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O designer como hacker do espaço urbano
O designer como hacker do espaço urbano
Rios, Igor Gourlat Toscano; Gomes, William Girundi
Artigo Completo:
O presente estudo é um ponto de partida para compreender as novas atualizações de cidade. A arquitetura e o design moderno converteram a cidade em uma rede organizada de apelo e consumo, diminuindo a participação e a experiência corporal dos habitantes, uma vez que, eles preferiam fugir do caos urbano e se refugiar em locais privados (HENTSCHKE, 2012). No decorrer do século XXI, entretanto, a cidade volta a ser o palco de interação das pessoas, apresentando-se como um espaço de fluxos, e, principalmente, de informações e experiências. A mobilidade informacional, por exemplo, permite ao ser estar presente – mesmo que virtualmente – em diversos espaços. Essa virtualidade adiciona a cidade concreta e real diz respeito às cibercidades – termo relacionado ao que se compreende por ciberespaço. Ela é, acima de tudo, a anulação das distâncias entre os ocupantes, mesmo que seja a anulação de forma simbólica, pela comunicação sob forma digital (HENTSCHKE, 2012). Assim como o ambiente virtual, a cibercidade é uma interface que pode ser manipulada de acordo com os interesses de seus moradores. Os moradores, assim como os hackers de computador, devem compreender o funcionamento da cidade e subverte-la a seu favor. O verbo “hackear ” significa, literalmente, “rasgar”, “cortar”, “desmontar”. O trabalho de um hacker é igual ao trabalho das crianças que desmontam o ferro de casa para ver como é por dentro e entender como funciona (GUBITOSA, 2007). E, ninguém melhor do que os designers, criativos e conhecedores das técnicas de manipulação para hackear as cidades, potencializando o uso delas. Este artigo mais do que um referencial teórico, é uma forma de demonstrar e provocar aos criativos esse dever de trazer as pessoas de volta ao espaço que é delas por direto: a cidade.
O presente estudo é um ponto de partida para compreender as novas atualizações de cidade. A arquitetura e o design moderno converteram a cidade em uma rede organizada de apelo e consumo, diminuindo a participação e a experiência corporal dos habitantes, uma vez que, eles preferiam fugir do caos urbano e se refugiar em locais privados (HENTSCHKE, 2012). No decorrer do século XXI, entretanto, a cidade volta a ser o palco de interação das pessoas, apresentando-se como um espaço de fluxos, e, principalmente, de informações e experiências. A mobilidade informacional, por exemplo, permite ao ser estar presente – mesmo que virtualmente – em diversos espaços. Essa virtualidade adiciona a cidade concreta e real diz respeito às cibercidades – termo relacionado ao que se compreende por ciberespaço. Ela é, acima de tudo, a anulação das distâncias entre os ocupantes, mesmo que seja a anulação de forma simbólica, pela comunicação sob forma digital (HENTSCHKE, 2012). Assim como o ambiente virtual, a cibercidade é uma interface que pode ser manipulada de acordo com os interesses de seus moradores. Os moradores, assim como os hackers de computador, devem compreender o funcionamento da cidade e subverte-la a seu favor. O verbo “hackear ” significa, literalmente, “rasgar”, “cortar”, “desmontar”. O trabalho de um hacker é igual ao trabalho das crianças que desmontam o ferro de casa para ver como é por dentro e entender como funciona (GUBITOSA, 2007). E, ninguém melhor do que os designers, criativos e conhecedores das técnicas de manipulação para hackear as cidades, potencializando o uso delas. Este artigo mais do que um referencial teórico, é uma forma de demonstrar e provocar aos criativos esse dever de trazer as pessoas de volta ao espaço que é delas por direto: a cidade.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/cid2017-52
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Como citar:
Rios, Igor Gourlat Toscano; Gomes, William Girundi; "O designer como hacker do espaço urbano", p-595-606.
In: .
São Paulo: Blucher,
2018.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/cid2017-52
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Igor Gourlat Toscano Rios, William Girundi Gomes, O designer como hacker do espaço urbano, Blucher Design Proceedings, Volume 4, 2018, Pages 595-606, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/cid2017-52 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-designer-como-hacker-do-espao-urbano-28162) Palavras-chave:: ;