Blucher Engineering Proceedings
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Estabilidade a oxidação do Diesel B provocado pelo biodiesel
B Diesel stability for oxidation promoted by biodiesel
AMARAL, Sergio Roberto; SILVA, Frederico Braz; BERTOLINI, Paulo; BAREIRA, Marco Aurelio; MARCONDES, Marcos; ABUTARA, Eduardo; CARNIZELO, Francisco
Artigo:
Atualmente o mercado de caminhões e ônibus que utilizam como fonte de combustível o diesel B, que possui a adição de biodiesel em porcentagem de mistura regulamentada/definida pela ANP, não apresenta perda de performance no motor e ou nos componentes do sistema de combustível dos veículos durante o uso continuo deste ou por necessidade de curtos intervalos de tempo que os veículos permaneçam parados. Entretanto, dentro dos pátios de venda da montadora, existem condições específicas que promovem a permanência dos veículos por prolongados períodos. Essa permanência representa basicamente o prazo de aprovação de financiamentos e de perda de janelas de exportação. Essas duas configurações impactam basicamente nos caminhões que podem chegar a ficar, em alguns casos, entre seis e doze meses parados nos pátios de venda da montadora. No caso dos ônibus as ocorrências se agravam pela parte de aprovação de financiamento e também pelo tempo de encarroçamento, que podem em alguns casos sofrer o mesmo tempo dos caminhões. Não obstante a isso, temos casos de veículos que ficaram um período menor nos pátios da montadora, cerca de três a quatro meses, e posteriormente repetindo esse intervalo nos pátios das concessionárias. Desta forma o custo se torna ainda maior, pois os valores são os definidos como trocas em garantia. Assim sendo, a mudança de Euro III para Euro V, onde foi reduzido o teor de enxofre visando atender as normas reguladoras de emissões, promoveu uma nova condição que anteriormente não existia. Verificamos que os veículos parados por esse longo período, deixavam de funcionar e ao abrir o sistema de combustível, encontramos uma borra de coloração escura que obstruía todo o sistema de injeção. Além disso, também foi encontrado o mesmo aspecto nos pré-filtro e filtro principal. Foi necessário criar sistema de inspeção, onde a cada três meses os veículos eram ligados por quinze minutos e a cada seis meses são substituídos o diesel e o pré-filtro e novamente deixando os mesmos ligados por mais quinze minutos, de forma a evitar atraso de entrega, possibilidade de multas contratuais e reiniciando o ciclo de inspeção. O impacto de custo referente a essa ação tornou-se inevitável. Essa configuração resultou em um aumento do custo operacional da empresa.
Atualmente o mercado de caminhões e ônibus que utilizam como fonte de combustível o diesel B, que possui a adição de biodiesel em porcentagem de mistura regulamentada/definida pela ANP, não apresenta perda de performance no motor e ou nos componentes do sistema de combustível dos veículos durante o uso continuo deste ou por necessidade de curtos intervalos de tempo que os veículos permaneçam parados. Entretanto, dentro dos pátios de venda da montadora, existem condições específicas que promovem a permanência dos veículos por prolongados períodos. Essa permanência representa basicamente o prazo de aprovação de financiamentos e de perda de janelas de exportação. Essas duas configurações impactam basicamente nos caminhões que podem chegar a ficar, em alguns casos, entre seis e doze meses parados nos pátios de venda da montadora. No caso dos ônibus as ocorrências se agravam pela parte de aprovação de financiamento e também pelo tempo de encarroçamento, que podem em alguns casos sofrer o mesmo tempo dos caminhões. Não obstante a isso, temos casos de veículos que ficaram um período menor nos pátios da montadora, cerca de três a quatro meses, e posteriormente repetindo esse intervalo nos pátios das concessionárias. Desta forma o custo se torna ainda maior, pois os valores são os definidos como trocas em garantia. Assim sendo, a mudança de Euro III para Euro V, onde foi reduzido o teor de enxofre visando atender as normas reguladoras de emissões, promoveu uma nova condição que anteriormente não existia. Verificamos que os veículos parados por esse longo período, deixavam de funcionar e ao abrir o sistema de combustível, encontramos uma borra de coloração escura que obstruía todo o sistema de injeção. Além disso, também foi encontrado o mesmo aspecto nos pré-filtro e filtro principal. Foi necessário criar sistema de inspeção, onde a cada três meses os veículos eram ligados por quinze minutos e a cada seis meses são substituídos o diesel e o pré-filtro e novamente deixando os mesmos ligados por mais quinze minutos, de forma a evitar atraso de entrega, possibilidade de multas contratuais e reiniciando o ciclo de inspeção. O impacto de custo referente a essa ação tornou-se inevitável. Essa configuração resultou em um aumento do custo operacional da empresa.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/engpro-simea2016-PAP108
Referências bibliográficas
- [1] BRUNETTI, F.; Motores de Combustão Interna, Volume 1, São Paulo, editora Blucher, 2012.
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- [8] BONDIOLI, P.; GASPAROLI, A.; LANZANI, A.; FFEDELI, E.; VERONESE, S.; SALA, M.; Storage stability of biodiesel, J Am Oil Chem Soc, 72 (1995), pp. 699–702
- [9] Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Resolução ANP 50 de 23/12/2013
- [10] Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Resolução ANP 69 de 23/12/2014
- [11] Instituto Nacional de Meteorologia – Dados Climatológicos de Resende – RJ, disponível em http://www.inmet.gov.br/portal/: acesso em março de 2012
Como citar:
AMARAL, Sergio Roberto; SILVA, Frederico Braz; BERTOLINI, Paulo; BAREIRA, Marco Aurelio; MARCONDES, Marcos; ABUTARA, Eduardo; CARNIZELO, Francisco; "Estabilidade a oxidação do Diesel B provocado pelo biodiesel", p-820-830.
In: Anais do XXIV Simpósio Internacional de Engenharia Automotica - SIMEA 2016 [=Blucher Engineering Proceedings]..
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23577592,
DOI 10.5151/engpro-simea2016-PAP108
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TY - CONF T1 - Estabilidade a oxidação do Diesel B provocado pelo biodiesel JO - Blucher Engineering Proceedings VL - 3 IS - 1 SP - 820 EP - 830 PY - 2016 T2 - XXIV Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva AU - , , , , , , SN - 23577592 DO - http://dx.doi.org/10.5151/engpro-simea2016-PAP108 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/estabilidade-a-oxidacao-do-diesel-b-provocado-pelo-biodiesel-23775 KW - ER -
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Sergio Roberto AMARAL, Frederico Braz SILVA, Paulo BERTOLINI, Marco Aurelio BAREIRA, Marcos MARCONDES, Eduardo ABUTARA, Francisco CARNIZELO, Estabilidade a oxidação do Diesel B provocado pelo biodiesel, Blucher Engineering Proceedings, Volume 3, 2016, Pages 820-830, ISSN 23577592, http://dx.doi.org/10.5151/engpro-simea2016-PAP108 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/estabilidade-a-oxidacao-do-diesel-b-provocado-pelo-biodiesel-23775) Palavras-chave:: ;