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Vestir-se é resistir: a Parada LGBTQIAP+ como vitrine do design, política e pertencimento
Vestir-se é resistir: a Parada LGBTQIAP+ como vitrine do design, política e pertencimento
Frazão, José Augusto Alves; Menezes, Marizilda dos Santos
Artigo:
1. Introdução Este estudo tem como objetivo analisar a Parada LGBTQIAP+ como um espaço propício para performances que envolvem o design, onde roupas e acessórios exercem funções simbólicas de resistência e pertencimento, a fim de: investigar como a estética de roupas e acessórios pode ser interpretada como prática de resistência e visibilidade; observar a influência do design de moda como linguagem política nas Paradas LGBTQIAP+; e estudar a simbologia da individualidade de corpos de pessoas LGBTQIAP+ como manifesto político público. A lacuna que direciona este estudo está na escassez de produção acadêmica que conecte design de moda e manifestações públicas. Entender o design nesses contextos é reconhecer sua força como instrumento de resistência social e política. 2. Referencial Teórico Nas Paradas LGBTQIAP+, o corpo se torna um manifesto e a roupa, um discurso. A performance, o ato de se vestir e a ocupação do espaço público constituem aspectos políticos do corpo e demonstram que o design atua como um meio de expressão social. De acordo com Bonsiepe (2011), o design transcende a função estética e assume um papel emancipatório, em consonância, Cardoso (2012) interpreta o design como uma prática cultural capaz de refletir e transformar o arquétipo social. Neste contexto, roupas e acessórios deixam de ser apenas adornos e passam a funcionar como tecnologias simbólicas e materiais, que têm a capacidade de comunicar pertencimento, reafirmar identidades e, inclusive, ser instrumento de segurança. Ao observar a interconexão coletiva da moda e seus diversos significados, é importante considerar não apenas aspectos estéticos, que podem ocultar ou revelar o corpo, mas também o discurso que envolve a lógica e o sentido de usar determinado item, colaborando com a ideia de que esses componentes podem mediar experiências representativas, políticas e sociais (Teixeira, 2021). Desta forma, a Parada LGBTQIAP+ se estabelece como um laboratório vivo de design social e performativo, no qual estética, política e diversidade se entrelaçam, fazendo com que cada escolha de roupa e acessório seja uma forma de resistência e expressão. A pesquisa possui uma perspectiva que observa o design como prática cultural, social e política. Pois, o design vai além da esfera estética e funcional, desempenhando um papel emancipatório ao influenciar as relações humanas e sociais (Bonsiepe, 2011). A partir da perspectiva do design enquanto uma linguagem cultural, apta para traduzir e modificar realidades complexas (Cardoso, 2012), o vestir torna-se uma métrica entre corpo e sociedade, que tange a função e uso (Löbach, 2001). Ao olhar além dos elementos estéticos, ocorre a ruptura da visão tradicional da moda, que consiste apenas em se cobrir ou embelezar o corpo (Teixeira, 2021), tornando o vestir uma linguagem carregada de sentidos sociais, culturais e políticos. 3. Considerações Finais Uma vez que a pesquisa discute o design de moda nas Paradas LGBTQIAP+ como além do adorno estético - desempenhando uma função política e social -, espera-se que as roupas e acessórios atuem como tecnologias simbólicas de identidade, pertencimento e segurança. Dessa forma, o ato de vestir-se e ocupar o espaço urbano são convertidos em ações de resistência e afirmação, e o design se apresenta como um intermediário entre estética, política e diversidade, a fim de fomentar representatividade e identidade. Analisar o vestir como forma de resistência é ratificar a capacidade do design de conectar estética, política e pertencimento. A Parada LGBTQIAP+ destaca o poder do design como instrumento de mudança social, no qual a moda e a tecnologia se transformam em canais de visibilidade e resistência. Dessa forma, esta pesquisa sugere o reconhecimento das tecnologias vestíveis como ferramentas de expressão e proteção simbólica para corpos LGBTQIAP+, enfatizando que se vestir é, acima de tudo, um ato de pertencimento e sobrevivência.
1. Introdução Este estudo tem como objetivo analisar a Parada LGBTQIAP+ como um espaço propício para performances que envolvem o design, onde roupas e acessórios exercem funções simbólicas de resistência e pertencimento, a fim de: investigar como a estética de roupas e acessórios pode ser interpretada como prática de resistência e visibilidade; observar a influência do design de moda como linguagem política nas Paradas LGBTQIAP+; e estudar a simbologia da individualidade de corpos de pessoas LGBTQIAP+ como manifesto político público. A lacuna que direciona este estudo está na escassez de produção acadêmica que conecte design de moda e manifestações públicas. Entender o design nesses contextos é reconhecer sua força como instrumento de resistência social e política. 2. Referencial Teórico Nas Paradas LGBTQIAP+, o corpo se torna um manifesto e a roupa, um discurso. A performance, o ato de se vestir e a ocupação do espaço público constituem aspectos políticos do corpo e demonstram que o design atua como um meio de expressão social. De acordo com Bonsiepe (2011), o design transcende a função estética e assume um papel emancipatório, em consonância, Cardoso (2012) interpreta o design como uma prática cultural capaz de refletir e transformar o arquétipo social. Neste contexto, roupas e acessórios deixam de ser apenas adornos e passam a funcionar como tecnologias simbólicas e materiais, que têm a capacidade de comunicar pertencimento, reafirmar identidades e, inclusive, ser instrumento de segurança. Ao observar a interconexão coletiva da moda e seus diversos significados, é importante considerar não apenas aspectos estéticos, que podem ocultar ou revelar o corpo, mas também o discurso que envolve a lógica e o sentido de usar determinado item, colaborando com a ideia de que esses componentes podem mediar experiências representativas, políticas e sociais (Teixeira, 2021). Desta forma, a Parada LGBTQIAP+ se estabelece como um laboratório vivo de design social e performativo, no qual estética, política e diversidade se entrelaçam, fazendo com que cada escolha de roupa e acessório seja uma forma de resistência e expressão. A pesquisa possui uma perspectiva que observa o design como prática cultural, social e política. Pois, o design vai além da esfera estética e funcional, desempenhando um papel emancipatório ao influenciar as relações humanas e sociais (Bonsiepe, 2011). A partir da perspectiva do design enquanto uma linguagem cultural, apta para traduzir e modificar realidades complexas (Cardoso, 2012), o vestir torna-se uma métrica entre corpo e sociedade, que tange a função e uso (Löbach, 2001). Ao olhar além dos elementos estéticos, ocorre a ruptura da visão tradicional da moda, que consiste apenas em se cobrir ou embelezar o corpo (Teixeira, 2021), tornando o vestir uma linguagem carregada de sentidos sociais, culturais e políticos. 3. Considerações Finais Uma vez que a pesquisa discute o design de moda nas Paradas LGBTQIAP+ como além do adorno estético - desempenhando uma função política e social -, espera-se que as roupas e acessórios atuem como tecnologias simbólicas de identidade, pertencimento e segurança. Dessa forma, o ato de vestir-se e ocupar o espaço urbano são convertidos em ações de resistência e afirmação, e o design se apresenta como um intermediário entre estética, política e diversidade, a fim de fomentar representatividade e identidade. Analisar o vestir como forma de resistência é ratificar a capacidade do design de conectar estética, política e pertencimento. A Parada LGBTQIAP+ destaca o poder do design como instrumento de mudança social, no qual a moda e a tecnologia se transformam em canais de visibilidade e resistência. Dessa forma, esta pesquisa sugere o reconhecimento das tecnologias vestíveis como ferramentas de expressão e proteção simbólica para corpos LGBTQIAP+, enfatizando que se vestir é, acima de tudo, um ato de pertencimento e sobrevivência.
Palavras-chave: Design de Moda, Parada LGBTQIAP+, Representatividade, Manifestação Pública Design de Moda, Parada LGBTQIAP+, Representatividade, Manifestação Pública
DOI: 10.5151/1JPPD-0019
Referências bibliográficas
- [1] BONSIEPE, Gui. Design, cultura e sociedade. São Paulo: Edgar Blücher, 2011.
- [2] CARDOSO, Rafael. Design para um mundo complexo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
- [3] LÖBACH, Bernd. Desenho industrial: bases para a configuração dos produtos industriais. São Paulo: Edgard Blücher, 2001.
- [4] TEIXEIRA, Flávia. V.S. Moda como linguagem: uma partilha do sensível. Dobra[s] – revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda, [S. I.], n. 31, p. 262-273, 2021. DOI: 10.26563/dobras.i31.1297. Disponível em: https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/view/1297. Acesso em: 08 out. 2025.
Como citar:
Frazão, José Augusto Alves; Menezes, Marizilda dos Santos; "Vestir-se é resistir: a Parada LGBTQIAP+ como vitrine do design, política e pertencimento", p-53-55.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0019
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TY - CONF T1 - Vestir-se é resistir: a Parada LGBTQIAP+ como vitrine do design, política e pertencimento JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 53 EP - 55 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0019 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/vestir-se-e-resistir-a-parada-lgbtqiap-como-vitrine-do-design-politica-e-pertencimento KW - Design de Moda, Parada LGBTQIAP+, Representatividade, Manifestação Pública ER -
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José Augusto Alves Frazão, Marizilda dos Santos Menezes, Vestir-se é resistir: a Parada LGBTQIAP+ como vitrine do design, política e pertencimento, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 53-55, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0019 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/vestir-se-e-resistir-a-parada-lgbtqiap-como-vitrine-do-design-politica-e-pertencimento) Palavras-chave:: Design de Moda, Parada LGBTQIAP+, Representatividade, Manifestação Pública;