT, Stephen R.; HEERWAGEN, Judith; MADOR, Martin (Eds.). Biophilic Design: The Theory, Science, and Practice of Bringing Buildings to Life. Hoboken: Wiley, 2008
- [4] UERJ. Pesquisa da Uerj indica aumento de casos de depressão entre brasileiros durante a quarentena. 2020. Disponível em: <https://www.uerj.br/noticia/11028/>
- [5] UFRGS. As sequelas emocionais da pandemia. 2020. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/ciencia/as-sequelas-emocionais-da-pandemia/>
- [6] ULRICH, R. S. View through a window may influence recovery from surgery. Science, v. 224, n. 4647, p. 420-421, 27 abr. 1984
Como citar:
Siqueira, Dayana Guimarães de; Faria, José Ricardo Flores; "Método Sistêmico para Design de Ambientes Multissensoriais: Integrando Neurociência, Psicologia, Arquitetura e Design Thinking", p-28-30.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0010
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TY - CONF T1 - Método Sistêmico para Design de Ambientes Multissensoriais: Integrando Neurociência, Psicologia, Arquitetura e Design Thinking JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 28 EP - 30 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0010 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/metodo-sistemico-para-design-de-ambientes-multissensoriais-integrando-neurociencia-psicologia-arquitetura-e-design-thinking KW - Design Thinking, Neuroarquitetura, Design Baseado em Evidências, Psicologia Ambiental, Ambiente de Morar ER -
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Dayana Guimarães de Siqueira, José Ricardo Flores Faria, Método Sistêmico para Design de Ambientes Multissensoriais: Integrando Neurociência, Psicologia, Arquitetura e Design Thinking, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 28-30, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0010 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/metodo-sistemico-para-design-de-ambientes-multissensoriais-integrando-neurociencia-psicologia-arquitetura-e-design-thinking) Palavras-chave:: Design Thinking, Neuroarquitetura, Design Baseado em Evidências, Psicologia Ambiental, Ambiente de Morar;