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MICROBIOMA DA PELE E A INFLUÊNCIA DE COSMÉTICOS CATEGORIA ORAL
MICROBIOMA DA PELE E A INFLUÊNCIA DE COSMÉTICOS CATEGORIA ORAL
Cavalcanti, Gabriella Caroline; Rodrigues, Amanda Sabio; Marangoni, Vanessa; Diogo, Amanda Bertazzoli
Artigo:
INTRODUÇÃO: A pele é um ecossistema que compreende várias estruturas hospedeiras e microorganismos colonizadores, como bactérias e fungos que habitam a superfície e seu interior, atuando como primeira linha de defesa contra agentes infecciosos e tóxicos. Sua composição é única para cada indivíduo e varia entre os diferentes locais do corpo de acordo com as distintas características e nutrientes. Essa diferenciação significa que este microbioma pode ser considerado um grupo de microbiotas distintas e que desempenham um papel importante na manutenção da pele saudável. Diversos fatores alteram o estado eubiótico do microbioma da pele, como temperatura e umidade, por exemplo. Além do constante contato com o ambiente, o uso diário de cosméticos também pode afetar este microbioma e é influenciado pelo tipo e composição do produto, tempo de uso e características do usuário, alterando parâmetros biofísicos e a constituição da comunidade bacteriana. O resultado pode ser benéfico através do aumento da hidratação da pele ou prejudicial pelo desequilíbrio causado à epiderme. OBJETIVO: Entender a influência do uso de cosméticos na alteração do microbioma da pele. METODOLOGIA: Esse trabalho é uma revisão bibliográfica e as buscas dos artigos foram realizadas na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde utilizando os descritores "Microbioma, Pele e Cosméticos". Os filtros utilizados foram artigos com texto completo e publicados entre 2017 e 2022, totalizando 14 artigos. Dentre esses, apenas 1 artigo foi excluído por não se enquadrar no tema. RESULTADO: Foi constatado que o uso diário de cosméticos altera o microbioma da pele, culminando em alteração de sua biodiversidade. Dentre os fatores que corroboram para essa transformação, deve-se destacar a ação de conservantes presentes na composição de alguns cosméticos, que se faz essencial para prevenir o crescimento de microorganismos e garantir a segurança do produto. No entanto, por permanecerem ativos após sua aplicação, o uso contínuo possui um efeito inibitório sobre as bactérias residentes na pele. Na esfera de produtos de higiene, como sabonetes e hidratantes, percebe-se que a dinâmica de atuação altera a película lipídica da pele, comprometendo a eubiose cutânea. Porém, alguns outros produtos agem beneficamente na pele, visto que suas propriedades físico-químicas engendram o aumento da diversidade bacteriana, tornando-se útil em quadros de algumas doenças na medida em que reduzem a gravidade das lesões cutâneas. Existem também produtos com eficácia terapêutica que foram criados por meio do transplante de microbioma em humanos, pois foi descoberto que o S. epidermidis produz uma substância antimicrobiana que inibe o crescimento do S. aureus, uma espécie de Staphylococcus causadora de sérias infecções. CONCLUSÃO: Observou-se que as substâncias aplicadas modificam a diversidade do microbioma da pele favorecendo bactérias que crescem por meio da metabolização de ingredientes cosméticos, alterando, portanto, seu equilíbrio. Fatores como tempo de uso e composição química influenciam nestas alterações. Espera-se que o microbioma da pele possa ser um novo alvo terapêutico para as doenças tegumentares, porém, mais estudos devem ser realizados para esclarecer as interações deste microbioma com produtos de cuidado para a pele.
INTRODUÇÃO: A pele é um ecossistema que compreende várias estruturas hospedeiras e microorganismos colonizadores, como bactérias e fungos que habitam a superfície e seu interior, atuando como primeira linha de defesa contra agentes infecciosos e tóxicos. Sua composição é única para cada indivíduo e varia entre os diferentes locais do corpo de acordo com as distintas características e nutrientes. Essa diferenciação significa que este microbioma pode ser considerado um grupo de microbiotas distintas e que desempenham um papel importante na manutenção da pele saudável. Diversos fatores alteram o estado eubiótico do microbioma da pele, como temperatura e umidade, por exemplo. Além do constante contato com o ambiente, o uso diário de cosméticos também pode afetar este microbioma e é influenciado pelo tipo e composição do produto, tempo de uso e características do usuário, alterando parâmetros biofísicos e a constituição da comunidade bacteriana. O resultado pode ser benéfico através do aumento da hidratação da pele ou prejudicial pelo desequilíbrio causado à epiderme. OBJETIVO: Entender a influência do uso de cosméticos na alteração do microbioma da pele. METODOLOGIA: Esse trabalho é uma revisão bibliográfica e as buscas dos artigos foram realizadas na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde utilizando os descritores "Microbioma, Pele e Cosméticos". Os filtros utilizados foram artigos com texto completo e publicados entre 2017 e 2022, totalizando 14 artigos. Dentre esses, apenas 1 artigo foi excluído por não se enquadrar no tema. RESULTADO: Foi constatado que o uso diário de cosméticos altera o microbioma da pele, culminando em alteração de sua biodiversidade. Dentre os fatores que corroboram para essa transformação, deve-se destacar a ação de conservantes presentes na composição de alguns cosméticos, que se faz essencial para prevenir o crescimento de microorganismos e garantir a segurança do produto. No entanto, por permanecerem ativos após sua aplicação, o uso contínuo possui um efeito inibitório sobre as bactérias residentes na pele. Na esfera de produtos de higiene, como sabonetes e hidratantes, percebe-se que a dinâmica de atuação altera a película lipídica da pele, comprometendo a eubiose cutânea. Porém, alguns outros produtos agem beneficamente na pele, visto que suas propriedades físico-químicas engendram o aumento da diversidade bacteriana, tornando-se útil em quadros de algumas doenças na medida em que reduzem a gravidade das lesões cutâneas. Existem também produtos com eficácia terapêutica que foram criados por meio do transplante de microbioma em humanos, pois foi descoberto que o S. epidermidis produz uma substância antimicrobiana que inibe o crescimento do S. aureus, uma espécie de Staphylococcus causadora de sérias infecções. CONCLUSÃO: Observou-se que as substâncias aplicadas modificam a diversidade do microbioma da pele favorecendo bactérias que crescem por meio da metabolização de ingredientes cosméticos, alterando, portanto, seu equilíbrio. Fatores como tempo de uso e composição química influenciam nestas alterações. Espera-se que o microbioma da pele possa ser um novo alvo terapêutico para as doenças tegumentares, porém, mais estudos devem ser realizados para esclarecer as interações deste microbioma com produtos de cuidado para a pele.
Palavras-chave: - -
DOI: 10.5151/xcomusc-15
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
Cavalcanti, Gabriella Caroline; Rodrigues, Amanda Sabio; Marangoni, Vanessa; Diogo, Amanda Bertazzoli; "MICROBIOMA DA PELE E A INFLUÊNCIA DE COSMÉTICOS CATEGORIA ORAL", p-206-218.
In: Anais do X Congresso Médico Universitário São Camilo.
São Paulo: Blucher,
2022.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/xcomusc-15
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Gabriella Caroline Cavalcanti, Amanda Sabio Rodrigues, Vanessa Marangoni, Amanda Bertazzoli Diogo, MICROBIOMA DA PELE E A INFLUÊNCIA DE COSMÉTICOS CATEGORIA ORAL, Blucher Medical Proceedings, Volume 8, 2022, Pages 206-218, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/xcomusc-15 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/microbioma-da-pele-e-a-influncia-de-cosmticos-categoria-oral-37796) Palavras-chave:: None;