Blucher Medical Proceedings
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Principais fatores de risco para a depressão puerperal: revisão de literatura.
Principais fatores de risco para a depressão puerperal: revisão de literatura.
FERRO, Ana Paula De Costa; FERRO, Maria Alice De Costa
Artigo:
Introdução: o pós-parto é o período de maior probabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos, afetando a paciente, o bebê e as relações familiares, como baixa adesão ao aleitamento e negligência no autocuidado. A depressão pós-parto (DPP) pode ocorrer nos 12 meses seguintes ao parto, com exacerbação dos sintomas no primeiro semestre. Caracterizada por: humor deprimido, perda de prazer e de interesse nas atividades, alterações de apetite e/ou peso, alteração de sono, sensação de fadiga, sentimento de inutilidade, culpa, dificuldade de concentração ou de tomar decisões e até pensamentos de morte ou de suicídio. Método: revisão sistemática de artigos publicados entre 2010 e 2015 nas bases de dados Lilacs e SciELO. Os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) foram considerados: transtornos puerperais, período pós-parto e depressão. Resultados: foram encontrados 1.267 estudos; desses, 14 foram selecionados com base nos critérios de inclusão. Como principais fatores de risco associados à DPP verifica-se: ausência de suporte social (suporte emocional oferecido pela família e pelos amigos à puérpera); presença de problemas conjugais; condições socioeconômicas desfavoráveis (baixa escolaridade da mãe, baixa renda familiar); histórico de depressão prévia; presença de alterações emocionais no período pré-menstrual; estresse gestacional (temores em relação ao parto e ao corpo); complicações obstétricas durante gravidez/parto; e necessidade de internação pediátrica. Conclusões: ainda que os estudos utilizados tenham diferenças metodológicas e amostrais, fica evidente a complexidade dos fatores preditivos à DPP. Além disso, mesmo que sua frequência atinja valores entre 10% a 20% (conforme método diagnóstico e fatores de risco associados), o assunto costuma ser silenciado, seja pelos sentimentos de vergonha e inadequação das puérperas em manifestar mal-estar diante do neonato, seja pelo desconhecimento deste fenômeno psíquico pelas equipes de saúde. Portanto reconhecer a frequência do problema e identificar os grupos mais vulneráveis, possibilita a elaboração de estratégias que visem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da DPP.
Introdução: o pós-parto é o período de maior probabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos, afetando a paciente, o bebê e as relações familiares, como baixa adesão ao aleitamento e negligência no autocuidado. A depressão pós-parto (DPP) pode ocorrer nos 12 meses seguintes ao parto, com exacerbação dos sintomas no primeiro semestre. Caracterizada por: humor deprimido, perda de prazer e de interesse nas atividades, alterações de apetite e/ou peso, alteração de sono, sensação de fadiga, sentimento de inutilidade, culpa, dificuldade de concentração ou de tomar decisões e até pensamentos de morte ou de suicídio. Método: revisão sistemática de artigos publicados entre 2010 e 2015 nas bases de dados Lilacs e SciELO. Os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) foram considerados: transtornos puerperais, período pós-parto e depressão. Resultados: foram encontrados 1.267 estudos; desses, 14 foram selecionados com base nos critérios de inclusão. Como principais fatores de risco associados à DPP verifica-se: ausência de suporte social (suporte emocional oferecido pela família e pelos amigos à puérpera); presença de problemas conjugais; condições socioeconômicas desfavoráveis (baixa escolaridade da mãe, baixa renda familiar); histórico de depressão prévia; presença de alterações emocionais no período pré-menstrual; estresse gestacional (temores em relação ao parto e ao corpo); complicações obstétricas durante gravidez/parto; e necessidade de internação pediátrica. Conclusões: ainda que os estudos utilizados tenham diferenças metodológicas e amostrais, fica evidente a complexidade dos fatores preditivos à DPP. Além disso, mesmo que sua frequência atinja valores entre 10% a 20% (conforme método diagnóstico e fatores de risco associados), o assunto costuma ser silenciado, seja pelos sentimentos de vergonha e inadequação das puérperas em manifestar mal-estar diante do neonato, seja pelo desconhecimento deste fenômeno psíquico pelas equipes de saúde. Portanto reconhecer a frequência do problema e identificar os grupos mais vulneráveis, possibilita a elaboração de estratégias que visem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da DPP.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-xiiicgcm-1457632390
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
FERRO, Ana Paula De Costa; FERRO, Maria Alice De Costa; "Principais fatores de risco para a depressão puerperal: revisão de literatura.", p-216-218.
In: In Anais do 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica [=Blucher Medical Proceedings, n.7, v.2].
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-xiiicgcm-1457632390
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TY - CONF T1 - Principais fatores de risco para a depressão puerperal: revisão de literatura. JO - Blucher Medical Proceedings VL - 2 IS - 7 SP - 216 EP - 218 PY - 2016 T2 - 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica AU - , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1457632390 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/principais-fatores-de-risco-para-a-depresso-puerperal-reviso-de-literatura-23531 KW - ER -
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Ana Paula De Costa FERRO, Maria Alice De Costa FERRO, Principais fatores de risco para a depressão puerperal: revisão de literatura., Blucher Medical Proceedings, Volume 2, 2016, Pages 216-218, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1457632390 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/principais-fatores-de-risco-para-a-depresso-puerperal-reviso-de-literatura-23531) Palavras-chave:: ;