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Segurança do teste de inclinação no diagnóstico de síncope reflexa
Segurança do teste de inclinação no diagnóstico de síncope reflexa
Suzigan, B.H.; Barbisan, J.N.; Sant’anna, P.S.; Pedroso, V.B.; Dossin, I.A.
Resumo:
O teste de inclinação (TI) tem se mostrado seguro em diferentes amostras e não há relato de nenhuma morte durante sua realização. Diversas complicações já foram relatadas, como infarto agudo do miocárdio, arritmias ventriculares e assistolia prolongada. Devido aos poucos relatos na literatura e a sua crescente demanda para a investigação de síncope, há necessidade de estudos maiores sobre a segurança do TI. Objetivo: avaliar a segurança do TI através da frequência de complicações em uma instituição de referência em cardiologia. Métodos: estudo retrospectivo transversal, de 2001 e junho de 2012 no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Buscou-se na descrição dos exames a presença de sintomas e alterações no eletrocardiograma considerados inesperados. Protocolos do TI: Todos os pacientes ficaram em posição supina por 20 min. Depois eram inclinados a 70° e mantinham-se assim por mais 46 minutos (fase passiva). Esta fase era seguida de infusão de isoproterenol 1-4 microgramas/min objetivando elevar a frequência cardíaca em pelo menos 25% (fase ativa, com duração de 20 min). Posteriormente, houve alteração no protocolo: a fase passiva passou para 20 minutos e a administração de nitroglicerina sublingual 400 µg passou a ser uma alternativa ao para o isoproterenol. Nos pacientes que se recusaram a utilizar as medicações, o protocolo previu apenas fase passiva por 46 min. O TI foi considerado positivo quando houve síncope ou pré- síncope. Resultados: Foram revisados 1712 exames de 1654 pacientes. Houve predomínio mulheres (60,8%). A média de idade entre as mulheres foi 41,5 anos (6 a 90 anos) e de 47,6 (6 a 93 anos) entre os homens. Foram encontradas 10 complicações: dor torácica sugestiva de angina (5) taquicardia sinusal (1), extra-sístoles ventriculares e infradesnivelamento do segmento ST acompanhados de dor torácica (1) síncope com convulsão, acompanhada de bloqueio A-V total sem ritmo de escape ventricular (1) distúrbio de condução A-V tipo Mobitz I (1) hipotensão arterial e bradicardia (1) e crise de ansiedade (1). Conclusão: o TI mostrou-se seguro em nosso meio, com uma taxa de complicações de apenas 0,5%, considerando todas como decorrentes do TI. Angina foi a complicação mais frequente.
O teste de inclinação (TI) tem se mostrado seguro em diferentes amostras e não há relato de nenhuma morte durante sua realização. Diversas complicações já foram relatadas, como infarto agudo do miocárdio, arritmias ventriculares e assistolia prolongada. Devido aos poucos relatos na literatura e a sua crescente demanda para a investigação de síncope, há necessidade de estudos maiores sobre a segurança do TI. Objetivo: avaliar a segurança do TI através da frequência de complicações em uma instituição de referência em cardiologia. Métodos: estudo retrospectivo transversal, de 2001 e junho de 2012 no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Buscou-se na descrição dos exames a presença de sintomas e alterações no eletrocardiograma considerados inesperados. Protocolos do TI: Todos os pacientes ficaram em posição supina por 20 min. Depois eram inclinados a 70° e mantinham-se assim por mais 46 minutos (fase passiva). Esta fase era seguida de infusão de isoproterenol 1-4 microgramas/min objetivando elevar a frequência cardíaca em pelo menos 25% (fase ativa, com duração de 20 min). Posteriormente, houve alteração no protocolo: a fase passiva passou para 20 minutos e a administração de nitroglicerina sublingual 400 µg passou a ser uma alternativa ao para o isoproterenol. Nos pacientes que se recusaram a utilizar as medicações, o protocolo previu apenas fase passiva por 46 min. O TI foi considerado positivo quando houve síncope ou pré- síncope. Resultados: Foram revisados 1712 exames de 1654 pacientes. Houve predomínio mulheres (60,8%). A média de idade entre as mulheres foi 41,5 anos (6 a 90 anos) e de 47,6 (6 a 93 anos) entre os homens. Foram encontradas 10 complicações: dor torácica sugestiva de angina (5) taquicardia sinusal (1), extra-sístoles ventriculares e infradesnivelamento do segmento ST acompanhados de dor torácica (1) síncope com convulsão, acompanhada de bloqueio A-V total sem ritmo de escape ventricular (1) distúrbio de condução A-V tipo Mobitz I (1) hipotensão arterial e bradicardia (1) e crise de ansiedade (1). Conclusão: o TI mostrou-se seguro em nosso meio, com uma taxa de complicações de apenas 0,5%, considerando todas como decorrentes do TI. Angina foi a complicação mais frequente.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-099
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
Suzigan, B.H.; Barbisan, J.N.; Sant’anna, P.S.; Pedroso, V.B.; Dossin, I.A.; "Segurança do teste de inclinação no diagnóstico de síncope reflexa", p-99-99.
In: .
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-099
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TY - CONF T1 - Segurança do teste de inclinação no diagnóstico de síncope reflexa JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 5 SP - 99 EP - 99 PY - 2014 T2 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar AU - , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-II-cbmh-099 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/segurana-do-teste-de-inclinao-no-diagnstico-de-sncope-reflexa-13415 KW - ER -
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B.H. Suzigan, J.N. Barbisan, P.S. Sant’anna, V.B. Pedroso, I.A. Dossin, Segurança do teste de inclinação no diagnóstico de síncope reflexa, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 99-99, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-II-cbmh-099 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/segurana-do-teste-de-inclinao-no-diagnstico-de-sncope-reflexa-13415) Palavras-chave:: ;