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Síndrome de Miller Fischer – Relato de caso
Síndrome de Miller Fischer – Relato de caso
ZANROSSO, Laura Zaparoli; MACHADO, Rodrigo Hirsch; RIBEIRO, Andreza Teixeira; ZORTEA, João Augusto Argenton; SHOTTEN, Joyce Carvalho
Artigo:
INTRODUÇÃO: A síndrome de Miller Fischer (SMF) é uma desordem rara, caracterizada por oftalmoplegia, ataxia e arreflexia, tendo sido descrita pela primeira vez em 1956. RELATO DE CASO: JSS, 51 anos, feminina, procurou atendimento em emergência com queixa de visão turva e parestesia em membros superiores iniciados há um dia, seguidos de dificuldade na coordenação dos movimentos de início há seis horas. Ao exame físico: paresia de abducente a esquerda, pupilas hipofotoreativas, leve dismetria e marcha atáxica, sem mais dados relevantes. Tomografia de crânio não demonstrou alterações, bem como ressonância magnética com gadolíneo. Três dias após, apresentava estado mental preservado, disartria leve, oftalmoplegia completa a esquerda, oftalmoparesia à direita, ausência de assimetrias faciais, hipoestesia bilateral em face, força preservada em membros inferiores, arreflexia patelar bilateral, Sinal de Hoffmann ausente bilateral, cutâneo plantar em flexão e marcha atáxica. Com hipótese clínica de SMF, realizada punção lombar, com resultado compatível. Considerando achados clínicos e exames complementares, iniciou-se tratamento com uso de imunoglobulina. Paciente apresentou melhora progressiva dos sintomas, recebendo alta hospitalar após 20 dias de internação, com orientação de seguimento ambulatorial. DISCUSSÃO: SMF está incluída em um espectro de doenças mediadas pelo sistema imunológico após doenças infecciosas agudas, caracterizada por oftalmoplegia, ataxia e arreflexia, descrita como uma variante da Síndrome de Guillan-Barre, mediada por anticorpos IgG anti-GQ1b. O tratamento da SMF consiste no uso de imunoglobulina específica, com bom prognóstico na recuperação. CONCLUSÃO: Ainda que a SFM seja uma condição rara, encontra-se dentro de um espectro de doenças de extrema importância. Cabe ao profissional de saúde reconhecer a sintomatologia e sinais dessas afecções para garantir manejo adequado e assegurar o melhor desfecho possível, considerando que a SFM tem diagnóstico essencialmente clínico.
INTRODUÇÃO: A síndrome de Miller Fischer (SMF) é uma desordem rara, caracterizada por oftalmoplegia, ataxia e arreflexia, tendo sido descrita pela primeira vez em 1956. RELATO DE CASO: JSS, 51 anos, feminina, procurou atendimento em emergência com queixa de visão turva e parestesia em membros superiores iniciados há um dia, seguidos de dificuldade na coordenação dos movimentos de início há seis horas. Ao exame físico: paresia de abducente a esquerda, pupilas hipofotoreativas, leve dismetria e marcha atáxica, sem mais dados relevantes. Tomografia de crânio não demonstrou alterações, bem como ressonância magnética com gadolíneo. Três dias após, apresentava estado mental preservado, disartria leve, oftalmoplegia completa a esquerda, oftalmoparesia à direita, ausência de assimetrias faciais, hipoestesia bilateral em face, força preservada em membros inferiores, arreflexia patelar bilateral, Sinal de Hoffmann ausente bilateral, cutâneo plantar em flexão e marcha atáxica. Com hipótese clínica de SMF, realizada punção lombar, com resultado compatível. Considerando achados clínicos e exames complementares, iniciou-se tratamento com uso de imunoglobulina. Paciente apresentou melhora progressiva dos sintomas, recebendo alta hospitalar após 20 dias de internação, com orientação de seguimento ambulatorial. DISCUSSÃO: SMF está incluída em um espectro de doenças mediadas pelo sistema imunológico após doenças infecciosas agudas, caracterizada por oftalmoplegia, ataxia e arreflexia, descrita como uma variante da Síndrome de Guillan-Barre, mediada por anticorpos IgG anti-GQ1b. O tratamento da SMF consiste no uso de imunoglobulina específica, com bom prognóstico na recuperação. CONCLUSÃO: Ainda que a SFM seja uma condição rara, encontra-se dentro de um espectro de doenças de extrema importância. Cabe ao profissional de saúde reconhecer a sintomatologia e sinais dessas afecções para garantir manejo adequado e assegurar o melhor desfecho possível, considerando que a SFM tem diagnóstico essencialmente clínico.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-xiiicgcm-1457743924
Referências bibliográficas
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Como citar:
ZANROSSO, Laura Zaparoli; MACHADO, Rodrigo Hirsch; RIBEIRO, Andreza Teixeira; ZORTEA, João Augusto Argenton; SHOTTEN, Joyce Carvalho; "Síndrome de Miller Fischer – Relato de caso", p-73-76.
In: In Anais do 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica [=Blucher Medical Proceedings, n.7, v.2].
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-xiiicgcm-1457743924
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TY - CONF T1 - Síndrome de Miller Fischer – Relato de caso JO - Blucher Medical Proceedings VL - 2 IS - 7 SP - 73 EP - 76 PY - 2016 T2 - 13º Congresso Gaúcho de Clínica Médica AU - , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1457743924 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/sndrome-de-miller-fischer-relato-de-caso-23495 KW - ER -
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Laura Zaparoli ZANROSSO, Rodrigo Hirsch MACHADO, Andreza Teixeira RIBEIRO, João Augusto Argenton ZORTEA, Joyce Carvalho SHOTTEN, Síndrome de Miller Fischer – Relato de caso, Blucher Medical Proceedings, Volume 2, 2016, Pages 73-76, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-xiiicgcm-1457743924 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/sndrome-de-miller-fischer-relato-de-caso-23495) Palavras-chave:: ;