Blucher Medical Proceedings
- Todas as edições
- Última edição
- Equipe de Produção
- ISSN 2357-7282
Pais-Cientes, Os Pais como Pacientes: Trabalho de Grupo com Pais de Crianças em Estimulação Precoce
Pais-Cientes, Os Pais como Pacientes: Trabalho de Grupo com Pais de Crianças em Estimulação Precoce
Sacramento, Sandra Matos Santana do; Pinheiro, Nelita
Resumo:
Introdução: Diante do imperativo de um corredor cheio de pais ou responsáveis, que aguardavam para suas crianças serem atendidas em Estimulação Precoce, por terapeuta ocupacional, percebi que o cuidado a criança estava garantido, mas e os adultos, não mereciam ser cuidados? como toma-los como pacientes também? Quando se trabalha com pequenas crianças com problemas de desenvolvimento, suas famílias também se tornam paciente. Paciente, adjetivo, ligado a ter paciência; paciente porque a doença é extensiva para a família e pai-ciente, pessoas comuns que são captadas pelo discurso das ciências médicas e seus diagnósticos e prognósticos, tendo que se a ver com todas essas novidades, dúvidas, medos e etc. o que a psicologia poderia fazer? como inserir um trabalho psicológico que atenda essa demanda? Qual cuidado esses pais ou responsáveis necessitam? É possível cuidar sem ter que estabelecer um atendimento psicológico clássico? Todos esses questionamentos tem resposta positiva, ou seja, são possíveis de serem realizados, pois existia para além de uma queixa de “corredor”, existia uma demanda para falar e escutar essa experiência de cuidar das ditas crianças especiais. Engendrar um trabalho com os pais ou responsáveis só formalizou o que já existia enquanto troca de experiência, ou seja, ao ver que já existia uma rede social interativa entre os familiares, a proposta de trabalho foi criar um grupo de apoio e orientação acerca das vicissitudes de se ter um bebê com algum problema de desenvolvimento e encaminhado para tratamento. Desta forma, o atendimento em Estimulação Precoce não se restringiria mais ao pequeno paciente, nem somente ao terapeuta ocupacional, como único profissional envolvido. Objetivos: o objetivo geral desse trabalho foi estabelecido através do cuidado ao cuidador, enquanto objetivo primordial, efetivo para o desenvolvimento do grupo e disparador dos outros objetivos específicos, sendo eles, ampliar o atendimento em Estimulação Precoce à família; interferir na relação entre pais (responsáveis) e bebê; criar espaço de escuta e orientação; estabelecer trocas de experiências; ressignificar a patologia/diagnóstico e estimular a fala dos pais (responsáveis) tanto no viés emocional quanto no conhecimento. Método: a metodologia empregada foi o trabalho de grupo, através de reuniões mensais, onde se utilizava de diversos matérias e recursos para subsidiar a dinâmica do grupo, como por exemplo, textos, depoimentos, interlocuções, oficinas criativas, que cumpriam a função de disparar e apoiar a fala dos participantes. Resultados: Os resultados são considerados positivos, uma vez que, houve aderência ao grupo, estabelecimento de um novo serviço, devolutivas positivas para a instituição, empoderamento, troca de experiências e, principalmente, legitimou os pais/responsáveis também como pacientes, uma vez que estão submetidos a rotina de tratamento. Conclusões: Tomando a psicologia como área da saúde e dotada de para além de um saber, mas como uma promotora de ações, gestora de seu papel, saindo do espaço puramente clínico de atendimento individual, promovendo novas atuações, novos públicos, novas demandas, nos revelou, que assim como, os pais de crianças com problemas do desenvolvimento devem ressignificar, se readaptar as situações novas, a psicologia também deve se ocupar de gerir sua prática. Pais-cientes e profissionais atuantes nesse processo.
Introdução: Diante do imperativo de um corredor cheio de pais ou responsáveis, que aguardavam para suas crianças serem atendidas em Estimulação Precoce, por terapeuta ocupacional, percebi que o cuidado a criança estava garantido, mas e os adultos, não mereciam ser cuidados? como toma-los como pacientes também? Quando se trabalha com pequenas crianças com problemas de desenvolvimento, suas famílias também se tornam paciente. Paciente, adjetivo, ligado a ter paciência; paciente porque a doença é extensiva para a família e pai-ciente, pessoas comuns que são captadas pelo discurso das ciências médicas e seus diagnósticos e prognósticos, tendo que se a ver com todas essas novidades, dúvidas, medos e etc. o que a psicologia poderia fazer? como inserir um trabalho psicológico que atenda essa demanda? Qual cuidado esses pais ou responsáveis necessitam? É possível cuidar sem ter que estabelecer um atendimento psicológico clássico? Todos esses questionamentos tem resposta positiva, ou seja, são possíveis de serem realizados, pois existia para além de uma queixa de “corredor”, existia uma demanda para falar e escutar essa experiência de cuidar das ditas crianças especiais. Engendrar um trabalho com os pais ou responsáveis só formalizou o que já existia enquanto troca de experiência, ou seja, ao ver que já existia uma rede social interativa entre os familiares, a proposta de trabalho foi criar um grupo de apoio e orientação acerca das vicissitudes de se ter um bebê com algum problema de desenvolvimento e encaminhado para tratamento. Desta forma, o atendimento em Estimulação Precoce não se restringiria mais ao pequeno paciente, nem somente ao terapeuta ocupacional, como único profissional envolvido. Objetivos: o objetivo geral desse trabalho foi estabelecido através do cuidado ao cuidador, enquanto objetivo primordial, efetivo para o desenvolvimento do grupo e disparador dos outros objetivos específicos, sendo eles, ampliar o atendimento em Estimulação Precoce à família; interferir na relação entre pais (responsáveis) e bebê; criar espaço de escuta e orientação; estabelecer trocas de experiências; ressignificar a patologia/diagnóstico e estimular a fala dos pais (responsáveis) tanto no viés emocional quanto no conhecimento. Método: a metodologia empregada foi o trabalho de grupo, através de reuniões mensais, onde se utilizava de diversos matérias e recursos para subsidiar a dinâmica do grupo, como por exemplo, textos, depoimentos, interlocuções, oficinas criativas, que cumpriam a função de disparar e apoiar a fala dos participantes. Resultados: Os resultados são considerados positivos, uma vez que, houve aderência ao grupo, estabelecimento de um novo serviço, devolutivas positivas para a instituição, empoderamento, troca de experiências e, principalmente, legitimou os pais/responsáveis também como pacientes, uma vez que estão submetidos a rotina de tratamento. Conclusões: Tomando a psicologia como área da saúde e dotada de para além de um saber, mas como uma promotora de ações, gestora de seu papel, saindo do espaço puramente clínico de atendimento individual, promovendo novas atuações, novos públicos, novas demandas, nos revelou, que assim como, os pais de crianças com problemas do desenvolvimento devem ressignificar, se readaptar as situações novas, a psicologia também deve se ocupar de gerir sua prática. Pais-cientes e profissionais atuantes nesse processo.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10492
Como citar:
Sacramento, Sandra Matos Santana do; Pinheiro, Nelita; "Pais-Cientes, Os Pais como Pacientes: Trabalho de Grupo com Pais de Crianças em Estimulação Precoce", p-165-165.
In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-cihhs-10492
últimos 30 dias
145
downloads
676
visualizações
1162
indexações
Sou autor desse trabalho
Você é citado neste trabalho?
Exportar citação - RefWork (RIS)
Copie a citação abaixo ou clique no botão Download para obter um arquivo com os dados
TY - CONF T1 - Pais-Cientes, Os Pais como Pacientes: Trabalho de Grupo com Pais de Crianças em Estimulação Precoce JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 2 SP - 165 EP - 165 PY - 2014 T2 - Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde AU - , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10492 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/pais-cientes-os-pais-como-pacientes-trabalho-de-grupo-com-pais-de-crianas-em-estimulao-precoce-9582 KW - ER -
Exportar citação - BibTeX(BIB)
Copie a citação abaixo ou clique no botão Download para obter um arquivo com os dados
@article{Sacramento20144,
title="Pais-Cientes, Os Pais como Pacientes: Trabalho de Grupo com Pais de Crianças em Estimulação Precoce",
journal="Blucher Medical Proceedings",
volume="1",
number="2",
pages="165 - 165",
year="2014",
note="",
issn="23577282",
doi="http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10492",
url="www.proceedings.blucher.com.br/article-details/pais-cientes-os-pais-como-pacientes-trabalho-de-grupo-com-pais-de-crianas-em-estimulao-precoce-9582",
author="Sandra Matos Santana do Sacramento", "Nelita Pinheiro",
keywords="",
}
Exportar citação - Text(TXT)
Copie a citação abaixo ou clique no botão Download para obter um arquivo com os dados
Sandra Matos Santana do Sacramento, Nelita Pinheiro, Pais-Cientes, Os Pais como Pacientes: Trabalho de Grupo com Pais de Crianças em Estimulação Precoce, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 165-165, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10492 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/pais-cientes-os-pais-como-pacientes-trabalho-de-grupo-com-pais-de-crianas-em-estimulao-precoce-9582) Palavras-chave:: ;