Outubro 2024 vol. 9 num. 1 - 7º Congresso Internacional Sabará-PENSI de Saúde Infantil
Medicina - Open Access.
RELAÇÃO ENTRE INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO POR ZIKA VÍRUS EM GESTANTES E ALTERAÇÕES CONGÊNITAS ASSOCIADAS A SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA.
RELAÇÃO ENTRE INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO POR ZIKA VÍRUS EM GESTANTES E ALTERAÇÕES CONGÊNITAS ASSOCIADAS A SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA.
Silva, Antony Oliveira ; Carvalho, Gustavo Henrique Colle de ; Souza, Luccas Braz Pires Paraguassú de ; Sollis, Caroline ; Osman, Najwa ; Parussolo, Maria Luiza Cesto ; Pomini, Karina Torres ;
Medicina:
Introdução: O vírus Zika (ZIKV), pertencente à família Flaviviridae, foi isolado pela primeira vez em humanos na África na década de 1950 (DA; R; LMA; WB et al., 2020; E; A; V; L et al., 2021). No Brasil, os primeiros casos foram reportados em maio de 2015. Em setembro do mesmo ano, surgiram indícios de uma possível correlação entre a infecção em gestantes e alterações congênitas em recém-nascidos, resultando na Síndrome Congênita do Zika (SCZ) (DA; R; LMA; WB et al., 2020; E; A; V; L et al., 2021; L; MM; RS; AN et al., 2020). Diante desse cenário, é crucial compreender melhor essa correlação. Objetivos: Correlacionar a incidência de infecção por Zika em gestantes com a frequência de alterações congênitas associadas à SCZ. Métodos: Realizou-se um estudo observacional abrangendo o período de 2016 a 2023, utilizando análise estatística dos dados de casos notificados de infecção por ZIKV em gestantes e dos casos suspeitos de SCZ provenientes do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Resultados: Em 2016, observou-se a maior incidência de infecção por ZIKV em gestantes (69.849 casos) e a maior frequência de alterações congênitas associadas à SCZ (8.588 casos), representando 12,30% do total de gestantes infectadas. Nos anos seguintes, houve uma redução significativa nos casos de infecção por ZIKV, enquanto a relação entre alterações congênitas e gestantes infectadas aumentou, com uma média de 23,70%. Conclusões: Apesar da diminuição na incidência de infecção por ZIKV em gestantes, a alta frequência de SCZ persiste. Isso ressalta a necessidade de aprimorar o rastreio e as estratégias de prevenção para a SCZ.
Medicina:
Introdução: O vírus Zika (ZIKV), pertencente à família Flaviviridae, foi isolado pela primeira vez em humanos na África na década de 1950 (DA; R; LMA; WB et al., 2020; E; A; V; L et al., 2021). No Brasil, os primeiros casos foram reportados em maio de 2015. Em setembro do mesmo ano, surgiram indícios de uma possível correlação entre a infecção em gestantes e alterações congênitas em recém-nascidos, resultando na Síndrome Congênita do Zika (SCZ) (DA; R; LMA; WB et al., 2020; E; A; V; L et al., 2021; L; MM; RS; AN et al., 2020). Diante desse cenário, é crucial compreender melhor essa correlação. Objetivos: Correlacionar a incidência de infecção por Zika em gestantes com a frequência de alterações congênitas associadas à SCZ. Métodos: Realizou-se um estudo observacional abrangendo o período de 2016 a 2023, utilizando análise estatística dos dados de casos notificados de infecção por ZIKV em gestantes e dos casos suspeitos de SCZ provenientes do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Resultados: Em 2016, observou-se a maior incidência de infecção por ZIKV em gestantes (69.849 casos) e a maior frequência de alterações congênitas associadas à SCZ (8.588 casos), representando 12,30% do total de gestantes infectadas. Nos anos seguintes, houve uma redução significativa nos casos de infecção por ZIKV, enquanto a relação entre alterações congênitas e gestantes infectadas aumentou, com uma média de 23,70%. Conclusões: Apesar da diminuição na incidência de infecção por ZIKV em gestantes, a alta frequência de SCZ persiste. Isso ressalta a necessidade de aprimorar o rastreio e as estratégias de prevenção para a SCZ.
Palavras-chave: Infecção por Zika Vírus, Gestantes, Síndrome Congênita de Zika,
Palavras-chave: Infecção por Zika Vírus, Gestantes, Síndrome Congênita de Zika,
DOI: 10.5151/sabara2024-3035
Referências bibliográficas
- [1] "Referências:
- [2] DA, F.; R, S.-S.; LMA, C.; WB, B. et al. Congenital Zika syndrome: A systematic review. PloS one, 15, n. 12, 12/15/2020 2020.
- [3] E, M.-C.; A, G.; V, F.; L, R.-A. et al. Zika virus infection in pregnant women and their children: A review. European journal of obstetrics, gynecology, and reproductive biology, 265, 2021 Oct 2021.
- [4] L, V.; MM, A.; RS, P.; AN, H. et al. Congenital Zika Virus Infection: a Review with Emphasis on the Spectrum of Brain Abnormalities. Current neurology and neuroscience reports, 20, n. 11, 09/03/2020 2020."
Como citar:
Silva, Antony Oliveira; Carvalho, Gustavo Henrique Colle de; Souza, Luccas Braz Pires Paraguassú de; Sollis, Caroline; Osman, Najwa; Parussolo, Maria Luiza Cesto; Pomini, Karina Torres; "RELAÇÃO ENTRE INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO POR ZIKA VÍRUS EM GESTANTES E ALTERAÇÕES CONGÊNITAS ASSOCIADAS A SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA.", p. 206 . In: Anais do 7º Congresso Internacional Sabará-PENSI de Saúde Infantil.
São Paulo: Blucher,
2024.
ISSN 2357-7282,
DOI 10.5151/sabara2024-3035
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