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Trajes e adornos de mulheres negras em acervos de museus: documento de memória e cultura material
Trajes e adornos de mulheres negras em acervos de museus: documento de memória e cultura material
Santos, Maria do Carmo Paulino dos; Barone, Ana Cláudia Castilho
Artigo:
Este resumo é uma síntese da pesquisa com o tema: “Trajes e adornos de mulheres negras em acervo de museus como documento de memória e de cultura material”, que visa provocar uma reflexão crítica sobre a documentação, conservação, armazenamento e exposição de peças e acessórios dos séculos XIX e XX, que constituíram trajes de mulheres negras e que na contemporaneidade fazem parte da reserva técnica de museus. Nesta fase apresenta-se parte do trabalho de campo realizado no Museu do Traje e do Têxtil Henriqueta Catharino, Museu Afro- Brasileiro (Mafro) e Museu Carlos Costa Pinto, ambos em Salvador na Bahia. Na reserva técnica desses museus encontramos trajes, joias, e objetos de uso cotidiano e religioso de Dona Folô (figura 1), Mãe Stella de Oxóssi e Mãe Menininha do Gantois. Se objetos de uso dessas mulheres negras fazem parte de acervo museológico, é porque existe um valor simbólico sobre esses objetos e sobre quem os possuía. Ulpiano Bezerra de Meneses (1998) enfatiza que documentos pessoais quando fazem parte de coleções de museus, obrigam a pensar a presença do indivíduo nos registros desses artefatos. Exigindo assim, a pensar em três dimensões: a produção, a identidade e a circulação deste objeto histórico como documento de memória e cultura material. Com isto, a pesquisa tensiona à conhecer a história de quem usava o objeto que faz parte da reserva técnica do museu. Como por exemplo, a Dona Folô, Florinda Anna do Nascimento, faleceu em 11 de março de 1931. Em seu atestado de óbito publicado recentemente, apresenta que ela viveu 103 anos subordinada à família Ribeiro dos Santos. Não foi localizado seu registro de nascimento e nem a descendência familiar. Com base no documento de óbito, acredita-se que ela teria “nascido em 1828”. Desde então, foi considerada cria da fazenda Cruz das Almas/Bom Sucesso que nesta época, que pertencia à cidade de Cachoeira, hoje Cruz das Almas é uma cidade no Recôncavo Baiano. Da mesma maneira, aborda-se também, artefatos têxteis que pertenceram à Mãe Stella de Oxóssi (1925-2018) e Mãe Menininha do Gantois (1894-1986). Com isto, demarca-se por meio da história do design as subjetividades permeadas a partir do vestir, do adornar e do papel social ocupado por essas mulheres negras. Para além das análises, restou fazer uma crítica sobre como seus objetos de memória e cultura material estão catalogados, armazenados e conservados nas reservas técnicas dos museus da Bahia. A pesquisa se insere dentro da linha de pesquisa Teoria e História do Design. Observa-se que esses artefatos são peças de Design de Moda que carregam contextos sociais, políticos e raciais que corroboram para a compreensão da constituição da sociedade brasileira por meio de valores culturais, estéticos, sincréticos, simbólicos e identitários que estão imbricados e permeados em cada detalhe dos artefatos que compõem a coleções dos museus. A metodologia é documental com ênfase museológica. O referencial teórico está fundamentado em Ulpiano Bezerra de Meneses (1998) para analisar o objeto como documento de memória e cultura material; Heloísa Alberto Torres (1895-1977); Sheila de Castro Farias (2023; 1994); Leda Maria Martins (2021); Ynaê Lopes dos Santos (2024; 2022); Machado e Ariza (2018); Barone e Rios (2018); Mattoso (2004); Munanga e Gomes (2016); Factum (2009); Silva (2005); Araújo (2013); Marieta Alves (1962); Emanoel Araújo (2013).
Este resumo é uma síntese da pesquisa com o tema: “Trajes e adornos de mulheres negras em acervo de museus como documento de memória e de cultura material”, que visa provocar uma reflexão crítica sobre a documentação, conservação, armazenamento e exposição de peças e acessórios dos séculos XIX e XX, que constituíram trajes de mulheres negras e que na contemporaneidade fazem parte da reserva técnica de museus. Nesta fase apresenta-se parte do trabalho de campo realizado no Museu do Traje e do Têxtil Henriqueta Catharino, Museu Afro- Brasileiro (Mafro) e Museu Carlos Costa Pinto, ambos em Salvador na Bahia. Na reserva técnica desses museus encontramos trajes, joias, e objetos de uso cotidiano e religioso de Dona Folô (figura 1), Mãe Stella de Oxóssi e Mãe Menininha do Gantois. Se objetos de uso dessas mulheres negras fazem parte de acervo museológico, é porque existe um valor simbólico sobre esses objetos e sobre quem os possuía. Ulpiano Bezerra de Meneses (1998) enfatiza que documentos pessoais quando fazem parte de coleções de museus, obrigam a pensar a presença do indivíduo nos registros desses artefatos. Exigindo assim, a pensar em três dimensões: a produção, a identidade e a circulação deste objeto histórico como documento de memória e cultura material. Com isto, a pesquisa tensiona à conhecer a história de quem usava o objeto que faz parte da reserva técnica do museu. Como por exemplo, a Dona Folô, Florinda Anna do Nascimento, faleceu em 11 de março de 1931. Em seu atestado de óbito publicado recentemente, apresenta que ela viveu 103 anos subordinada à família Ribeiro dos Santos. Não foi localizado seu registro de nascimento e nem a descendência familiar. Com base no documento de óbito, acredita-se que ela teria “nascido em 1828”. Desde então, foi considerada cria da fazenda Cruz das Almas/Bom Sucesso que nesta época, que pertencia à cidade de Cachoeira, hoje Cruz das Almas é uma cidade no Recôncavo Baiano. Da mesma maneira, aborda-se também, artefatos têxteis que pertenceram à Mãe Stella de Oxóssi (1925-2018) e Mãe Menininha do Gantois (1894-1986). Com isto, demarca-se por meio da história do design as subjetividades permeadas a partir do vestir, do adornar e do papel social ocupado por essas mulheres negras. Para além das análises, restou fazer uma crítica sobre como seus objetos de memória e cultura material estão catalogados, armazenados e conservados nas reservas técnicas dos museus da Bahia. A pesquisa se insere dentro da linha de pesquisa Teoria e História do Design. Observa-se que esses artefatos são peças de Design de Moda que carregam contextos sociais, políticos e raciais que corroboram para a compreensão da constituição da sociedade brasileira por meio de valores culturais, estéticos, sincréticos, simbólicos e identitários que estão imbricados e permeados em cada detalhe dos artefatos que compõem a coleções dos museus. A metodologia é documental com ênfase museológica. O referencial teórico está fundamentado em Ulpiano Bezerra de Meneses (1998) para analisar o objeto como documento de memória e cultura material; Heloísa Alberto Torres (1895-1977); Sheila de Castro Farias (2023; 1994); Leda Maria Martins (2021); Ynaê Lopes dos Santos (2024; 2022); Machado e Ariza (2018); Barone e Rios (2018); Mattoso (2004); Munanga e Gomes (2016); Factum (2009); Silva (2005); Araújo (2013); Marieta Alves (1962); Emanoel Araújo (2013).
Palavras-chave: Teoria e História do Design, Artefatos de Memória e Cultura Material, Traje de Mulheres Negras, Design, Acervos em Museus. Teoria e História do Design, Artefatos de Memória e Cultura Material, Traje de Mulheres Negras, Design, Acervos em Museus.
DOI: 10.5151/1JPPD-0092
Referências bibliográficas
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Como citar:
Santos, Maria do Carmo Paulino dos; Barone, Ana Cláudia Castilho; "Trajes e adornos de mulheres negras em acervos de museus: documento de memória e cultura material", p-237-240.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0092
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TY - CONF T1 - Trajes e adornos de mulheres negras em acervos de museus: documento de memória e cultura material JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 237 EP - 240 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0092 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/trajes-e-adornos-de-mulheres-negras-em-acervos-de-museus-documento-de-memoria-e-cultura-material KW - Teoria e História do Design, Artefatos de Memória e Cultura Material, Traje de Mulheres Negras, Design, Acervos em Museus. ER -
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Maria do Carmo Paulino dos Santos, Ana Cláudia Castilho Barone, Trajes e adornos de mulheres negras em acervos de museus: documento de memória e cultura material, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 237-240, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0092 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/trajes-e-adornos-de-mulheres-negras-em-acervos-de-museus-documento-de-memoria-e-cultura-material) Palavras-chave:: Teoria e História do Design, Artefatos de Memória e Cultura Material, Traje de Mulheres Negras, Design, Acervos em Museus.;