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RETITE ACTÍNICA COMO COMPLICAÇÃO APÓS RADIOTERAPIA PÉLVICA DE CARCINOMA DE PRÓSTATA: RELATO DE CASO
RETITE ACTÍNICA COMO COMPLICAÇÃO APÓS RADIOTERAPIA PÉLVICA DE CARCINOMA DE PRÓSTATA: RELATO DE CASO
Poster:
A retite actínica (RA) é uma complicação que ocorre em 5% a 20% dos pacientes após radioterapia pélvica de carcinoma da próstata, reto, bexiga, colo do útero, útero e testículos, acometendo, principalmente, o reto. A radiação, ao atingir áreas sadias, provoca endarterite obliterante, com isquemia tissular secundária e desenvolvimento de lesões mucosas neovasculares. A gravidade é diretamente proporcional à dose, volume, número de frações e espaçamento entre elas. Cerca de 75% dos pacientes irradiados na pelve desenvolverão sintomas proctológicos. A doença pode se apresentar de uma forma aguda, autolimitada, e uma crônica ou tardia, que pode aparecer até 02 anos após o tratamento. O trabalho objetiva descrever uma das complicações após radioterapia pélvica de carcinoma de próstata, a partir de um relato de caso. Os dados foram coletados do prontuário do paciente e foi realizada revisão de literatura nas bases de dados do PubMed. Paciente de 55a. masculino, referiu dor, tenesmo, sangramento retal e constipação há 40 dias. Ao toque retal: lesão endurecida e ulcerada em parede anterior à 4cm da margem anal e dolorosa ao toque. A retossigmoidoscopia indicou blastoma de transição reto sigmoide. Biópsia de fragmento retal apontou processo inflamatório crônico e fibrose. Evidenciada melhora dos sintomas após realização de hemostasia retal com plasma de argônio (PA). A colonoscopia indicou retopatia actínica. O paciente foi anteriormente tratado durante 35 sessões de radioterapia para adenocarcinoma de próstata (T3N0M0 EC-III). Posteriormente, foi confirmada fístula vesicorretal no canal anal medindo aproximadamente 4cm de diâmetro, sendo realizada exenteração pélvica total, Bricker à direita, colostomia total à esquerda e Waterman à esquerda. No caso relatado, a retorragia foi o principal sintoma, acontecendo 11 meses após o início do tratamento radioterápico. Sendo que, as doses de radiação Andlt; 45 Gy estão associadas com alguns efeitos secundários da radiação de longo prazo. Em contraste, as doses entre 45 e 70 Gy causam mais complicações, e doses acima de 70 Gy causam danos significativos. A retossigmoidoscopia é o principal método investigativo das doenças do colo distal e reto, sendo a colonoscopia a técnica de maior acuidade para a RA, já que geralmente o calibre do reto e do sigmóide está reduzido. O PA trata-se de um método hemostático, térmico, que utiliza o gás argônio em tecidos adjacentes ao probe, com penetração de 2 a 3 mm o que minimiza o risco de perfuração local. A prevenção da retite actínica baseia-se na utilização de técnicas de terapia de radiação de intensidade modulada, guiada por imagem, que visa minimizar a dose de radiação, para o reto, enquanto maximiza a dose para o tumor. A retite actínica tardia praticamente só aparece em doentes curados da neoplasia primária, visto o tempo para sua instalação, não sendo curável, mas controlável. O desenvolvimento de novos aplicadores, isótopos e técnicas trarão menor índice de complicações.
A retite actínica (RA) é uma complicação que ocorre em 5% a 20% dos pacientes após radioterapia pélvica de carcinoma da próstata, reto, bexiga, colo do útero, útero e testículos, acometendo, principalmente, o reto. A radiação, ao atingir áreas sadias, provoca endarterite obliterante, com isquemia tissular secundária e desenvolvimento de lesões mucosas neovasculares. A gravidade é diretamente proporcional à dose, volume, número de frações e espaçamento entre elas. Cerca de 75% dos pacientes irradiados na pelve desenvolverão sintomas proctológicos. A doença pode se apresentar de uma forma aguda, autolimitada, e uma crônica ou tardia, que pode aparecer até 02 anos após o tratamento. O trabalho objetiva descrever uma das complicações após radioterapia pélvica de carcinoma de próstata, a partir de um relato de caso. Os dados foram coletados do prontuário do paciente e foi realizada revisão de literatura nas bases de dados do PubMed. Paciente de 55a. masculino, referiu dor, tenesmo, sangramento retal e constipação há 40 dias. Ao toque retal: lesão endurecida e ulcerada em parede anterior à 4cm da margem anal e dolorosa ao toque. A retossigmoidoscopia indicou blastoma de transição reto sigmoide. Biópsia de fragmento retal apontou processo inflamatório crônico e fibrose. Evidenciada melhora dos sintomas após realização de hemostasia retal com plasma de argônio (PA). A colonoscopia indicou retopatia actínica. O paciente foi anteriormente tratado durante 35 sessões de radioterapia para adenocarcinoma de próstata (T3N0M0 EC-III). Posteriormente, foi confirmada fístula vesicorretal no canal anal medindo aproximadamente 4cm de diâmetro, sendo realizada exenteração pélvica total, Bricker à direita, colostomia total à esquerda e Waterman à esquerda. No caso relatado, a retorragia foi o principal sintoma, acontecendo 11 meses após o início do tratamento radioterápico. Sendo que, as doses de radiação Andlt; 45 Gy estão associadas com alguns efeitos secundários da radiação de longo prazo. Em contraste, as doses entre 45 e 70 Gy causam mais complicações, e doses acima de 70 Gy causam danos significativos. A retossigmoidoscopia é o principal método investigativo das doenças do colo distal e reto, sendo a colonoscopia a técnica de maior acuidade para a RA, já que geralmente o calibre do reto e do sigmóide está reduzido. O PA trata-se de um método hemostático, térmico, que utiliza o gás argônio em tecidos adjacentes ao probe, com penetração de 2 a 3 mm o que minimiza o risco de perfuração local. A prevenção da retite actínica baseia-se na utilização de técnicas de terapia de radiação de intensidade modulada, guiada por imagem, que visa minimizar a dose de radiação, para o reto, enquanto maximiza a dose para o tumor. A retite actínica tardia praticamente só aparece em doentes curados da neoplasia primária, visto o tempo para sua instalação, não sendo curável, mas controlável. O desenvolvimento de novos aplicadores, isótopos e técnicas trarão menor índice de complicações.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-cnnsco-31
Como citar:
Calixto, Ighor Marx Andrade; "RETITE ACTÍNICA COMO COMPLICAÇÃO APÓS RADIOTERAPIA PÉLVICA DE CARCINOMA DE PRÓSTATA: RELATO DE CASO", p-40-40.
In: Anais do I Congresso Norte e Nordeste da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica [=Blucher Medical Proceedings, v.1, n.3].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-cnnsco-31
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TY - CONF T1 - RETITE ACTÍNICA COMO COMPLICAÇÃO APÓS RADIOTERAPIA PÉLVICA DE CARCINOMA DE PRÓSTATA: RELATO DE CASO JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 3 SP - 40 EP - 40 PY - 2014 T2 - I Congresso Norte e Nordeste da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica AU - SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cnnsco-31 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/retite-actnica-como-complicao-aps-radioterapia-plvica-de-carcinoma-de-prstata-relato-de-caso-11235 KW - ER -
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Ighor Marx Andrade Calixto, RETITE ACTÍNICA COMO COMPLICAÇÃO APÓS RADIOTERAPIA PÉLVICA DE CARCINOMA DE PRÓSTATA: RELATO DE CASO, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 40-40, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cnnsco-31 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/retite-actnica-como-complicao-aps-radioterapia-plvica-de-carcinoma-de-prstata-relato-de-caso-11235) Palavras-chave:: ;