Blucher Medical Proceedings
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O Efeito Espuma
O Efeito Espuma
Resumo:
Nosso objetivo é esclarecer os fenômenos físicos que ocorrem durante a aplicação da espuma no interior das veias. Antes de mais nada é necessário entender que espuma é um conjunto de bolhas que foram formadas a partir de um filme fino. Estas bolhas possuem parede fina (alguns décimos de mícron) e contêm gás. A principal característica destas bolhas é que se podem prever suas dimensões utilizando-se conceitos matemáticos de minimização de superfícies, conhecida desde 1871 pelo matemático H. A. Schwarz. Quando estas bolhas se agrupam, para formar a espuma, também é possível modelar sua interface e se prever a sua configuração. Em bolhas de diferentes dimensões que se fundiram, pode-se observar que, uma vez que a bolha menor irá possuir sempre maior pressão que a bolha maior, a interface entre elas é uma superfície convexa, onde a pressão da bolha de menor diâmetro empurra a interface na direção do centro da bolha de maior diâmetro. Na gastronomia, o uso de bolhas e de espuma compõe os segredos e as boas práticas da culinária. Sabe-se, há muito tempo, que se pode explorar a sensibilidade das papilas gustativas ao gás carbônico para potencializar o sabor de bebidas adicionando-se pequenas bolhas de CO 2. A lógica da escleroterapia venosa é eliminar o refluxo do sangue através de veias de pequeno e médio calibre para favorecer o processo de drenagem do sangue. A oclusão da veia doente ocorre em decorrência da lesão química provocada por substâncias que causam irritação e destruição das células epiteliais (túnica íntima) e, ao entrar em contato com as camadas de musculatura lisa (túnica média) da veia, provoca reação de edema e contração das miofibrilas musculares. Como reação imediata, o espasmo decorrente desta lesão é responsável por mais de 50% da redução da área da seção transversal da veia no trecho que houve contato com a substância esclerosante. O efeito tardio deste tratamento é a fibrose que ocorrerá no local da lesão química
Nosso objetivo é esclarecer os fenômenos físicos que ocorrem durante a aplicação da espuma no interior das veias. Antes de mais nada é necessário entender que espuma é um conjunto de bolhas que foram formadas a partir de um filme fino. Estas bolhas possuem parede fina (alguns décimos de mícron) e contêm gás. A principal característica destas bolhas é que se podem prever suas dimensões utilizando-se conceitos matemáticos de minimização de superfícies, conhecida desde 1871 pelo matemático H. A. Schwarz. Quando estas bolhas se agrupam, para formar a espuma, também é possível modelar sua interface e se prever a sua configuração. Em bolhas de diferentes dimensões que se fundiram, pode-se observar que, uma vez que a bolha menor irá possuir sempre maior pressão que a bolha maior, a interface entre elas é uma superfície convexa, onde a pressão da bolha de menor diâmetro empurra a interface na direção do centro da bolha de maior diâmetro. Na gastronomia, o uso de bolhas e de espuma compõe os segredos e as boas práticas da culinária. Sabe-se, há muito tempo, que se pode explorar a sensibilidade das papilas gustativas ao gás carbônico para potencializar o sabor de bebidas adicionando-se pequenas bolhas de CO 2. A lógica da escleroterapia venosa é eliminar o refluxo do sangue através de veias de pequeno e médio calibre para favorecer o processo de drenagem do sangue. A oclusão da veia doente ocorre em decorrência da lesão química provocada por substâncias que causam irritação e destruição das células epiteliais (túnica íntima) e, ao entrar em contato com as camadas de musculatura lisa (túnica média) da veia, provoca reação de edema e contração das miofibrilas musculares. Como reação imediata, o espasmo decorrente desta lesão é responsável por mais de 50% da redução da área da seção transversal da veia no trecho que houve contato com a substância esclerosante. O efeito tardio deste tratamento é a fibrose que ocorrerá no local da lesão química
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-flebo-SIF_27
Como citar:
Bastos, F.; Pinotti, M.; "O Efeito Espuma", p-48-49.
In: In Anais do V Simpósio Internacional de Flebologia [=Blucher Medical Proceedings, n.1, v.1].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-flebo-SIF_27
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TY - CONF T1 - O Efeito Espuma JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 1 SP - 48 EP - 49 PY - 2014 T2 - V Simpósio Internacional de Flebologia AU - , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-flebo-SIF_27 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-efeito-espuma-9393 KW - ER -
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F. Bastos, M. Pinotti, O Efeito Espuma, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 48-49, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-flebo-SIF_27 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-efeito-espuma-9393) Palavras-chave:: ;